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<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>Tweet to @OdenirFG
!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?'http':'https';if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+'://platform.twitter.com/widgets.js';fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, 'script', 'twitter-wjs');




Meu livro gratuito



Odenir Finkler Geraldo.

Maringá, Paraná, Brasil.


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</description><title>Os Livros do Odenir</title><generator>Tumblr (3.0; @odenir)</generator><link>http://odenir.tumblr.com/</link><item><title>Expoingá 2013</title><description>&lt;p class="western"&gt;A Expoingá de 2013 não teve muitas novidades em relação aos anos anteriores, mas fazia muito tempo que eu não ia em um rodeio, nem mesmo em um grande show.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;O tema da Expoingá 2013 é interessante: “Semeando Sustentabilidade”. Antes do início das provas, foi feita uma conscientização sobre o tema.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Gosto de rodeio, mas confesso que dá um pouco de desespero assistir este esporte perigoso, pois parece que a qualquer momento os peões serão esmagados pelos touros, ou que os salva-vidas serão pisoteados. Por mais emocionante que seja o rodeio, prefiro assistir a prova feminina, dos três tambores. Para quem não conhece, nesta prova as competidoras devem contornar com seus cavalos, uma de cada vez, um percurso composto por três tambores, em alta velocidade. Existe uma série de regras, como não poder deixar parte do corpo para fora do animal, algo complicado, pois nas curvas o corpo tende a inclinar-se. Ganha quem consegue completar a prova no menor tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;A seguir algumas imagens do gado exposto na Expoingá 2013:&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/222f63500498dcd02313bb117e34f71a/tumblr_inline_mn30ttuYoY1qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/43ecba0793a6946abeb031cbcb42ee55/tumblr_inline_mn30u9Id4O1qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/0ef864ef771bf10e6e66a0295ce6ae20/tumblr_inline_mn30uvi6SP1qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/46e29d8820484ecb69f2b2b9e832a3da/tumblr_inline_mn30vb8rD51qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/f8da0286c6add1936491cc800deb0346/tumblr_inline_mn30wllzqQ1qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Abaixo meu irmão e as máquinas agrícolas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/247958e57f8bebfa0c4233de04a5a068/tumblr_inline_mn30zzuTTf1qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nós, no rodeio, com o chapéu da Unicesumar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/ae4d25073a405521006cd2d8662e4e3e/tumblr_inline_mn318a8w9N1qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Somos alunos da Unicesumar. Meu irmão estuda no curso de Administração e eu na pós-graduação em Logística e Distribuição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fotos da abertura do Rodeio:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/880610be98fac0cff84e61c2e0f101be/tumblr_inline_mn31arARO51qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/a6f1272697f835722ff3fa3578d3df1a/tumblr_inline_mn31blWNxv1qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/b324896b732470f2997c57feb8fb0726/tumblr_inline_mn31cdSBb11qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sou muito de ouvir sertanejo universitário, mas assisti o começo do show da dupla Thaeme e Thiago, e vou falar a verdade, o show deles é muito bom.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para finalizar o post sobre a Expoingá 2013, mostro a imagem do animal que mais gostei:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/33b35f95214e6bdb4bb0325a12e8997d/tumblr_inline_mn31e0SaqO1qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/50889249789</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/50889249789</guid><pubDate>Mon, 20 May 2013 02:55:00 -0300</pubDate><category>Expoingá 2013</category><category>Rodeio</category><category>Maringá</category><category>Paraná</category></item><item><title>Ficção e legislação</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="western"&gt;Votamos em vereadores, deputados estaduais, federais e senadores. Eles fazem as leis. Não é fácil compreender quando a lei é diferente do que a maioria quer. Quero dizer:&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Na democracia a maioria elege legisladores para que a legislação seja de uma determinada forma, mas na prática, com o poder nas mãos, muitos dos legisladores criam leis completamente diferentes do que seus eleitores queriam.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Os protestos em redes sociais geralmente não produzem efeitos, mas quando os protestos resultam em abaixo-assinados online, aí sim as coisas mudam. Muitos abaixo-assinados já mudaram ou influenciaram na criação de leis no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Não sei até onde escrever um texto literário, como um conto ou um romance, ou mesmo até onde obras cinematográficas conseguem ir na influência da criação das leis. Eu mesmo tenho um projeto neste sentido, ou seja, criar uma história ficcional para traduzir o desejo da população pela mudança de várias leis. Até onde um grito literário poder alcançar?&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Fica a pergunta.&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/48092584163</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/48092584163</guid><pubDate>Mon, 15 Apr 2013 23:41:35 -0300</pubDate><category>escrever</category></item><item><title>Letra de música</title><description>&lt;p&gt;Escrever uma boa letra de música é um dos meus planos. Tenho muita coisa pela metade, principalmente contos, alguns até completos, mas me falta tempo e até vontade pra concluir os imcompletos e ler novamente os completos para fazer alterações pra melhorar suas histórias. Uma coisa rápida de se fazer é letra de música e tenho muitas ideias boas. Acho que durante este ano de 2013 vou escrever no mínimo uma letra de música, só pra tentar e ver se consigo.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/45432150916</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/45432150916</guid><pubDate>Fri, 15 Mar 2013 15:38:55 -0300</pubDate><category>música</category></item><item><title>2013 começou. Logística, Comércio Exterior e Literatura</title><description>&lt;p&gt;2013 começou. Tenho meus planos e minhas metas, porém o mais importante é que preparei o terreno em 2012, para colher bons frutos neste novo ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2013, minhas metas profissionais tanto para minha atuação em logística quanto para minha atuação na área de comércio exterior já estão definidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em logística, área em que concluo este ano minha pós-graduação, só aguardo ser convocado para lecionar em cursos técnicos na rede estadual de ensino, já que fiquei com boa classificação no processo seletivo. Terminar a especialização entretanto é o mais importante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mesmo sendo formado há alguns anos em comércio exterior, fiz apenas em 2012 minha identidade profissional do Conselho Regional de Administração do Paraná, e sou agora legalmente habilitado para atuar como profissional liberal, coisa que acredito que poucos na área são. Além disso aguardo para este ano que seja iniciada a certificação profissional por área da administração. O Conselho Federal de Administração está se preparando para certificar os graduados nas áreas da administração a partir de 2013. Espero conseguir a certificação na área de comércio exterior, caso realmente seja aplicada a prova já em 2013. Para mim, mais importante que o registro profissional, seria a existência desta prova, que certificaria os melhores de cada área. E porque acho mais importante a certificação do que o registro? Na prática, como são poucos os que possuem registro profissional, a criação de uma prova que selecione os melhores, listados em uma lista separada e acessível ao público seria muito interessante e facilitaria a atuação no mercado de trabalho dos melhores, e o mais importante, sem proibir de trabalhar os que possuem diploma, mas que não atingiram a nota mínima, como infelizmente acontece em outros conselhos profissionais. Acho que o Conselho Federal de Administração esá mesmo mudando pra melhor. Antes, mesmo nós tecnólogos, graduados, com diploma em determinada área da administração não conseguíamos registro, o que era um absurdo, mas agora tudo está ficando melhor. Espero que nosso Conselho continue neste caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E quanto a literatura&amp;#8230; Ah&amp;#8230; Quantos rascunhos, quantas coisas escritas e inacabadas. Quantas histórias definidas, porém que merecem muita pesquisa antes de cair no papel&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois que publiquei online meu primeiro livro, não tenho mais pressa alguma. Depois que entrei em contato com a teoria literária então&amp;#8230; A pressa é inimiga da perfeição, principalmente quando o assunto é literatura. Escrever bem requer tempo, estudo e muita pesquisa. São tantas ideias inacabadas que o meu maior objetivo é definir de vez uma e seguir em frente, escrever. E terminarei a próxima obra quando? Já em 2013? Em 2014? 2015? Tanto faz. O que importa é escrever algo melhor do escrevi, e sem querer me criticar, mas já me criticando, isto não é tão difícil assim, pois meu primeiro livro poderia ter sido bem melhor escrito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2013&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um ano como todos os outros. Um ano para estudar mais. Um ano pra tentar fazer mais. Pra tentar fazer melhor. Pra tentar viver melhor. Pra tentar viver mais. Mais feliz, mais sonhador, mais realizador. Um ano pra tentar viver mais vivo.