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Não tenho mais muitas dúvidas de que o mundo acabará neste ano de 2012. Não mesmo.
Então juro, acabará, porque até os juros estão acabando.
Não é só a Taxa SELIC que está caindo. Os bancos também estão reduzindo os juros.
Nem parece verdade, por mais que ainda seja caro pegar empréstimo no Brasil.
A economia brasileira realmente está se estabilizando e indo na direção dos países desenvolvidos. É definitivamente um problema a menos pra população. Claro que ainda são muitos os problemas (saúde, educação, segurança, infraestrutura, corrupção, etc), mas um de nossos problemas históricos fica a cada dia mais distante, no passado, na história…
E assim sendo, as chances dos outros problemas tornarem-se parte do passado aumentam.
Agora, com a proibição do fumo em locais coletivos fechados, públicos ou privados, os não fumantes se veem livres da fumaça de pessoas que querem cometer suicídio. Agora elas podem se matar sozinhas.
Tá bom, o final do parágrafo anterior foi meio forte, mas essa é a verdade. O cigarro leva a uma morte mais rápida. Existem duas formas de lutar contra. Uma é proibindo e restringindo, o que causa um efeito positivo, mas não totalmente eficaz. Outra forma é a conscientização. O ideal, claro, é conscientizar as crianças. Assim elas crescem e não se transformam em adultos fumantes.
A melhor parte da nova lei, penso eu, não é nem o aumento do imposto sobre o cigarro, e talvez nem mesmo a proibição que livra nós, não fumantes, da fumaça alheia.
A melhor parte é a que coloca uma mensagem (não sei se em imagem ou texto) que ocupe 30% da parte frontal da carteira de cigarro, falando sobre os malefícios do cigarro. Assim, além da imagem na parte de trás, na frente também haverá uma mensagem que mostra o que o cigarro tem de ruim e porque as pessoas não deveriam fumá-lo.
Agora todos poderão ver, nas lojas onde se vende cigarro, expondo-o frontalmente, o mal que eles causam.
Essa parte da lei, a melhor, infelizmente só tera validade em 2016, mas tudo bem, o que importa é que a lei alguma hroa a lei começa a valer.
E lembre-se, não fume, não comece! Quem começa a fumar dificilmente consegue largar. Não comece a fumar. Não é nada legal, não é bonito, e ainda mata, aos poucos. A lei não proíbe totalmente o cigarro, e mesmo que proibísse, as pessoas teriam de alguma forma acesso, mesmo ilegalmente. Então, a escolha é e sempre será sua. Espero que você escolha não se matar com a fumaça. Mas o que eu espero não importa. O que importa é a sua escolha.
Hoje chegou a conta da minha internet. Olhei o valor, e até aí tudo certinho, mas então neste dia frio e com o céu cheio de nuvens sobre Maringá, comecei a ler o detalhamento da nota fiscal. Porque é que eu fui fazer isso…
Em um plano 3G dos mais simples, com velocidade de só 64 kb/s, por R$ 49,90 por mês, sabem quanto é o valor do imposto? R$ 14,47! Sim, são absurdos 29% com parte do valor da internet. É o tal do ICMS.
Sem o imposto o valor cairia pra R$ 35,43. Em um ano o valor pago de imposto é de R$ 173,64, do total dos R$ 589,80 de internet. Ou seja, sem o imposto, de R$ 589,80, a despesa cairia pra R$ 425,16.
O salário mínimo é de R$ 545,00 e, multiplicado por 12 meses mais o décimo terceiro, o ganho de um trabalhador soma R$ 7.085,00. Então em uma internet que tem o valor de quase 10% de um salário mínimo, os R$ 173,64 são quase 2,5% de todo o salário anual de um trabalhador que ganha a menor remuneração permitida por lei.
Mesmo para um trabalhador que ganha dois salários mínimos, R$ 1.090,00 mensais, e soma R$ 14.170,00 acumulados ao longo de um ano mais décimo terceiro, os R$ 173,64 de impostos sobre a internet são mais 1 % do salário anual. De 1% em 1%, em um país cheio de impostos, o governo enche o papo e o trabalhador… O trabalhador, incluindo eu e você, que paguemos a conta.
Em um país onde a inclusão digital é ainda pequena, sou a favor do fim dos impostos sobre a internet, e você?
E o pessoalzinho que gosta de fazer protesto inútil, marcha por porcarias, que tal se organizarem pra protestar por 1 ou 2% de seus salários?
Escrito por Milton Hatoum, Cinzas do Norte é um ótimo livro que conta, desde a infância, a estória de Raimundo, um artista sonhador e revoltado com tudo e todos a sua volta.
