Os Livros do Odenir

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Palha de aço no modem 3G?

Às vezes…

Eu fico revoltado e penso: “Será que se eu colocar palha de aço no modem, o sinal melhora?”.

E continuo pensando: “Funciona na antena da televisão velha, será que funciona no modem do notebook?”.

Não basta pagar caro por uma internet 3G de velocidade ridícula. Não, não. A conexão tem que ficar caindo a todo momento também. E o governo? Deveria fiscalizar as empresas que vendem pacotes de internet. Fiscaliza? Fiscaliza nada. E as empresas que vendem serviços pela internet (grandes lojas virtuais, por exemplo), brigam com o governo pra força-lo a cobrar qualidade das empresas que distribuem o sinal de internet? Não. E por quê? Por que seus gerentes, em vez de trabalhar pelo que importa, ficam… sei lá o que ficam fazendo. Grandes lojas virtuais dependem de pessoas que tenham acesso à internet. Mas acesso eu tenho. Grandes lojas virtuais dependem de pessoas que tenham acesso de qualidade à internet. Isso, isso eu não tenho. E me pergunto, o que os gerentes das grandes lojas virtuais estão fazendo? Gastando o tempo de trabalho em coisas inúteis e que não dão resultado. Como posso ver um vídeo de demonstração de um produto na internet, se minha internet é tão ruim (além de ser cara)? Não, eu não posso assistir ao vídeo, já que demora vários minutos pra carregar poucos segundos…

É isso, os empresários e gerentes de empresas que dependem da internet (e de uma população com acesso a ela) devem lutar para que o governo force as empresas que distribuem o sinal para que ofereçam serviço de qualidade à população.

Simples assim. Gente, quanto dinheiro é movimentado pela internet? Bilhões! E poderiam ser ainda mais bilhões! Só não é, porque a qualidade das conexões são absurdamente ruins e/ou caras.

Se quem poderia ganhar mais dinheiro (os empresários donos de lojas virtuais) se todos tivessem uma boa conexão não se mobilizam pra tentarem melhorar as coisas, só me resta torcer pra palha de aço no modem melhorar a qualidade da conexão…

Mas acho que não, acho que a esponja de aço não melhora a conexão no modem 3G… uma grande mobilização da sociedade em torno disso talvez resolvesse… talvez…

Com ou sem palha de aço, enquanto nada se resolve, nós ficamos assim, com cara de palhaços, nós e as palhas de aço

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Campanha de protesto Brasil Internet: lutemos camaradas

O Brasil, segundo informações de diversos jornais, ultrapassou o Japão e se tornou o terceiro maior mercado de computadores do mundo. Certamente é uma conquista, entretanto falta mais. A campanha que eu, Odenir, dou início, a partir de meu computador aqui em Maringá-PR é pela luta por uma internet de alta qualidade e de baixo preço.

Campanha Brasil Internet horizontal

Sabemos que o preço é elevado, e a qualidade, em geral é lixuosa, ao invés de luxuosa, como deveria ser.

Esta não é uma campanha contra o governo, que até tem conduzido bem a economia brasileira (essa é a minha opinião) nesses tempos de crise. Mas ao mesmo tempo é uma campanha contra o governo (e contra a oposição também). Explico: O poder executivo é culpado, mas o legislativo, em sua totalidade, também o é igualmente. Os deputados federais e os senadores deveriam lutar pela diminuição do preço. Infelizmente só temos promessas e mais promessas. A internet 4G já poderia, aliás, já deveria ter sido licitada. Falando sério, já deveria estar sendo implantada!

Campanha Brasil Internet Vertical

Não me proponho a ser um Dom Quixote (talvez sim) e lutar sozinho contra gigantes (de verdade!). Não. Sozinho não é possível. Também não me proponho a propor que você, meu caro leitor, ou leitor barato, seja lá que tipo de leitor você é (espero que seja do tipo caro e não estou falando no sentido financeiro), lute por uma internet barata. Quem sou eu, e quem é você? Sós não somos ninguém. E unidos, o que poderemos fazer? Não muita coisa. Agora, eu e você, mais todos os blogueiros/vlogueiros profissionais (que tem interesse inclusive financeiro) somados, já podemos sim, fazer alguma diferença. Agora imagine eu, você, mais todos os blogueiros/vlogueiros profissionais, todos os jornais online e todos os escritores de e-books juntos? Podemos fazer um barulhão! Mas um barulhão não, não é suficiente. É pouco, muito pouco. Porém, a quem mais além de nós interessa que exista uma internet barata e de qualidade no Brasil?