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/39388153426</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/39388153426</guid><pubDate>Tue, 01 Jan 2013 12:49:00 -0400</pubDate><category>2013</category><category>ano novo</category></item><item><title>O Guia do Mochileiro das Galáxias</title><description>&lt;p&gt;&lt;span class="userContent"&gt;Recomendo os livros da série O Guia do Mochileiro das Galáxias. Eu achava que o Guia do Mochileiro das Galáxias era uma série besta. Completo engano meu. Já estou no terceiro livro da série.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="userContent"&gt;A crítica social contida nos livros, misturada com a ficção científica e um humor excelente, faz de cada uma das obras, o tipo de livro que a gente lê um capítulo, e não consegue parar, porque queremos ler o&lt;/span&gt; próximo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Me incomoda um pouco a dose exagerada de ateísmo fanático contida em alguns capítulos, mas cada um é cada um, e se essa era a filosofia seguida pelo autor, tenho que respeitar, afinal de contas todos tem o direito de ter ou não ter uma religião. Pra quem neste sentido se ofende facilmente, talvez não seja recomendável ler esta obra. Eu acredito em Deus, mas simplesmente ignoro o conteúdo destes capítulos e aproveito os outros, respeitando o que pensava o autor sobre o tema religioso, mas não concordando com ele.&lt;/p&gt;
&lt;div class="text_exposed_show"&gt;No primeiro livro, gostei muito do começo, porque nos faz sentir na pele o problema inicial enfrentado pelo personagem principal. Ele vai ter a sua casa demolida pelo governo e acha isso injusto. Lemos o começo e no fundo pensamos &amp;#8220;problema dele pois é a casa dele que vai ser demolida, não a nossa&amp;#8221;. Depois, de forma genial, o autor faz com que o problema se torne nosso. Enfim, não vou explicar mais como isto acontece, porque caso contrário perderá a graça para o leitor.&lt;/div&gt;
&lt;div class="text_exposed_show"&gt;Já no segundo livro, o final é simples e lindo. Só vou dizer isso sobre o segundo livro. Não vou falar muito sobre o terceiro, pois ainda estou lendo-o.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Livros da série &lt;em&gt;O Guia do Mochileiro das Galáxias&lt;/em&gt;:&lt;/div&gt;
&lt;div class="text_exposed_show"&gt;&lt;br/&gt; 1º O Guia do Mochileiro das Galáxias&lt;br/&gt; 2º O Restaurante no Fim do Universo&lt;br/&gt; 3º A Vida, o Universo e Tudo Mais&lt;br/&gt; 4º Até mais, e Obrigado pelos Peixes!&lt;br/&gt; 5º Praticamente Inofensiva&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; O primeiro e o segundo livro, que ambos já terminei de ler, eu recomendo! É um prato cheio pra quem gosta de ficção científica e humor. Só digo o seguinte, no livro há muitos absurdos, coisas estranhas, pois a tecnologia do universo da série não apenas é muito superior a nossa, como ela também é parte do humor. Então se preparem para absurdos tecnológicos, que isso faz parte de O Guia do Mochileiro das Galáxias.&lt;/div&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/36476311778</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/36476311778</guid><pubDate>Sat, 24 Nov 2012 22:29:08 -0400</pubDate><category>literatura</category><category>livros</category><category>ficção científica</category></item><item><title>Consultor de Comércio Exterior</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Uso este site aqui no Tumblr como blog pessoal, com o principal objetivo de disponibilizar meu livro gratuito para leitura online, além de fazer postagens sobre assuntos de meu interesse, porém tenho também um site profissional, utilizando o WordPress.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://odenirexport.wordpress.com" title="Odenir Finkler Geraldo: Consultor de Comércio Exterior"&gt;&lt;img alt="Odenir Finkler Geraldo: Consultor de Comércio Exterior" height="200" src="http://farm9.staticflickr.com/8055/8127440862_1804828fcc.jpg" width="248"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Criei o site profissional &lt;a href="http://odenirexport.wordpress.com" title="Consultoria em Comércio Exterior"&gt;&lt;strong&gt;odenirexport.wordpress.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; para tratar de assuntos de consultoria na área de comércio exterior, área esta de minha formação. A plataforma do Wordpress.com é muito completa, principalmente para quem precisa de um visual profissional para o próprio site, porém existem diferenças entre a versão paga e a gratuita, além de limitação de hospedagem de dados na versão gratuita. Entretanto estou gostando bastante do &lt;a href="http://pt-br.wordpress.com/" title="Wordpress.com"&gt;&lt;strong&gt;WordPress.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, mas aviso que a plataforma é um tanto mais complexa que o Tumblr. Acho que é muito importante separar o blog pessoal do blog profissional. Em minha opinião o Tumblr é bom para o primeiro tipo, e o WordPress, para o segundo. Para quem também quer criar um site profissional, indico o WordPress, pois lá é possível criar uma página estática para a página inicial, e manter o blog em uma segunda página, que pode ser encontrada pelo visitante no menu. Porém lembro novamente que para criar um bom site na versão gratuita do WordPress é preciso de muita paciência. Sim, é possível obter um bom resultado na versão gratuita, porém na versão paga o resultado geralmente é bem melhor, para quem obviamente tem um mínimo de conhecimento em criação de sites.&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/34728378805</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/34728378805</guid><pubDate>Wed, 31 Oct 2012 20:30:00 -0300</pubDate><category>Comércio Exterior</category><category>Maringá</category><category>Consultor</category><category>Como Exportar</category></item><item><title>Prefácio</title><description>&lt;p&gt;A evolução tecnológica dos videogames os tornaram plataformasde diversão tão avançadas que fez com que a imersão total característica das novas gerações dessas máquinas virasse algo barato e acessível. Jogar significa entrar de cabeça em um mundo virtual tão bem desenhado a ponto de se parecer muito com o mundo real.&lt;br/&gt;Em algum lugar do país, um típico jovem brasileiro está muito ansioso para jogar um lançamento. Este jogo é muito aguardado por pessoas do mundo todo. Mais do que a simulação de simples guerras e da evolução da humanidade, ele simula a disputa pelo poder. É neste ambiente que o rapaz vive suas aventuras e é lá que ele relaxa e tenta pensar um pouco menos na sua vida e nos seus desafios reais, pelo menos por algumas horas diárias.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32492524820</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32492524820</guid><pubDate>Fri, 28 Sep 2012 22:43:24 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Capítulo 1: O primeiro dia</title><description>&lt;p&gt;Otaviano está desesperado para jogar &amp;#8220;Governo Solar: Evolução &amp;amp; Poder&amp;#8221;. Ele acabou de chegar do colégio e foi ao banheiro com pressa. Saindo do banheiro ele vai a cozinha. Otaviano pensa em comer algo porque está com muita fome. Mas ele não quer perder tempo e pega a primeira fruta que vê: uma maçã. Rapidamente ele a descasca e a come. Depois pega uma segunda maçã e a devora com ainda mais velocidade. Abre a tampa de uma garrafa de refrigerante que estava quase vazia na geladeira e bebe tudo no bico mesmo. Pronto, agora sem sede e sem fome ele pode ficar durante horas e mais horas jogando. O jogo &amp;#8220;Governo Solar: Evolução&lt;br/&gt;&amp;amp; Poder&amp;#8221; foi lançado a meia noite do dia 18 de Outubro de 2097. São exatamente uma hora e quarenta e dois minutos, nesta bela e ensolarada tarde de sexta-feira. Otaviano terá toda esta tarde e todo seu final de semana para jogar. Com 17 anos de idade, segunda-feira ele estará na sala de aula do terceiro ano do ensino médio. Mas só segunda-feira, porque neste exato momento ele entra no quarto e tranca a porta. Agora é só ele e seu VJ13. O VJ13 é a 13ª geração do melhor videogame do mercado atualmente. Não há nada comparável a este videogame, que não é nada mais, nada a menos do que um simples capacete de imersão total. Um capacete verde, com detalhes azuis, que já está na cabeça de Otaviano, que encontra-se&lt;br/&gt;sentado em um confortável sofá ao lado de sua cama. O aparelho se comunica com seu cérebro e agora sua mente está em total contato com o programa de computador que controla o VJ13. Ele sente uma brisa suave e quente percorrendo&lt;br/&gt;seu corpo. Essa brisa não é real, é apenas uma sensação artificial causada em seus pensamentos pelo poderoso programa do videogame. No visor da tela aparece uma bela loira, usando um vestido europeu, com estilo aproximadamente do século XVIII. Ela, com uma linda e suave voz, simplesmente diz:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Que jogo você quer jogar hoje?