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Sim, sou a favor da criação dos estados do Carajás e Tapajós. Não, nunca fui ao Pará.
Mas por que sou a favor? A floresta amazônica precisa de mais estados pra ficar mais forte. Sabemos que a criação dos novos estados irá levar muita gente a se mudar para o norte em busca de oportunidades. Entretanto, uma grande mudança mesmo, só ocorrerá se em cada estado for construída uma nova capital totalmente planejada, como foi em Tocantins. Marabá e Santarém devem ser apenas capitais provisórias até a conclusão das obras das novas capitais.
Não se trata apenas de dividir um estado, se trata de levar planejamento e povoamento aos territórios do norte do país.
A floresta, ao contrário do que parece, será mais protegida com a criação dos novos estados, afinal novas estruturas de instituições governamentais de proteção ao meio ambiente serão construídas.
Santarém e Marabá continuarão sem dúvida, a ser, cada uma, grandes polos econômicos e educacionais. Na verdade, certamente estas cidades irão ganhar mais relevância e maior poder econômico.
Além das novas capitais, será preciso construir algumas outras cidades planejadas pra que sejam instaladas novas universidades, centros hospitalares, etc.
Pra levar desenvolvimento desta forma, ou seja, através da divisão, só com novas cidades. Vamos lutar pra isso. Não moramos lá, mas o território é nosso. É o Brasil. Não adiantará muito dividir o Pará se Marabá e Santarém serem as capitais. Claro que mesmo com Marabá e Santarém como capitais, a divisão será benéfica, entretanto, com novas capitais construídas do zero, o progresso virá mais rapidamente.
Espero que o Brasil no dia 11 de dezembro de 2011 ganhe novos estados, e com eles, duas novas capitais lindas e planejadas.
Uma ou no máximo duas décadas depois do Pará, novos estados deverão ser criados dentro do Amazonas.
Somos você e eu. Ou talvez você prefira andar de bicicleta ou ônibus e seja só eu, ou talvez você não exerça um papel ativo, enfim, não lute pela implementação de metros subterrâneo e de superfície que sejam menos poluentes que os ônibus e mesmo andando de ônibus você talvez continue culpado ou culpada.
Ando muito, aliás, muitíssimo ocupado ultimamente. Esses dias aqui em Maringá, uma cidade de médio porte com 350 mil habitantes e uma região metropolitana de mais de meio milhão de pessoas, a terceira maior do Paraná, eu, indo pro trabalho, peguei um transito péssimo. Estava chovendo e todo mundo resolveu ir de carro. Não amaldiçoei ninguém por buscar a comodidade em um dia de chuva, até porque, eu mesmo, não posso e não vou negar, vou todo dia ao trabalho de carro. Mesmo em dias de sol…
Durante aquele dia pensei, nossa… Essa cidade é planejada e mesmo assim quando chove vira um caos. Pensei então em como a prefeitura poderia melhorar o transito, alargando algumas ruas, proibindo o estacionamento em outras, colocando mais semáforos antes de algumas rotatórias (sim isso é necessário), investindo em um metro de superfície entre Maringá e Sarandi. Neste caso a solução já começa a passar até por outra prefeitura. Seria ótimo para os moradores de Sarandi essa possibilidade. Um metro ligando os dois municípios.
Fiquei com raiva de mim mesmo. Não ando de ônibus, aliás, ando sim, porém muito raramente. O grande problema é o preço da passagem. É mais caro andar de ônibus dentro da cidade do que de carro. Quem estuda no ensino fundamental e médio tem direito aqui em Maringá de ir para a escola de graça. O transporte coletivo é gratuito para os alunos irem até o colégio. Isso é ótimo. Nem toda cidade tem esse benefício. As crianças e adolescentes maringaenses tem.
Acho que o governo federal deveria libertar dos impostos todo o sistema de transporte coletivo urbano. Não seria o fim da poluição, não seria o fim dos congestionamentos, mas os reduziria certamente. Reduzindo, preferencialmente a zero o imposto neste setor, se reduziriam os preços e assim mais gente iria preferir o ônibus ao carro. Além disso, o ideal era que o transporte de ônibus urbano não fosse monopolizado. Deveriam existir duas, três, quatro companhias fazendo o mesmo trajeto, com preços diferentes. Assim as pessoas iriam optar pelo melhor serviço e menor preço.
Mas mesmo reduzindo-se os preços, eu iria optar pelo conforto do carro ou usaria o ônibus? E você?
Se no post anterior eu falei mais sobre os debates inúteis, hoje me deu vontade de falar sobre as boas discussões.
Na Wikipédia o debate está definido como:
“Debate é uma discussão amigável entre duas ou mais pessoas que queiram apenas colocar suas ideias em questão ou discordar das demais, sempre tentando prevalecer a sua própria opinião ou sendo convencido pelas opiniões opostas.”
É uma boa definição. Uma discussão amigável. Algo complicado de acontecer em debates políticos por exemplo, mas mesmo assim não é impossível se os debatedores se posicionarem de forma construtiva.
A definição continua:
“Geralmente debates são longos, e raramente se chega a alguma conclusão, porém, é uma prática considerada saudável onde uma pessoa pode ver vários lados de uma mesma questão.”
Isso é bem interessante. Vejam só, geralmente são longos, mas nem sempre, e raramente se chega a alguma conclusão. Não é um problema grave não se chegar a alguma conclusão. Na teoria literária existem muitos debates sem conclusão, e mesmo assim não deixam de ser úteis e interessantíssimos! Entendem? Muitas vezes o que se quer, dependendo do tema, é realmente não se chegar a um resultado final e deixar a questão em aberto. Esta questão vai se ampliando cada vez mais e assim ficando mais complexa e interessante.