Ora, o Brasil, sim, o nosso Brasil é o terceiro maior mercado de computadores do mundo! Sendo que pelo que li nos jornais, mais da metade são dispositivos móveis, ou seja, notebooks! Sim, o mercado de notebooks está gigante, mesmo com a internet 3G horrível e cara. Pois bem, interessa pra toda a indústria mundial de notebooks que no Brasil exista uma internet barata e de qualidade, afinal de contas, somos o terceiro maior mercado, não se esqueçam, irei sublinhar a palavra, mundial, atrás apenas da China e dos Estados Unidos da América. Somos grandes! As industrias de tablets e celulares com acesso à internet também precisam que seus consumidores tenham acesso à internet.

Campanha Brasil Internet Mini 

Então, eu, você, os blogueiros/vlogueiros profissionais, as universidades presenciais (elas trabalham com muita informação precisam da internet), as universidades à distância (elas precisam totalmente que seus alunos tenham acesso à internet), os jornais online, as empresas que produzem conteúdo pra internet, as fabricantes de jogos online, empresas que mantém sites sociais e as indústrias de dispositivos móveis (celulares, notebooks, tablets, etc) juntos (talvez até mais gente, devo ter esquecido alguém), sim, nós conseguiremos fazer muito barulho e dobraremos nossos políticos, obrigando-os a alterar as regras que fazem que com nós tenhamos uma das mais caras e mais lentas internetes do mundo.

Vivemos no mundo da informação. Queremos e vamos ter informação à baixo custo.

Como diriam os soviéticos: Lutemos camaradas! (não, não sou comunista)

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O imposto sobre a internet 3G

Hoje chegou a conta da minha internet. Olhei o valor, e até aí tudo certinho, mas então neste dia frio e com o céu cheio de nuvens sobre Maringá, comecei a ler o detalhamento da nota fiscal. Porque é que eu fui fazer isso…

Em um plano 3G dos mais simples, com velocidade de só 64 kb/s, por R$ 49,90 por mês, sabem quanto é o valor do imposto? R$ 14,47! Sim, são absurdos 29% com parte do valor da internet. É o tal do ICMS.

Sem o imposto o valor cairia pra R$ 35,43. Em um ano o valor pago de imposto é de R$ 173,64, do total dos R$ 589,80 de internet. Ou seja, sem o imposto, de R$ 589,80, a despesa cairia pra R$ 425,16.

O salário mínimo é de R$ 545,00 e, multiplicado por 12 meses mais o décimo terceiro, o ganho de um trabalhador soma R$ 7.085,00. Então em uma internet que tem o valor de quase 10% de um salário mínimo, os R$ 173,64 são quase 2,5% de todo o salário anual de um trabalhador que ganha a menor remuneração permitida por lei.

Mesmo para um trabalhador que ganha dois salários mínimos, R$ 1.090,00 mensais, e soma R$ 14.170,00 acumulados ao longo de um ano mais décimo terceiro, os R$ 173,64 de impostos sobre a internet são mais 1 % do salário anual. De 1% em 1%, em um país cheio de impostos, o governo enche o papo e o trabalhador… O trabalhador, incluindo eu e você, que paguemos a conta.

Em um país onde a inclusão digital é ainda pequena, sou a favor do fim dos impostos sobre a internet, e você?

E o pessoalzinho que gosta de fazer protesto inútil, marcha por porcarias, que tal se organizarem pra protestar por 1 ou 2% de seus salários?

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Ministério da Educação ensina francês de graça

Descobri que existe um curso de francês básico chamado Reflets-Brésil. Parece ser bem básico mesmo, mas tem alguns vídeos por lição e apostilas no formato PDF. Só vi um vídeo inteiro até agora porque minha internet é lentíssima (bem que o governo poderia dar um jeito de baratear a internet banda larga, porque a maior parte do conhecimento que o governo federal nos dá de graça está na própria internet).

O curso parece ser bem interessante, porque o método de ensino é assim: Primeiro os sons e imagens e depois a leitura da apostila.

O site do Ministério da Educação em que está o curso é este aqui:

http://francoclic.mec.gov.br/

No site, pelo menos agora em Maio de 2011 (digo isso porque esses sites sempre tendem a evoluir e se modificar com o tempo), na parte de baixo, tem vários quadrados. Cada quadrado é um tipo de curso. O Reflets-Brésil está no primeiro, em cima de cada quadrado tem uma explicação de cada conteúdo, porque além do Reflets-Brésil, tem também o Br@ché, Le monde fracophone, Agriscola e Images de France.

Então, se você quer aprender a língua francesa, aproveite! O MEC nos oferece gratuitamente o curso básico de francês!