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano prontamente responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Quero jogar &amp;#8220;Governo Solar: Evolução &amp;amp; Poder&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A loira calmamente avisa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Serão aproximadamente cinquenta e sete segundos para baixar os oito Terabytes. A série de videogames “VJ” foi uma grande revolução na área do entretenimento de jogos eletrônicos e o primeiro grande sucesso brasileiro a nível internacional neste campo. Lançado em 2026, o primeiro VJ utilizou componentes de diversos países e um programa de computador com origem em uma parceria entre uma empresa americana e outra brasileira. Hoje, em sua 13ª geração, os componentes continuam sendo desenvolvidos em muitos países diferentes, e o&lt;br/&gt;programa atual que controla o VJ13 foi desenvolvido em uma pareceria entre Brasil, Estados Unidos, Portugal, Coreia do Sul e Japão. Os sistemas cada vez mais complexos exigem a participação de equipes cada vez maiores e geralmente&lt;br/&gt;multinacionais quando o assunto é tecnologia da informação. A fabricação deste videogame acontece em indústrias de vários países, mas a marca é brasileira e a sede da empresa fica em São Paulo. O jogo que Otaviano está baixando, &amp;#8220;Governo Solar: Evolução &amp;amp; Poder&amp;#8221;, é americano, e como a grande maioria dos jogos, é gratuito. A criação deste jogo foi patrocinada por uma grande empresa que fabrica&lt;br/&gt;refrigerantes, e por coincidência ou não, a marca dela é a mesma do refrigerante que Otaviano tomou ao chegar do colégio. Durante os aproximadamente 57 segundos em que o jogo está sendo baixado, uma propaganda passa no visor. Otaviano se vê diante de uma garrafa gigante de refrigerante que começa a jorrar seu líquido, fazendo-o chover por todos os lados em um ambiente com uma música que repete o nome da marca do refrigerante a todo momento. Os 57 segundos terminam, mas a propaganda não, ela irá durar um minuto e meio antes da primeira vez em que o usuário jogar. Nas próximas vezes a propaganda só irá durar trinta segundos a cada vinte e quatro horas. Ou seja, se ele jogar duas vezes ao dia, não irá ver a propaganda duas vezes, e sim apenas uma. A propaganda termina. Tudo fica quieto e escuro e repentinamente surge o globo terrestre em sua frente. A voz de um senhor idoso quebra o silêncio e pergunta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Modo em rede ou modo solitário?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br/&gt;Sem dúvida alguma, Otaviano responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Modo em rede.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O velho senhor explica:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— No modo em rede você tem duas opções: Jogo privado entre amigos e modo de campeonato em rede mundial. Qual é a sua escolha?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano novamente responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Minha escolha é modo campeonato mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O velho homem continua com as perguntas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Você está certo disso? O modo campeonato mundial lhe permite jogar apenas três horas por dia, divididos em duas partidas de uma hora e meia, com meia hora de descanso entre elas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano pensa um pouco antes de responder:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Tenho certeza, mas posso jogar em modo solitário também e manter duas partidas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com sua voz lenta e bondosa o ancião responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Sim meu jovem, quantas partidas você quiser, mas o modo solitário, e o modo em rede entre amigos só são liberados após jogar pelo menos durante meia hora o&lt;br/&gt;modo de competição mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O estudante do terceiro ano do ensino médio pensa em criticar isso, mas não adianta reclamar com um programa de computador, então ele escolhe o horário que melhor lhe convém:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Quero jogar a partir das nove horas da noite o modo campeonato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O velho lhe dá algumas explicações antes de se despedir:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Você jogará entre nove horas da noite e dez e meia, e após isso terá meia hora de descanso. Depois jogará entre onze horas e meia noite e meia. Cinco minutos antes do fim da partida diária, todos os jogadores ouvirão o barulho de cigarras e assim poderão se preparar para a noite. Isso será muito útil no começo do jogo. Nos horários em que você não estiver conectado, seu personagem jogará com inteligência artificial. Essa inteligência artificial copiará seu estilo de jogo, porém ela terá uma autonomia grande e provavelmente não será tão boa quanto você, porque o personagem quando tomado pela inteligência artificial perde alguns&lt;br/&gt;pontos de força e vida. Se você tiver um cargo bom em sua tribo ou nação, poderá manter o seu personagem abrigado dentro de alguma construção, a não ser que algum personagem superior o mande sair de lá. Se você for algum tipo de líder, apesar de poder ficar na construção escolhida, o poder estratégico será exercido temporariamente por outra pessoa real, com algum cargo abaixo do seu. Obviamente esta pessoa poderá tentar tomar seu poder permanentemente,&lt;br/&gt;e a inteligência artificial de seu personagem tentará evitar isso, mas provavelmente você perderá sua posição de liderança, a não ser que seu personagem tenha muitos pontos de habilidade. Estes pontos serão ganhos automaticamente de acordo com cada tipo de trabalho que você realizar. O jogo irá durar trinta dias e ao fim de cada dia você poderá ver sua classificação. Existem várias formas de classificação. A primeira é a geral, que é a principal. Além dela existem as classificações civil e militar, e por fim a pessoal. A civil refere-se a sua liderança a frente do governo ou de algum órgão de ordem econômica. A militar refere-se a sua&lt;br/&gt;classificação em batalhas e a sua patente militar. Finalmente a pessoal refere-se a soma de suas habilidades e ao número de mortes. Quanto menos morrer, melhor sua classificação. Ao morrer você recomeça um ou mais níveis abaixo do cargo&lt;br/&gt;que ocupava antes. Já quem morre por ser punido por sua própria nação, geralmente recomeça em outra nação mais fraca, ou quando isso não é possível, recomeça em uma posição hierárquica muito inferior a que possuía anteriormente.&lt;br/&gt;Existe também a classificação de nações. No começo a classificação é de tribos nômades, seminômades e sedentárias. Depois aparece a classificação de civilizações antigas. São mantidos no ranking apenas países nas duas formas de governo mais evoluídas do dia. Então surgem as nações, que são as que tem bandeiras, digamos assim. Lembre-se, isso é muito importante e vou dizer apenas mais uma vez: Quando existem duas formas de organização política mais avançadas, seu povo fica fora da classificação. Uma tribo ou civilização fora do ranking ganha um ônus de ficar com mais dificuldade para evoluir, e a nação que é a primeira a &amp;#8220;abrir caminho&amp;#8221; em uma nova forma de governo, ganha um conhecimento tecnológico extra. A classificação de nações vai geralmente se afunilando, com cada vez menos países, até sobrar ou não um único governo no sistema solar. Caso reste só uma nação o jogo de certa forma termina e não é mais possível fazer guerrilhas ou algo do tipo para tentar criar novos países por exemplo. Quando um governo adquire o status de “Governo Solar”, as estruturas são tão fixas que não podem mais ser mudadas. É o fim do jogo de estratégia, e os maiores líderes políticos e militares permanecem em seus cargos, porém é possível a quem está em níveis inferiores tentar de alguma forma melhorar a própria classificação. Também existe a possibilidade de nenhum governo solar ser formado durante os trinta dias. Se isso acontecer, vence a nação melhor classificada. Os fatores de&lt;br/&gt;classificação levam em conta território, economia entre outras coisas. E vale ressaltar que a classificação pessoal dos líderes de outras nações menores existentes provavelmente serão maiores do que a classificação de um cidadão comum da nação vencedora. Inicialmente, para cada jogador real existirão dez personagens com inteligência artificial. Tenho duas ultimas perguntas a você jovem, mas as farei pouco antes do início do jogo. Até mais tarde. Otaviano então escolhe jogar por alguns minutos outro jogo de estratégia para treinar suas habilidades. O tempo passa. Ele estuda, faz suas tarefas, ouve música e estuda&lt;br/&gt;de novo. Otaviano anda estudando muito para conseguir entrar no curso de Administração. Ano que vem começará sua faculdade, mas só estudará Administração se passar no vestibular. Não é tão difícil, há muitas vagas em sua cidade, e o vestibular não é muito concorrido, porém ele quer se mudar e sair da pequena cidade em que mora no sul do Paraná. Palmas fica na divisa com Santa Catarina, tem cerca de cinquenta mil habitantes, um inverno rigoroso e lá faz frio na maior parte do ano. Além disso não tem muitos atrativos. É uma cidade um pouco chata de se viver. Já Pato Branco é uma cidade muito mais agradável e bem maior, com cerca de trezentos e cinquenta mil habitantes. Pato Branco tem um clima também frio boa parte do ano, mas com um inverno um pouco menos intenso. Lá é bem mais complicado entrar no curso de Administração. Mas Otaviano tem se esforçado muito. As horas passam, e finalmente são nove da noite. Depois de ter saído andar pela tediosa cidade, ele está novamente em seu quarto, com o VJ13&amp;#160;em sua cabeça. Ao se encontrar com o velho do jogo, as ultimas perguntas são feitas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— De onde é sua civilização?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano é muito orgulhoso de ser brasileiro. Ele ama fazer parte desta poderosa nação e na maioria dos jogos, quando é possível escolher um personagem de origem nacional, é isso o que ele faz. Mas ele também é apaixonado pela história europeia, e em jogos onde é possível começar em tempos muito antigos, ele geralmente escolhe o continente europeu como ponto de partida. Ele então toca no globo a sua frente, bem na Europa, exatamente na península itálica. Uma música clássica começa a tomar conta do local e o mapa do globo começa a mudar. A Terra deixa de ficar visível. Novamente só há escuridão e silêncio. Isso o deixa confuso, mas a voz do velho diz:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Como seus antepassados, você não conhece a geografia do planeta. Você nem mesmo sabe se ele é redondo ou não. Nesta nova Terra você é parte de um povo que se assemelha ao povo italiano. É só isso que você sabe. Aliás, você sabe mais uma coisa, o seu nome. Qual é mesmo seu nome?