Mas o narrador é outra pessoa, Olavo. Um garoto pobre que tenta melhorar de vida. Na verdade, além da narração de Olavo, existem várias cartas dentro do livro. Eu considero que estas cartas, são narrações a partir do ponto de vista de outros personagens. Isso é fantásticamente interessante.
O que eu gostei, não foi de cada personagem desta obra, mas sim da pintura que o escritor faz da Manaus da época da ditadura militar. A evolução da cidade, o progresso misturado a miséria, o crescimento desordenado, a denúncia da destruição da natureza, a pirâmide social, o estilo de vida e a tentativa de alguns de sair da pobreza, por meios diferentes e nem sempre honestos, além da política e corrupção que se confunde com as batalhas ideológicas do período.
Tudo é mostrado, o exílio, as perseguições políticas, a luta pela sobrevivência das mais variadas formas, este passado não tão antigo que, para pessoas jovens como eu, felizmente é só passado.
Fiquei com vontade de conhecer Manaus após ler o romance de Milton Hatoum. Ver como é a Manaus de hoje, ver o quanto ela é semelhante ou diferente daquela Manaus de Cinzas do Norte.
A obra foi publicada em 2005, mas seu autor é nascido em 1952, ou seja, viveu naquela época, por isso talvez a obra é tão impactante. É o tipo de livro que deixa agente confuso no começo, por conta da ordem cronológica embaralhada e por conta do número de personagens, mas antes do meio do livro agente já começa a entender tudo, a entender cada personagem e cada motivo que os leva tomar as atitudes que escolhem.
Eu tive que ler o livro sob a perspectiva da teoria literária, por motivos de estudo e recomendo a leitura. É complicado achar Cinzas do Norte em bibliotecas por ser publicação recente, mas encontrei esta obra por 23 reais com o selo Companhia de Bolso, da editora Companhia das Letras. Muito barato, considerando a alta qualidade do já premiado romance.
Finalmente quero dizer que o título foi muito bem escolhido. Quem ler o romance com atenção vai compreender o porquê.
A visita do presidente dos Estados Unidos da América no Brasil trouxe poucas expectativas e foi ofuscada pela guerra na Líbia e pelos desastres no Japão. Os economistas parecem não ter se animado com a vinda de Obama. Todos sabem que quem pode tirar as barreiras protecionistas é o congresso americano. Dizem por aí que politicamente Obama não está muito forte internamente, e fica complicado para ele exercer sua liderança junto ao congresso para que os senadores dos EUA diminuam o protecionismo.
A postura das lideranças econômicas nacional foi muito profissional e positiva. Gente daqui do Brasil que conversou diretamente com o presidente americano pediu para que ele tente ajudar reduzir as barreiras que sacrificam principalmente nossos produtos agrícolas.
Foram muitos os elogios de Obama ao nosso país, mas sinceramente, ele apenas disse o que já sabíamos, ou seja, não houve novidades, que era o que os brasileiros queriam. Ele demonstrou apreço ao fato do Brasil querer uma cadeira no conselho de segurança da ONU, mas apoiar formal ou publicamente que é bom… Nada!
Estrategicamente nossas nações não parecem estar do mesmo lado. O lado bom dos elogios foi que ele reconheceu nossa nação como uma potência econômica, porém agora isso já não surte tanto efeito. Os grandes investidores já perceberam isso faz tempo.
A China superou há algum tempo atrás os EUA como nosso maior parceiro comercial. Acredito que os chineses irão se consolidar ainda mais nesta liderança. Isso para os EUA é péssimo, principalmente por causa da real possibilidade da China superá-los economicamente, se tornando a maior economia do mundo.
O governo americano, faz muito tempo, só tem dado “bola fora”, e parece que ainda não encontraram o óbvio caminho da recuperação, por falta de vontade mesmo, ou por falta de reconhecer que o mundo mudou.
Eles deixarão a ONU perder toda a sua importância para de pois reformá-la? Só acabarão com suas barreiras econômicas depois da China superá-los economicamente? Investirão menos em guerras e mais em tecnologia para descobrir mais petróleo ou inventar novas fontes energéticas?
Um país que, como o próprio Obama falou, é muito parecido com o Brasil, inclusive nos valores de liberdade e democracia, e próximo geograficamente, infelizmente está longe, muito longe de nós na prática. E a China, está longe geograficamente, porém bem perto economicamente.
E isso é ruim? Acho que não. Só quando a China superá-los é que a águia descerá de sua montanha de poder, e cairá na real, ao observar de perto o que acontece a sua volta.