A definição não para por aí:
“Debates ou discussões amigáveis podem ser a respeito de temas diversos, como futebol, política, etc. Eles não devem ser confundidos por brigas ou amultuações. Geralmente debatentes são concisos e tem em mente a troca de idéias sem que haja ofensas para ambos os lados.”
É nesta parte que muitos debates deixam de ser debates e se tornam briga e confusão. Muita gente não sabe debater e briga até por coisas que deveriam ser alegres, como o futebol, que é um esporte bom e divertido, e algumas pessoas (a minoria), briga e até mata pra fazer prevalecer sua visão!
É muito bom frequentar ambientes onde as pessoas sabem debater. Quem frequenta cursos onde a estratégia de ensino é através de seminários (seminário é um metodo que usa técnicas como a dinâmica de grupo para estudar e pesquisar em grupo um certo assunto), sabe como pode ser legal e enriquecedor um debate. Estes tipos de debates que valem a pena e que ocorrem em ambientes geralmente universitários, bem que poderiam acontecer com maior frequencia fora de sala de aula, como em programas de entrevista, debates políticos em ano de eleição e em empresas para debater a produtividade, a qualidade do atendimento e a satisfação do consumidor, etc.
Infelizmente ainda nem todos tem esta cultura. Mas sou otimista principalmente em relação as empresas, que teriam muito a ganhar realizando internamente este tipo de debate.
Hoje li em um blog e em um microblog duas discussões, debates de ideias e ideais.
Ambos sem utilidade nenhuma. Pessoas com posições contrárias sobre um determinado tema. Pessoas que não mudariam de opinião de forma alguma. Não critico este tipo de pessoa por não mudar de opinião. Acredito que todos nós temos nossas opiniões imutáveis, não é mesmo? Mas critico sim estes debates que em geral não geram nada de interessante. Algumas destas discussões são sobre religião, outras são sobre política e outras ainda são sobre machismo, feminismo, enfim… Acho perda de tempo ficar debatendo muito sobre este tipo de coisa, porque na maior parte das vezes as pessoas não vão muito a fundo no conhecimento e as ofensas pessoais não demoram a surgir. Claro que discutir política, feminismo e até religião pode ser interessante, mas isso quando ao menos duas pessoas do debate detêm um grande conhecimento sobre o tema proposto.
Não vou mentir. Já perdi tempo com debates sem sentido. Já perdi muito tempo. Hoje em dia não perco mais.
Acho bem melhor expor uma ideia do que debatê-la, a não ser é claro em ambientes universitários, onde as pessoas geralmente se entregam tão profundamente aos temas que muitas vezes tudo acaba lá na raiz da questão e mesmo quando não se atinge esta raiz, tudo tende a virar teoria. Teoria que alguém irá estudar ainda mais, chegando enfim a uma conclusão, ou chegando a conclusão de que não existe conclusão alguma e que tudo depende do ponto de vista e também das experiências pessoais vividas por cada um. Ou ainda se pode chegar a uma teoria tão bem fundamentada que alguma hora alguém irá fazer alguma coisa prática a utilizando, muitas vezes até para algo de outra área do conhecimento completamente diferente. Ou seja, o debate alguma hora terá validade.
“Em uma pequena cidade, dois moradores conversam:
— Morar no interior é melhor.
— Claro que não, morar nas grandes cidade é muito melhor.
— No interior não tem violência, nem enchente.
— Mas existem cidades no interior que são arrasadas por enchentes. Nada a ver o que você está falando!
— No interior não tem engarrafamento.
— Nem shopping!
Não demora muito para tudo virar briga.”
“Em uma pequena cidade, dois moradores conversam:
— Morar no interior é melhor. Não tem engarrafamento e a segurança geralmente é maior.
— Mas as oportunidades são menores.
— Depende, nas cidades de médio porte entre duzentos e um milhão de habitantes existem grandes oportunidades de crescimento profissional, além de ter boa parte das opções de lazer de um grande centro urbano.
— Mas nas cidades de médio porte, dependendo do bairro em que se mora, o deslocamento até o local de trabalho ou estudo é também muito demorado.
— Isso é uma verdade. Além disso é quase impossível morar em uma cidade pequena sem ter que viajar para um polo regional de vez em quando.
— Assim como quem mora em uma cidade de médio porte tem que se deslocar eventualmente até uma grande metrópole como São Paulo ou Rio de Janeiro.
— Não podemos nos esquecer de que as passagens aéreas partindo de aeroportos em cidades médias até grandes cidades estão muito baratas hoje em dia.
Neste tipo de conversa, as pessoas tendem a encontrar soluções para si mesmas. Se a pessoa gosta de sossego, vai se estabilizar profissionalmente e se encher de cursos em uma grande cidade, e quando puder, vai se mudar de volta para uma pequena cidade. Se a pessoa não quer tanto tumulto e mas quer ter acesso rápido aos grandes eventos, vai morar em uma cidade de médio porte, e assim por diante. Conversas assim, mesmo que informais, trazem benefícios. Não tem como mudar o fato de Fulano gostar de sossego. Mas Fulano sabe que terá que se mudar para um cidade média ou grande para estudar e se firmar profissionalmente antes de retornar a sua cidadezinha. Ciclano sabe dos desafios diários que encontrará em uma cidade maior se quiser viver lá para sempre e desfrutar de suas vantagens. Sabe que quanto maior cidade, maior a concorrência, e que a dedicação deverá ser imensa para desfrutar dos benefícios locais.
Um bom debate quase sempre nos faz crescer. Temos que buscar o que nos faz crescer. Quando um debate não nos melhora, o melhor é não o ler ou participar dele.
Quando o debate é inteligente ou interessante, vale a pena o ler, o ouvir, ou participar da discussão.
Temos que aproveitar nosso tempo com o que é bom, ou você não concorda?