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano pensa no nome que irá acompanhá-lo durante o jogo e diz:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Otaviano, o Poderoso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então o velho fala:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Ninguém nasce líder, a liderança deve ser conquistada&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após um breve silêncio para o jogador refletir sobre a frase, o velho homem novamente solta vagarosamente palavras de sua boca:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Muito bem Otaviano, o Poderoso&amp;#8230; Sua aventura começa agora!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A escuridão some e Otaviano vê diante de si um ambiente escuro. O vento está quente. Ele olha para o céu super estrelado e se assusta muito!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Duas luas? Duas luas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quase tudo o que ele aprendeu nas aulas de geografia não irão servir pra nada no jogo &amp;#8220;Governo Solar: Evolução &amp;amp; 10 Poder&amp;#8221;. Aliás, alguns conhecimentos serão sim importantes. Organizar estratégias militares baseadas nas características geográficas de cada região em que for atacar ou defender por exemplo, irá ajudá-lo muito. Mas ele não tem papel para criar um mapa, não tem a habilidade que permite desenhar e nem mesmo tem um pouco de tinta por enquanto. Ele não tem nada. A única coisa que ele sabe é que no começo do jogo não é possível saber quem é inteligência artificial e quem é real. Durante o jogo provavelmente ficará mais fácil identificar os jogadores reais, mas agora&amp;#8230; agora não, neste exato momento ele não sabe de absolutamente nada. Neste ambiente de dúvidas ouve-se um grito e Otaviano leva um susto:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vamos pra caverna, já!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano surpreso olha para o homem barbado e cabeludo e começa a segui-lo. Ambos vestem uma roupa muito rustica de um tipo de couro que lembra a pele de um tigre. Otaviano entra na caverna assustado. O jogo é muito realista. Tão realista, que o jogador praticamente esquece da realidade na qual vive no mundo real. Ele começa rapidamente a se sentir um simples homem das cavernas. Tem medo dos animais e começa a imaginar que tipo de fera espera por ele fora da caverna? Que inimigos enfrentará? Será que existem civilizações mais avançadas formadas apenas por jogadores de inteligência artificial desde o começo? Ele está&lt;br/&gt;em uma ilha ou em um continente? Otaviano não sabe de nada, e em meio a seus pensamentos e dúvidas, eis que surgem raios de sol. Começa o primeiro dia na vida de &amp;#8220;Otaviano, o Poderoso&amp;#8221;, que é neste exato momento apenas um mero homem das cavernas cheio de dúvidas, desconfiança e medo. O pequeno grupo é composto de cinco mulheres, doze crianças e oito homens adultos. Todos os homens são muito parecidos, com exceção de um, que é mais velho e também&lt;br/&gt;mais forte, e aparenta ter uns quarenta anos. Ele grita com toda a força de sua garganta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Comida! Frutas! Árvore!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então todos os homens obedecem e começam a sair. Uma mulher também tenta segui-los, mas é barrada pelo líder que bate nela e a manda retornar. A jovem  mulher retorna. Para Otaviano está tudo muito claro. Ela é uma jogadora real. O líder toma sua posição a frente do grupo de homens que o segue em fila. Otaviano lembra da frase que ouviu antes do jogo começar: &amp;#8220;Ninguém nasce líder, a liderança&lt;br/&gt;deve ser conquistada&amp;#8221;. Ele vê uma pedra no chão, olha pra ela e pensa em jogá-la na cabeça do líder:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Será que matando o líder do grupo eu ganho a posição de chefe da tribo? Se eu matá-lo&amp;#8230; Como os outros reagirão? Eu conseguiria encontrar alimento sozinho?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano deixa a oportunidade passar e segue em frente. Um dos homens, o ultimo da fila, para por alguns instantes, e sem ninguém perceber, pega a mesma pedra, que cabe exatamente em sua mão, e como eles estão em um lugar com uma vegetação pouco densa, corre passando na frente dos outros homens do grupo. Toma um pouco de distância e a arremessa direto na cabeça do chefe da tribo. A pedra atinge o crânio do chefe, entretanto sem a força necessária. Todo o grupo, por instinto corre em direção ao homem que tentou matar seu próprio líder. Como o ideal no momento é parecer uma inteligência artificial, Otaviano igualmente corre&lt;br/&gt;em direção ao criminoso. Se a punição do homem for a morte, melhor para Otaviano. Um jogador real a menos em sua tribo, e fica mais fácil de subir socialmente. O próprio líder que é o mais rápido alcança quem tentou agredi-lo. Começa-se uma luta corporal. Todos estão em volta, mas ninguém interfere. O chefe da tribo mostra sua força e acaba com vida de seu agressor. Agora não resta dúvida. Quem comanda a tribo tem mais força física, e todos os jogadores&lt;br/&gt;começam a jornada de um mês como homens ou mulheres comuns. O agora temido líder, dá a ordem com palavras em uma linguagem simples:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Carregar corpo longe trilha!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faz algum sentido, um corpo podre no meio do caminho de volta, poderia trazer doenças. Para ganhar pontos de habilidade, Otaviano corre em direção ao corpo e ergue os ombros do morto. Outro homem da tribo segura os pés e ambos começam a andar em direção a mata fechada. Jogam o corpo a uns dez metros da trilha e retornam ao seu grupo que está esperando. Agora, os sete homens adultos andam em direção ao desconhecido. Ninguém sabe onde o caminho vai dar, a não ser o primeiro da fila. O mais rápido e mais forte. O temido líder. Se passam três minutos, quando um grupo de árvores diferentes é visto. O grupo se aproxima e começa a comer seus frutos. São maçãs. Deliciosas maçãs. Após a rápida refeição, Otaviano se sente mais forte. Os homens começam a colocar as maçãs dentro de suas roupas, fazendo uma espécie de bolsa improvisada. Parece algo pouco inteligente,&lt;br/&gt;mas a melhor coisa a se fazer agora é agir como eles. O retorno é um pouco demorado. Quase chegando na caverna, um dos homens grita de dor. Todos da tribo olham para trás. Ele está no chão, se contorcendo. A morte é rápida. Uma pequena cobra é vista próxima aos pés do morto. O líder, desta vez sentindo medo, se aproxima. A cobra foge em direção a mata fechada. O chefe larga suas frutas e coloca o cadáver em seus ombros. Sozinho, leva-o em direção a caverna. Se aproximando do abrigo, todos correm à frente e deixam a comida lá dentro. O chefe por outro lado, vai um pouco mais distante da grande caverna e joga o corpo em&lt;br/&gt;uma outra caverna menor. Esta pequena caverna não é horizontal mas sim vertical. É um pouco profunda. Todos da tribo se aproximam do cemitério pré-histórico. O chefe após alguns segundos ordena o retorno. De volta a grande caverna todos se alimentam. Se passou o primeiro turno do jogo e aparece no visor do VJ13 a mensagem, retorne em meia hora. Com bastante fome, Otaviano corre na direção da cozinha e coloca sua refeição no micro-ondas. Ao tirar do aparelho sua comida já quente, começa a pensar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Como vou virar o líder? O que devo fazer? Como vou ganhar poder? Como vou evoluir minha tribo? Somos apenas seis homens agora&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os minutos se passam e meia hora depois o capacete está em sua cabeça. Ele seleciona o jogo que quer jogar e aparece imediatamente em sua caverna. Após sair por um curto período de tempo da caverna e olhar para cima, percebe&lt;br/&gt;que o sol está forte e no meio do céu. Agora é meio dia dentro do jogo. Mas como tudo irá durar apenas trinta dias, isso significa que cada dia representa mais do que só vinte e quatro horas. Cada dia é como se fossem na verdade muitas centenas de anos dentro daquele ambiente virtual. O líder do grupo novamente manda que todos o sigam, mas desta vez as mulheres também vão. Bem perto, entre as rochas, existe uma pequena nascente. Todos tomam água e retornam. Otaviano lembra-se das aulas de história. O fogo foi uma das primeiras grandes conquistas da humanidade. Ele decididamente se levanta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vou sair da caverna e fazer fogo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes de conseguir sair, o chefe da caverna aparece em sua frente e dá a ordem:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Retornar! Perigo lá fora!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ignorando as ordens Otaviano tenta continuar, mas sente um puxão de cabelo. A força é tanta que ele cai no chão da caverna. As ordens são repetidas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Retornar! Agora!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não há o que fazer. Enfrentar o líder é praticamente impossível. Neste momento de distração de todo o grupo que olhava atentamente a cena, uma pedra voa em direção ao líder. Ele caí no chão. Desmaiado, mas não morto. Uma das mulheres do grupo foi quem arremessou a grande pedra, e ela é exatamente a que parecia ser uma jogadora real no começo do dia. Caído no chão, ainda sentindo dores do puxão de cabelo e sedento por poder, Otaviano pega a mesma pedra que agora está em sua frente, se ergue, aproxima-se da jovem mulher e arremessa com toda a&lt;br/&gt;sua força o pesado objeto. A morte é instantânea. Todos da tribo começam a gritar descontrolados. Otaviano aproximase ainda mais do corpo da jovem, pega novamente a pedra e agora corre na direção do líder da tribo. Olha para baixo,&lt;br/&gt;segura com firmeza a pedra, se ajoelha próximo a cabeça do chefe e começa a bater com a rocha no crânio dele. Não há mais nenhum sinal de vida da vítima. Otaviano estranhamente se sente mais forte, se levanta, olha para todos e&lt;br/&gt;grita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Agora quem manda sou eu!