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Aqueles debates inúteis…

Hoje li em um blog e em um microblog duas discussões, debates de ideias e ideais.

Ambos sem utilidade nenhuma. Pessoas com posições contrárias sobre um determinado tema. Pessoas que não mudariam de opinião de forma alguma. Não critico este tipo de pessoa por não mudar de opinião. Acredito que todos nós temos nossas opiniões imutáveis, não é mesmo? Mas critico sim estes debates que em geral não geram nada de interessante. Algumas destas discussões são sobre religião, outras são sobre política e outras ainda são sobre machismo, feminismo, enfim… Acho perda de tempo ficar debatendo muito sobre este tipo de coisa, porque na maior parte das vezes as pessoas não vão muito a fundo no conhecimento e as ofensas pessoais não demoram a surgir. Claro que discutir política, feminismo e até religião pode ser interessante, mas isso quando ao menos duas pessoas do debate detêm um grande conhecimento sobre o tema proposto.

Não vou mentir. Já perdi tempo com debates sem sentido. Já perdi muito tempo. Hoje em dia não perco mais.

Acho bem melhor expor uma ideia do que debatê-la, a não ser é claro em ambientes universitários, onde as pessoas geralmente se entregam tão profundamente aos temas que muitas vezes tudo acaba lá na raiz da questão e mesmo quando não se atinge esta raiz, tudo tende a virar teoria. Teoria que alguém irá estudar ainda mais, chegando enfim a uma conclusão, ou chegando a conclusão de que não existe conclusão alguma e que tudo depende do ponto de vista e também das experiências pessoais vividas por cada um. Ou ainda se pode chegar a uma teoria tão bem fundamentada que alguma hora alguém irá fazer alguma coisa prática a utilizando, muitas vezes até para algo de outra área do conhecimento completamente diferente. Ou seja, o debate alguma hora terá validade.

  • Em conversas informais as pessoas tendem a este tipo de discussão:  

“Em uma pequena cidade, dois moradores conversam:

— Morar no interior é melhor.

— Claro que não, morar nas grandes cidade é muito melhor.

— No interior não tem violência, nem enchente.

— Mas existem cidades no interior que são arrasadas por enchentes. Nada a ver o que você está falando!

— No interior não tem engarrafamento.

— Nem shopping!

Não demora muito para tudo virar briga.”

  • Em conversas mais focadas em se resolver de fato alguma questão, em debates sérios, as coisas acontecem assim:

“Em uma pequena cidade, dois moradores conversam:

— Morar no interior é melhor. Não tem engarrafamento e a segurança geralmente é maior.

— Mas as oportunidades são menores.

— Depende, nas cidades de médio porte entre duzentos e um milhão de habitantes existem grandes oportunidades de crescimento profissional, além de ter boa parte das opções de lazer de um grande centro urbano.

— Mas nas cidades de médio porte, dependendo do bairro em que se mora, o deslocamento até o local de trabalho ou estudo é também muito demorado.

— Isso é uma verdade. Além disso é quase impossível morar em uma cidade pequena sem ter que viajar para um polo regional de vez em quando.

— Assim como quem mora em uma cidade de médio porte tem que se deslocar eventualmente até uma grande metrópole como São Paulo ou Rio de Janeiro.

— Não podemos nos esquecer de que as passagens aéreas partindo de aeroportos em cidades médias até grandes cidades estão muito baratas hoje em dia.

Neste tipo de conversa, as pessoas tendem a encontrar soluções para si mesmas. Se a pessoa gosta de sossego, vai se estabilizar profissionalmente e se encher de cursos em uma grande cidade, e quando puder, vai se mudar de volta para uma pequena cidade. Se a pessoa não quer tanto tumulto e mas quer ter acesso rápido aos grandes eventos, vai morar em uma cidade de médio porte, e assim por diante. Conversas assim, mesmo que informais, trazem benefícios. Não tem como mudar o fato de Fulano gostar de sossego. Mas Fulano sabe que terá que se mudar para um cidade média ou grande para estudar e se firmar profissionalmente antes de retornar a sua cidadezinha. Ciclano sabe dos desafios diários que encontrará em uma cidade maior se quiser viver lá para sempre e desfrutar de suas vantagens. Sabe que quanto maior cidade, maior a concorrência, e que a dedicação deverá ser imensa para desfrutar dos benefícios locais.

Um bom debate quase sempre nos faz crescer. Temos que buscar o que nos faz crescer. Quando um debate não nos melhora, o melhor é não o ler ou participar dele.

Quando o debate é inteligente ou interessante, vale a pena o ler, o ouvir, ou participar da discussão.

Temos que aproveitar nosso tempo com o que é bom, ou você não concorda?

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