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Fiquei surpreso hoje ao descobrir a existência de um projeto brasileiro para a fabricação de uma nave espacial de propulsão nuclear. Por enquanto se trata apenas de um conceito em fase inicial de desenvolvimento que utiliza o projeto do avião hipersônico 14-X acoplado a um motor nuclear, mas que já conta com um desenho mostrando como poderá ficar a nave, que poderia ser mandada, por exemplo, à Lua. O projeto 14-X já está em um estágio bem avançado, o que nos leva a ter esperanças num possível futuro sucesso da nave nuclear. Claro que uma nave deste tipo é cheia de riscos e antes de ir ao espaço o projeto deve estar bem maduro. Deve-se ser elevado o domínio de uma variedade enorme de tecnologias espaciais antes de levar o motor nuclear e depois o 14-X ao espaço, mas, só por existir este projeto, já faz com que nossos cientistas pesquisem ainda mais, descobrindo novas tecnologias que, independentemente do sucesso do programa espacial nuclear, em médio prazo, essas tecnologias, podem ser usadas em outros setores da sociedade. Entretanto, caso haja sucesso de fato, o salto tecnológico será absurdamente alto.
A ousadia do IEAv (Instituto de Estudos Avançados) é muito bem vinda. É este tipo de projeto que leva uma nação ao desenvolvimento.
Segundo o IEAv, o projeto TERRA (Tecnologia de Reatores Rápidos Avançados) visa garantir a opção de uso da tecnologia nuclear aplicada ao espaço quando esta for necessária. Além disso a tecnologia dos microrreatores espaciais precisa ser desenvolvida em todos os seus aspectos, razão pelo qual foi criado o projeto TERRA.
Vejam a imagem artística sobre a qual falei no começo do post, do belo 14-X acoplado ao propulsor nuclear:

Mais sobre o projeto no site:
http://www.ieav.cta.br/enu/energia_nuclear_artigos.php
Notícia completa em PDF sobre o projeto TERRA: Energia Nuclear: o sonho do espaço aberto
Não sei se vocês concordam comigo, mas este sim é um projeto do tamanho do nosso país, este sim é um projeto de um país que quer ser superpotência.
O nordeste do Japão, como todos sabemos, foi duramente atingido por um terrível e destruidor terremoto. Logo em seguida um terrível tsunami arrasou boa parte do litoral daquela nação. O Japão, que é um país rico, tem também muita experiencia em se reerguer, além do treinamento contínuo para evacuar os locais atingidos por tragédias naturais. Isso tudo o povo japonês fez, na medida do possível. Milhares de pessoas morreram, mas pelo tamanho da tragédia, até que não foi muita gente. Aliás, claro que foi muita gente, mas poderia ter sido muito pior. É o que eu quero dizer.
Isso graças não só ao dinheiro, mas a cultura. Uma cultura de ajuda mútua, que se estende até por países onde estão seus descendentes. Em todo o Brasil, japoneses e brasileiros que descendem daquele país estão ajudando no que é possível, com o envio de doações.
Mas o pior desastre poderá ser o nuclear. Fukushima, como sabemos, tem uma usina nuclear. O sistema de resfriamento de seus reatores não está funcionando. O tsunami e o terremoto abalaram o antigo sistema a diesel.
Para resfriar estes reatores e tentar evitar uma tragédia maior, heróis japoneses estão se expondo a radiação, que certamente os matará. Eles sabem disso. Sabem que estão em uma missão suicida. Sabem que serão lembrados. Seus nomes ficarão na história. Sua ousadia e seu sacrifício em prol do próximo serão reconhecidos.
Estão dando a vida para que os reatores não derretam e para que os arredores (incluindo Tokyo), não seja exposto as partículas radioativas.
A Marinha do Brasil desenvolve um programa nuclear desde 1979, com o objetivo de construir o primeiro submarino nuclear brasileiro. Hoje, apenas 6 países tem esta tecnologia em funcionamento, apesar do primeiro submarino nuclear do mundo ter sido colocado em operação a muitas décadas atrás, especificamente no ano de 1954, pelos Estado Unidos, com o nome de USS Nautilus. Os países que possuem esta tecnologia hoje são: EUA, Rússia, França, Reino Unido, China e Índia.
O reator nuclear do submarino está sendo desenvolvido no Centro Experimental ARAMAR em Iperó, estado de São Paulo.
Já o estaleiro onde será produzido o primeiro submarino nuclear brasileiro já começou a ser construído em Itaguaí, estado do Rio de Janeiro.
Antes do início da construção do submarino nuclear brasileiro, serão produzidos submarinos convencionais neste mesmo estaleiro.
A vantagem de um submarino de propulsão nuclear em relação ao convencional é que ele tem uma autonomia de anos, tendo apenas que trocar a tripulação e se reabastecer com mantimentos, ou seja, a autonomia dele na verdade depende da resistência física e psicológica dos tripulantes e da capacidade de armazenar comida no interior do submarino. Ou seja, na prática ele pode ficar até seis meses no mar. Já um submarino convencional, além de poder ficar apenas 40 dias no mar, ainda tem que subir a superfície para ligar seus motores movidos a diesel e reabastecer suas baterias elétricas. E isto é uma grande desvantagem tática.
Caso nosso país conclua até 2021 como previsto seu submarino nuclear, seremos a sétima nação a contar com este poderoso meio de defesa.
Pra quem não sabe, existem dois tipos de submarinos nucleares, um é o balístico que tem a capacidade de carregar mísseis de longo alcance, e o outro tipo, o de ataque, tem como missão principal afundar navios inimigos com seus torpedos. O nosso será o de ataque.
Uma quantia bilionária está sendo investida no projeto desta super arma de guerra que será construída em parceria com a França, país que como vimos anteriormente, já possui este tipo de equipamento.
A seguir dois links, um no site do Senado e um no site da Marinha, falando sobre o submarino nuclear:
Bom, saindo da realidade e indo pra ficção, em meu futuro livro de ficção científica, que se passa inicialmente em 2035, o Brasil terá pelo menos seis submarinos nucleares (ainda não decidi ao certo quantos serão, talvez sejam mais). Se levarmos em consideração que na vida real o Brasil contará com um submarino nuclear lá por 2021 e que especialistas dizem que o ideal é o país contar com pelo menos três, acho que a idéia de existirem pelo menos seis submarinos nucleares não foge muito a realidade, levando em consideração que o poder econômico brasileiro está previsto para crescer muito nas próximas décadas, acho que um pouco desse dinheiro poderá financiar um aumento nos gastos militares.
Bom, submarinos nucleares são realidade no mundo há muito tempo, então certamente em meu livro, eu colocarei outros equipamentos navais ainda não existentes no mundo, afinal de contas meu livro terá elementos futuristas em terra, mar e ar, mas meios já existentes como submarinos nucleares e até convencionais estarão ao lado dos equipamentos do futuro.