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São quatro mulheres, doze crianças e quatro homens dentro de uma caverna sob o comando de Otaviano, o Poderoso. O novo chefe da tribo pega um pedaço de sua própria barba e a estende para frente para vê-la. Ela está um pouco branca. Ele mudou de aparência. Todos o temem. Certo de que todos são regidos por uma inteligência artificial, ele expressa suas ordens com sua linguagem normal:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Fiquem dentro da caverna!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas então se lembra dos corpos e muda as ordens:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vamos levar os corpos para fora, rápido!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As ordens são atendidas e os corpos são jogados em meio ao buraco entre as pedras, que está alguns metros distantes da caverna onde vivem. É o cemitério pré-histórico. Otaviano, no caminho de volta, pega dois pedaços de galhos de árvore que encontra no caminho e os traz para dentro de sua habitação pré-histórica. Lá, enquanto todos estão quietos, Otaviano fricciona os galhos um contra o outro. Alguns minutos se passam e nada. Ele não descansa e continua&lt;br/&gt;incessantemente. Então, como mágica, começam a sair pequenas faíscas. Logo os galhos entram em chamas. Otaviano sobe em uma grande pedra dentro da caverna e grita com todo o seu fôlego:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Este é o fogo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após chamar dois dos homens, ele os manda correrem para trazer mais galhos secos que estão em meio a floresta. Rapidamente os galhos são entregues a Otaviano. Existe agora uma fogueira dentro da espaçosa caverna. Todos estão&lt;br/&gt;mais seguros. Otaviano diz para os quatro homens seguirem-no em direção a árvore de maçãs. Chegando lá ninguém consegue acreditar no que se vê:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As maçãs que sobraram são poucas e algumas estão estragadas. Depois de passado o susto, com toda a sua autoridade Otaviano dá as ordens:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Recolham as frutas que conseguirem e vamos retornar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chegando na caverna, ordena que todos dividam o pouco alimento. Ouve reclamações, mas não faz nada. Após pensar um pouco, vai para fora da caverna, pega um galho grande, retorna, coloca o pedaço de madeira em suas mãos dentro da fogueira e diz:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Sigam-me.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos o atendem. Ele sai sem muito rumo e sem saber o que fazer. O caminho escolhido é o da nascente de água. Otaviano pensa o seguinte: Se seguirem a pequena vertente aquífera, uma hora chegarão a um riacho, e depois a um rio. Lembrando-se das aulas de história pensa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— As primeiras civilizações surgiram próximas de grandes rios. A minha não será diferente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Está ficando escuro e ele dá novas ordens:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Peguem os galhos secos que encontrarem no caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então as cigarras começam a cantar. Em cinco minutos o primeiro dia de jogo acabará. Então a ultima ordem do dia é expressada:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Façam uma fogueira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os integrantes da tribo jogam seus galhos em um só lugar e Otaviano joga sua tocha em meio a fogueira construída as pressas. Fica frio e todos se aproximam do fogo para se aquecerem. Anoitece por completo. A escuridão toma conta de seu mundo. O primeiro dia de jogo finalmente termina. Na tela aparece a classificação de Otaviano: “Jogador na posição 2.965.235 entre 16.359.207 jogadores reais”. Não é uma posição ruim mas Otaviano se espanta. São muitos jogadores! Então segue na tela outro dado: “56.592.070 de jogadores artificiais”. Refletindo sobre hoje, percebe que a população artificial de sua tribo se reduziu muito durante o primeiro dia. Mas então ele pensa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— As doze crianças da tribo irão aparecer adultas amanhã e novas crianças surgirão, mas&amp;#8230; Será que em meio a elas algum outro jogador real irá aparecer? Será que irão tentar tomar minha liderança? Que estratégias deverei usar para garantir a sobrevivência de minha tribo? Nossa, eu tenho que pesquisar tudo isso amanhã. Deve ter algo na internet explicando. Algum tutorial talvez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finalmente aparece a classificação das nações: “A sua é a número 2.359.152 dentre 6.035.489 tribos”. Finalmente uma mensagem do jogo surge em forma escrita na sua frente: “As civilizações mais avançadas até agora possuem o&lt;br/&gt;status de seminômades.&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Se minha tribo não continuar evoluindo amanhã provavelmente ficaremos para trás nos próximos dias, e tudo será muito mais difícil!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano retira seu VJ13 da cabeça e se deita em sua cama para dormir e descansar. Amanhã é sábado e na próxima noite jogará seu segundo dia naquele assustador, porém agora não tão desconhecido mundo virtual, onde a evolução é essencial e o poder é tudo!&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32492380098</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32492380098</guid><pubDate>Fri, 28 Sep 2012 22:41:16 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 2</title><description>&lt;p&gt;Otaviano passou a manhã e a tarde inteira estudando e nem saiu de casa durante o sábado. São nove horas da noite e seu VJ13 está ligado. Hora de relaxar. Otaviano acorda no mundo virtual e o que vê é triste: Uma mulher, um homem&lt;br/&gt;e sete crianças mortas. Cinco cresceram e se tornaram dois homens e três mulheres adultas. Além dele mesmo, agora existem seis mulheres, cinco homens e catorze crianças na pequena tribo. A mortalidade era alta no período pré-histórico. As dificuldades eram muitas e os recursos eram poucos. Essa era a realidade. Sua tribo comeu pouco no dia anterior e também passou muito frio ao ar livre. A fogueira estava apagada pela manhã. A lição era clara: durante a noite a fogueira deveria ser maior. Depois de beber a água do pequeno córrego, todos seguem na direção da corrente. Eles estão com fome e reclamam ao longo do caminho.&lt;br/&gt;Otaviano está cansado e não tem muitas esperanças, mas quando olha para o outro lado do córrego tem uma enorme surpresa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Três pereiras? Três pereiras!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele aponta para as árvores e toda a tribo corre contente naquela direção. Depois de comer, Otaviano olha para o lado e não acredita, são cerca de dez árvores que ele reconhece muito bem:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Tangerineiras! Parecem as do sítio do meu tio!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de se aproximar das pequenas arvorezinhas, ele observa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Interessante, as frutinhas ainda estão muito pequenas, então amanhã elas estarão grandes! Vamos deixar o nomadismo e se transformar em uma tribo seminômade hoje. Até onde eu sei, uma tribo aqui no jogo passa a ser seminômade quando o líder passa uma noite dormido em um abrigo que não seja natural como é a nossa caverna, e após três dias no mesmo lugar a tribo ganha o status de sedentária. Otaviano após refletir, dá ordens:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Façam uma fogueira!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns homens vão a mata. São uns três ou quatro que tem a missão de buscar galhos. Um deles não retorna. Foi devorado por um tigre. De qualquer forma a fogueira está feita. Otaviano chama todos os homens da tribo para entrar na mata. Eles começam a arrancar os galhos menos curvos. Depois de retornar da floresta Otaviano diz para ninguém mexer nas madeiras e ordena que comecem a cavar em&lt;br/&gt;pontos específicos para então se aproximar do córrego e começar a procurar por pedras em formato de faca. Não encontra. Todas são muito redondas por ali. Após escolher uma redonda mesmo, ele a coloca em cima de outra bem maior que está fixa no chão. Então procura mais pedras, querendo achar uma bem grande. Encontra uma de tamanho suficiente para lascar a pedra menor, que ao mesmo&lt;br/&gt;tempo não é tão pesada, para que consiga erguê-la. Depois começa a bater a pedra maior em cima da menor, que se lasca, porém os pedaços que aparecem não são afiados o suficiente. Muitas tentativas com outras pedras são feitas até que uma pedra se lasca de forma ideal. Ele retorna a tribo, pega as madeiras, as finca no buraco feito pelos seus liderados e faz a estrutura de uma cabana. Pronto, agora só falta encontrar uma forma de fazer uma espécie de telhado. Ele pega um dos galhos secos e retos mais finos que sobraram e começa a afiar a ponta. Minutos depois uma lança está pronta. Otaviano entrega para uma das mulheres e a manda fazer a mesma coisa com os outros galhos. Enquanto isso ele tenta mostrar aos outros como se utilizar aquela arma primitiva. Logo em seguida chama todos os homens da tribo para que entrem na mata. Eles prontamente o seguem.&lt;br/&gt;O líder da tribo por enquanto é o único que tem uma lança. Agora além de mais rápido e mais forte, também está armado. Pouco tempo após entrar na floresta, não acredita no que vê:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Um coelho, e dos grandes! Essa é a hora!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O enorme coelho está se alimentando com cenouras. Otaviano se aproxima lentamente e finca sua lança no pobre coelho. Pega-o pelas orelhas e ergue diante dos homens:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— É assim que se caça!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora sua tribo não é apenas coletora de frutas mas também é caçadora. Isso é um avanço. De volta a fogueira, Otaviano coloca sua lança um pouco acima dela e assa o coelho. A pele do animalzinho, ele havia retirado antes e colocado para secar no sol. Após comer quase metade do coelho e dividir o resto com alguns do grupo, ele dá uma lança para cada homem. A mulher cumpriu as ordens e as lanças&lt;br/&gt;tem boa qualidade. Agora é meio dia no ambiente virtual e está acabada a primeira metade do turno. Depois de comer alguma coisa e ir ao banheiro é hora de recolocar o VJ13 na cabeça e dar ordens:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Folhas. Folhas, eu quero folhas, compridas e finas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quase todos, inclusive algumas mulheres, obedecem a ordem e buscam as folhas que estão em árvores próximas. Elas são colocadas todas umas em cima das outras e então para a surpresa de Otaviano uma das mulheres com a aparência um pouco mais velha que as jovens mulheres da tribo começa a trançá-las em formato de corda. Alguns membros da tribo começam a fabricar objetos por conta própria.&lt;br/&gt;Isso significa que quando um personagem com inteligência artificial sobrevive a um dia, ele fica mais inteligente e ajuda a tribo a evoluir tecnologicamente. Otaviano começa a jogar algumas folhas em cima de sua cabana deixando-a quase toda coberta, com exceção de seu topo, onde uma pequena abertura servirá para a fumaça da futura fogueira interna sair. Tudo estava muito tranquilo, homens armados e mulheres trabalhando, quando barulhos inesperados são ouvidos. Uma das mulheres que estava bebendo água grita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Invasores! invasores!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então segue-se um silêncio. Otaviano se espanta e não acredita no que vê:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Ela foi morta, e por uma flecha! Guerreiros se preparem!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano se esquece por alguns instantes que apenas quatro guerreiros estão sob seu comando e ordena:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vamos para a guerra!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele esperava muito por este momento:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Rápido, corram, vamos achá-los!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano vê um dos homens:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Ali está, vamos! Matem ele! Já!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma flecha atinge um de seus guerreiros, e seus homens recuam, mas como chefe de uma tribo tão pequena ele sabe que se recuarem, os invasores irão continuar amedrontando a sua pequena tribo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Não voltem! Não recuem! Atacar!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pouco tempo antes do guerreiro inimigo usar seu arco e disparar outra flecha, Otaviano crava sua lança no peito do arqueiro. Ao olhar para frente, vê outro homem fugindo e pensa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Ele é muito rápido!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano corre atrás e não se cansa, ao contrário de seu inimigo, que diminui a velocidade e em seguida tropeça e cai. Ele se vira com o rosto pra cima e ainda caído começa a falar. Otaviano não entende. É outra língua. Talvez o jogador até fosse um brasileiro, mas o jogo é tão perfeito que modifica a fala dos personagens, assim pessoas de tribos diferentes não se entendem, mesmo que na vida real falem a mesma língua. E se falarem línguas diferentes e pertencerem a mesma tribo, se entenderão. Isso porque o programa do jogo irá converter as frases na mesma língua do outro jogador. O jogo &amp;#8220;Governo Solar: Evolução &amp;amp; Poder&amp;#8221; tem suporte a muitas línguas. Na verdade ele um usa um outro sistema de tradução internamente, que é padrão neste tipo de jogo. Otaviano pensa em escravizar seu inimigo, mas se lembra que é algo arriscado nesta altura do campeonato. O inimigo tem aparência um pouco velha e muito forte e provavelmente é líder tribal. Sua tribo talvez tenha sido aniquilada e agora ele está tentando reverter a situação tentando tomar sua aldeia. Otaviano manda um de seus homens pegar o arco caído e tentar disparar uma flecha, sem mirar em nada, apontando para o meio da floresta, mas não consegue. Então após repensar sua atitude, com sua própria lança mata o chefe da tribo inimiga:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Tente de novo, agora!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seu guerreiro consegue e com muita alegria comemora:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Consegui!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao matar o líder de outra tribo ele e sua aldeia ganharam todas as habilidades deste outro grupo. Certamente que, caso o líder já havia tido algum dia uma tribo com cabanas, então elas certamente estavam destruídas. Isso porque quando o líder é morto, outro membro da tribo ganha o poder de liderança, a não ser que a cabana do líder, que funciona como centro da aldeia seja também destruída. Quando a liderança de outra tribo ou nação é conquistada, todos os inimigos automaticamente se transformam em parte da população da tribo vencedora. É sempre importante destruir ou invadir a cabana central da aldeia e depois capturar o ultimo líder. Naquele ambiente tenso, uma voz em meio a floresta é ouvida:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Não me mate. Por favor, não me mate.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano pensa em escravizar o derrotado que surge em meio as árvores, mas não faz isso:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Você é um dos nossos agora, obedeça-nos ou morra. Se for bom e não causar problemas, amanhã ganhará uma lança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acenando positivamente com a cabeça e agarrado pelos braços por um dos guerreiros de Otaviano, o homem é levado a aldeia. Está tarde já. Chegando ao centro da tribo, Otaviano como de costume dá as ordens:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Façam uma fogueira bem grande, e outras quatro menores, e mais uma pequena dentro de minha cabana, já! Ele é prontamente atendido. Ninguém discorda, até porque é uma questão de sobrevivência do grupo. Otaviano pergunta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Qual é seu nome?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com sua voz cansada, o homem capturado, que passou a fazer parte e falar a mesma língua da tribo ao ter seu líder morto responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Sou Leonardo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O valente chefe da tribo começa uma conversa importante com o guerreiro capturado:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — De onde você veio? De onde era sua tribo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leonardo: — Daquela direção.&lt;br/&gt;Otaviano: — Não quero saber a direção, quero saber de que tipo de lugar vocês vieram. De onde?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leonardo: — Da praia.&lt;br/&gt;Otaviano: — Praia? Fica longe? Tem muita comida lá?&lt;br/&gt;Leonardo: — Sim, uma praia. Tem muita comida sim. Nos destruíram&amp;#8230; eles nos destruíram&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Quem? Quem são “eles”?&lt;br/&gt;Leonardo: — Homens a cavalo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Cavalo?&lt;br/&gt;Leonardo: — Sim, muitos. cerca de dez homens a cavalo, uns com lança e outros com flecha. Além de outros vinte guerreiros a pé.&lt;br/&gt;Otaviano: — Que tipo de praia era, onde sua tribo vivia?&lt;br/&gt;Leonardo: — Como assim?&lt;br/&gt;Otaviano: — Praia de mar ou de rio?&lt;br/&gt;Leonardo: — Mar.&lt;br/&gt;Otaviano: — Porque vocês fugiram? Porque não os enfrentaram?&lt;br/&gt;Leonardo: — Medo. Eram muitos, não havia como vencê-los. Mataram o líder, então como eles não haviam destruído a cabana central, outro se tornou chefe de nosso grupo. Ele começou a correr, e eu e mais alguns outros começamos a segui-lo, para fugir junto e sobreviver. Alguns morreram no caminho, e agora só sobrou eu.&lt;br/&gt;Otaviano: — Vocês tinham uma cabana central? Como assim?&lt;br/&gt;Leonardo: — Uma cabana grande, era a maior. Ficava no centro de nossa tribo. Eramos um pouco mais evoluídos que vocês. Tínhamos inclusive um curandeiro.&lt;br/&gt;Otaviano: — Amanhã vamos construir uma cabana dessas então.&lt;br/&gt;Leonardo: — Sim senhor, mas e se os inimigos estiverem a caminho? Não é melhor construirmos arcos novos?&lt;br/&gt;Otaviano: — Você tem razão, vou mandar as mulheres fazerem os arcos, mas nós iremos construir a grande cabana. Preciso saber como alguém vira curandeiro?&lt;br/&gt;Leonardo: — O curandeiro é religioso, você simplesmente ordena alguém a virar um.&lt;br/&gt;Otaviano: — Você é o novo curandeiro então.&lt;br/&gt;Leonardo: — Só serei amanhã. Preciso ser da tribo por pelo menos um dia. Amanhã de manhã eu poderei ser um curandeiro.&lt;br/&gt;Otaviano: — Como trabalha um curandeiro?&lt;br/&gt;Leonardo: — Igual a um do mundo real. Com ervas. Isso melhora um pouco a saúde dos membros da tribo que estão doentes ou machucados. Também é possível converter religiosamente um inimigo em membro da tribo, principalmente se ele estiver longe de seu chefe tribal ou chefe militar, que são imunes a conversões. No caso do líder máximo e do líder militar da tribo, são imunes, ou quase imunes, no&lt;br/&gt;caso dos que ocupam altos cargos civis ou militares. Eles também diminuem o efeito da tentativa de conversão sobre os seus liderados que estão próximos.&lt;br/&gt;Otaviano: — Um pouco complexo isso, mas acho que compreendi. Vamos pegar mais lenha agora e fazer as fogueiras ficarem ainda maiores.&lt;br/&gt;Leonardo: — Sim senhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após tudo estar preparado para a noite que começa a se aproximar, um outro homem se aproxima. É um de seus guerreiros que quer conversar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Senhor, sou seu guerreiro, falei muito pouco até agora. Eu não queria que ninguém soubesse que sou um jogador real.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espantado com a revelação, Otaviano pergunta o nome do guerreiro que prontamente responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Meu nome é Yuri senhor. Me desculpe por não ter te revelado isso antes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Otaviano começa a fazer muitas perguntas, mas antes quebra o gelo da situação:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Te entendo Yuri, é normal esconder que se é um jogador real, eu mesmo já fiz isso.&lt;br/&gt;Yuri: — Senhor, gosto de estratégia, mas só da militar.&lt;br/&gt;Otaviano: — E&amp;#8230;?&lt;br/&gt;Yuri: — E eu quero ser o líder militar. Posso ser líder dos guerreiros?&lt;br/&gt;Otaviano: — Você acha que consegue?&lt;br/&gt;Yuri: — Sim senhor. Gosto disso. Amo a guerra.&lt;br/&gt;Otaviano: — Bom&amp;#8230; Por enquanto eu deixo.&lt;br/&gt;Yuri: — Obrigado senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mas você terá que provar que consegue fazer um bom trabalho. Se não, eu retiro sua liderança.&lt;br/&gt;Yuri: — Sim senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — E se eu retirar sua liderança, quero que continue sendo um bom guerreiro e não quero que tente conseguir nada a força.&lt;br/&gt;Yuri: — Entendido.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mais uma coisa, sabe a tribo que nós vencemos?&lt;br/&gt;Yuri: — Sim senhor. O que é que tem a tribo derrotada?&lt;br/&gt;Otaviano: — Eles fugiram de uma praia aqui perto. Eles moravam na beira do mar.&lt;br/&gt;Yuri: — Mar? É muito perto?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. E tem mais coisas que eu quero te contar.&lt;br/&gt;Yuri: — Conte senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Quem quase aniquilou a tribo deles usava cavalos. Muitos cavalos. Mataram um líder tribal, então como a tribo conquistada tinha o que chamam de “cabana central”, outro líder surgiu automaticamente, então destruíram a aldeia, mas não mataram este ultimo líder, que é o que eu matei agora a pouco.&lt;br/&gt;Yuri: — Nossa!&lt;br/&gt;Otaviano: — Então você terá que preparar bem nossos guerreiros.&lt;br/&gt;Yuri: — Amanhã farei um alvo para treinar todos com arco e flecha no tempo livre.&lt;br/&gt;Otaviano: — Ótimo.&lt;br/&gt;Yuri: — Vou fazer também um boneco para treinarmos com as lanças.&lt;br/&gt;Otaviano: — Perfeito!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando Yuri recomeça a falar, logo é interrompido por Leonardo que chega correndo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leonardo: — Chefe, chefe preciso te contar uma coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Não interrompa! Tenha respeito com nosso líder militar. Se quiser ser o curandeiro amanhã, terá que respeitar os outros membros da tribo.&lt;br/&gt;Leonardo: — Olá chefe guerreiro, peço perdão, mas preciso dizer algo logo, por favor, antes que comece a anoitecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Está desculpado, se quiser acho que pode falar. Ele pode falar chefe?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim tudo bem. O que você quer Leonardo?&lt;br/&gt;Leonardo: — Senhor, quero sementes, vamos plantar as árvores agora, amanhã a noite teremos peras.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sério?&lt;br/&gt;Leonardo: — Sim. E sementes de certas espécies de legumes, por exemplo tomates, se plantados de manhã, durante a tarde já estarão grandes o suficiente para nos alimentarmos. Já as árvores tem que ser plantadas antes da noite, então na manhã seguinte estarão pequenas, e depois do meio dia já estarão grandes, e no terceiro dia, depois de estarem grandes, darão frutos.&lt;br/&gt;Otaviano: — Ótimo. Essa será nossa primeira noite como seminômades e depois de mais duas noites além desta, ganharemos o status de tribo sedentária. Isso será muito importante. Temos comida para amanhã e teremos para daqui dois dias com as árvores plantadas. Depois de amanhã será um dia complicado e teremos que sobreviver apenas da caça.&lt;br/&gt;Leonardo: — Senhor vamos logo comer as frutas que restam e pegar as sementes antes que anoiteça.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, você tem razão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano chama a atenção de todos da tribo e grita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Comam as frutas e tragam as sementes!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns minutos se passam e todos entregam as sementes a Otaviano. Leonardo as pega e rapidamente começa a espalhá-las por um pedaço do território onde só há terra sem vegetação. Otaviano então pergunta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Porque plantou com tanta pressa? Porque só jogou as sementes no chão? Se você tivesse feito um buraco no chão e enterrado as sementes, elas teriam mais chances de germinar. Está louco?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O barulho da cigarra começa e Otaviano continua:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Viu só? Ainda temos cinco minutos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resposta é rápida, firme e cheia de certeza:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Senhor, temos que plantar antes de o sol se por.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando a cigarra começa a cantar já não adianta mais plantar. Olhe para o chão senhor. Otaviano tem dúvidas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Não vejo nada&amp;#8230; você tem certeza do que está dizendo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leonardo continua sua explicação, mas então apenas pede que Otaviano olhe mais de perto o local onde as sementes foram jogadas e então Otaviano surpreso responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Nossa, são pequenas mudas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se plantadas depois da cigarra começar a cantar, as sementes não germinam e são perdidas. Isso agora estava claro para o chefe da tribo. Todos então se recolhem para perto das fogueiras e Otaviano entra na sua cabana. O dia de jogo finalmente termina e desta vez Otaviano nem olha a sua classificação ou a de sua tribo. Ele está com muito sono e vai dormir.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32491614219</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32491614219</guid><pubDate>Fri, 28 Sep 2012 22:29:54 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 3</title><description>&lt;p&gt;Após um tedioso domingo estudando muito, Otaviano entra no mundo virtual. Como de costume, na caverna vertical são arremessados os corpos. Desta vez são poucos. No dia anterior todos haviam se alimentado bem e as fogueiras estavam&lt;br/&gt;grandes e quentes. Leonardo pede a Yuri, o chefe militar, dois soldados para acompanhá-lo na busca de ervas para curar duas mulheres e três crianças doentes. Ele é atendido. Então o trio entra no meio da floresta em busca&lt;br/&gt;dos remédios naturais. Yuri chama seis homens para acompanhá-lo na caça e ordena que os outros fiquem cuidando da aldeia. Otaviano vê que as mulheres estão todas coletando frutos nas árvores próximas. A tranquilidade é total. Enquanto isso Otaviano pega alguns galhos em árvores não frutíferas, os trás para dentro de sua cabana e começa a produzir flechas. Leonardo retorna com as ervas e começa o ritual de cura. De todos os doentes apenas uma criança sobrevive. Ele avisa seu líder e espera uma repreensão pela falta de sucesso. Mas Otaviano está contente:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Tudo bem, pelo menos conseguiu salvar um, já é alguma coisa. Agora enterre os mortos. Vou ficar aqui fazendo mais flechas e esperando os caçadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meia hora depois chegam os caçadores gritando. Otaviano olha-os e se surpreende:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Quanta comida! Bom trabalho Yuri!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles começam a assar a carne e a comer. Não é o suficiente para encher o estomago de todos, mas cada um dos habitantes da aldeia comeu pelo menos um pouco de carne. Todos então começam a devorar as frutas. Ninguém mais tem fome. Leonardo então diz:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; — Senhor, eu sei que você quer obter o status de tribo sedentária, mas se estivéssemos morando nas proximidades de um rio e não apenas de um pequeno córrego, teríamos muito mais comida. Porque não seguimos o córrego até o rio ou riacho em que ele deságua?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano discorda:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vamos primeiro elevar nosso status e depois seguiremos o córrego. Isso acontecerá depois de amanhã. Não se apresse tanto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leonardo concorda. Então Otaviano manda que quatro guerreiros acompanhem Leonardo na busca de mais ervas, para que todos as comam antes de dormir. Isso evitará que amanheçam doentes. Leonardo fica contente com isso e se lança na mata para buscar os remédios naturais. Otaviano então inicia uma conversa com Yuri:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Precisamos de madeira para construir cabanas, dos alvos para treinar os arqueiros, entre outras coisas.&lt;br/&gt;Yuri: — Sim. Precisamos realmente de muita madeira!&lt;br/&gt;Otaviano: — Então quero que fique aqui com alguns guerreiros para defender a todo custo a aldeia de possíveis invasores.&lt;br/&gt;Yuri: — Sim, eu fico.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mas faça alguma coisa. Tem um pouco de madeira na minha cabana, eu estava fazendo flechas. Já tem muitas prontas. Conto com você.&lt;br/&gt;Yuri: — Sim senhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após concordar com Otaviano, Yuri se afasta em direção aos guerreiros para organizá-los. Logo em seguida uma mulher se aproxima do chefe da tribo. Ela é uma jogadora real e começa a falar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Senhor, meu nome é Amanda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano fica curioso:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Amanda é?&lt;br/&gt;Amanda: — Sim meu chefe.&lt;br/&gt;Otaviano: — E então Amanda, o que você quer conversar? Seja rápida, precisamos de madeira urgente, temos que ir para a floresta.&lt;br/&gt;Amanda: — Senhor, ninguém comanda as mulheres, posso comandá-las?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem querer perder tempo Otaviano prossegue com uma decisão rápida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Sim, pode. Você é agora a líder das mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao falar isso, Amanda automaticamente deixa de se parecer com uma jovem, e ganha idade. Agora ela aparenta ser bem mais velha que as outras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amanda: — Obrigada senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mais alguma coisa Amanda?&lt;br/&gt;Amanda: — Sim senhor. Temos poucos guerreiros. Posso ceder ao chefe militar cinco mulheres que estão com boa saúde e totalmente desocupadas. Elas poderiam lutar pela tribo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Ótimo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele então grita chamado Yuri:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Yuri venha cá!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de ouvir o chamado de seu líder, o comandante dos guerreiros abandona seus homens dizendo que logo voltará para dar mais instruções, e corre em direção a Otaviano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Senhor, me chamou?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, chamei. Tá vendo essa mulher?&lt;br/&gt;Yuri: — Sim senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Ela é a nova chefe das mulheres. Existem muitas que estão desocupadas e Amanda quer ceder cinco para você. O que acha de ter mulheres guerreiras na tribo?&lt;br/&gt;Yuri: — Ótimo senhor. Temos poucos guerreiros, ficaremos mais seguros agora. Vou ensiná-las a usar o arco, assim meus homens poderão treinar mais com as lanças para o combate corpo a corpo.&lt;br/&gt;Amanda: — Vou chamá-las então e depois organizar as outras para trabalharem de forma mais eficiente.&lt;br/&gt;Otaviano: — Tudo bem, agora vou com outros homens na floresta buscar madeira. Quero suas comandadas bem organizadas. Quero machados de pedra. Vamos fazer uma grande cabana para nosso curandeiro trabalhar. Também vamos fazer outra grande cabana que servirá de abrigo coletivo.&lt;br/&gt;Amanda: — Entendido senhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem perder tempo todos começam a exercer suas funções. Os minutos passam. Otaviano já dentro da floresta encontra algumas árvores e todos os seus homens iniciam a derrubada das árvores. Eles escolhem as menores e retornam a tribo. Nenhum imprevisto acontece. Tudo está perfeito. Todos jogam as madeiras que traziam em um só lugar. Amanda e outras mulheres começam prontamente a trabalhar. Otaviano retorna a mata para buscar mais madeira. Depois de derrubá-las, todos as carregam no ombros e retornam a tribo. Otaviano ordena mais uma retirada de madeira. Assim sendo, entram pela terceira vez na floresta,&lt;br/&gt;mas agora acontece um incidente. Um de seus homens morre com uma picada de cobra. Eles o abandonam e retornam com mais madeira. Otaviano manda Amanda iniciar o plantio de árvores frutíferas e também a entrega três tomates que encontrou no caminho:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Não os coma. Retire as sementes e planteas. Os pés de tomate estarão grandes antes de dormirmos. Temos que comer muito durante a noite. Amanhã, caso a caçada não seja boa, teremos pouca comida e sabemos que&lt;br/&gt;a tribo será muito maior amanhã!&lt;br/&gt;Amanda: — Entendido. Senhor, eu escolhi começar em um lugar parecido com o sul da Europa&amp;#8230; Tomates são originários da América Central&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu não sabia disso. São da América Central mesmo?&lt;br/&gt;Amanda: — Sim, eu não tenho dúvidas disso. Sou engenheira agrônoma na vida real. Rasgo meu diploma se estiver errada.&lt;br/&gt;Otaviano: — Acontece que esse mundo não é igual ao mundo real. Temos duas luas por exemplo.&lt;br/&gt;Amanda: — Verdade! A vegetação tem origem diferente aqui, assim como a astronomia não é igual ao mundo real. Compreendo isso agora. Vou plantar os tomates.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com exceção de Amanda e algumas poucas mulheres, todos começam a trabalhar na construção das cabanas maiores. Porém, logo após o início da obra, termina a primeira metade do jogo. Otaviano vai a cozinha de sua casa, come algo e meia hora depois está de volta a sua tribo, após colocar seu videogame na cabeça. Yuri, aproximadamente às duas horas da tarde no mundo virtual, pede permissão para&lt;br/&gt;ir em meio a floresta com alguns guerreiros. Otaviano permite e pede que ele tenha cuidado, reconhecendo sua importância na tribo, mas pergunta o porque disso. Yuri responde que um bom guerreiro tem que conhecer o território a sua volta. Yuri tem agora uma lança com ponta de pedra e também um escudo leve feito com pedaços de bambu amarrados. As mulheres trabalharam bem naquele equipamento.&lt;br/&gt;Yuri e seus guerreiros entram na floresta. Já é quase noite quando as barracas estão prontas. Agora todos da tribo dormirão abrigados. É uma conquista rumo&lt;br/&gt;ao sedentarismo! Otaviano está preocupado com o próximo dia e chama Amanda e Leonardo para uma conversa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Amanhã será um dia difícil&amp;#8230; Preciso conversar com vocês.&lt;br/&gt;Amanda: — Não será tão complicado assim. Teremos mais lanças com pontas de pedra, a caça será mais eficiente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leonardo: — Teremos muitas lanças com ponta de pedra, mas algumas civilizações terão lanças com ponta de metal Amanda. Isso é um problema grave.&lt;br/&gt;Otaviano: — Exatamente Leonardo, essa é a minha maior preocupação. Acho que não estamos preparados para uma guerra.&lt;br/&gt;Amanda: — O Yuri está reconhecendo o território, se tiver algum perigo por perto ele avisará.&lt;br/&gt;Leonardo: — Isso se ele voltar vivo da floresta&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Pois é, estou preocupado sabe&amp;#8230; já é muito tarde. Ele já deveria ter voltado.&lt;br/&gt;Amanda: — Talvez Yuri realmente esteja morto, e se ele não voltar até antes do anoitecer, então agente tem que se preparar para uma invasão.&lt;br/&gt;Leonardo: — Eles partiram em um grupo pequeno demais. Talvez algum animal tenha matado Yuri, e os outros estejam perdidos.&lt;br/&gt;Otaviano: — Não vamos perder tempo discutindo se ele está ou não vivo, isso não vai levar-nos a lugar nenhum.&lt;br/&gt;Amanda: — Tem razão.&lt;br/&gt;Leonardo: — Sim, eu concordo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Pois bem, então Leonardo, como poderemos obter metal?&lt;br/&gt;Leonardo: — Não sei, mas sei que devemos construir fornos de cerâmica amanhã, assim poderemos derreter os metais quando encontrá-los.&lt;br/&gt;Otaviano: — Concordo. Amanda, quero muitas lanças amanhã. Organize algumas mulheres para fabricá-las, e também outros dois grupos, um para ajudar na construção das cabanas e outro para a colheita.&lt;br/&gt;Amanda: — Sim.&lt;br/&gt;Otaviano: — Leonardo&amp;#8230; comece a fazer seus chás e rituais, quero o menor número de mortes possíveis amanhã de manhã.&lt;br/&gt;Leonardo: — Estou indo, teremos muito trabalho no dia seguinte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inesperadamente a tribo inteira começa a gritar. Otaviano se assusta, mas logo se sente aliviado, são gritos de alegria. Yuri vem ao seu encontro e entra na conversa mostrando três pequenos animais em suas mãos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Vejam só, filhotes, filhotes! Matamos alguns cães, um de nossos homens morreu, mas vejam só, filhotes!&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu não acredito! Excelente. Você como sempre fazendo um ótimo trabalho! Meus parabéns.&lt;br/&gt;Yuri: — Obrigado senhor!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com seu instinto maternal, Amanda segura um dos filhotes e começa a &amp;#8220;conversar&amp;#8221; com ele:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amanda: — Que cachorrinho bonitinho. Esses monstros mataram sua mamãe é?&lt;br/&gt;Otaviano: — A por favor Amanda&amp;#8230; Isso é um jogo, esse animal é só um programa de&amp;#8230;&lt;br/&gt;Amanda: — Por favor digo eu, você parece que não tá no clima do jogo, por três horas diárias essa é a nossa realidade!&lt;br/&gt;Otaviano: — Está bem Amanda&amp;#8230; Mas amanhã esses lindos filhotinhos serão cães malignos e bem treinados. Serão muito úteis e mortais!&lt;br/&gt;Amanda: — Não serão malignos não&amp;#8230; Bem que podiam ficar pequenininhos assim durante todo o jogo!&lt;br/&gt;Otaviano: — Yuri, amarre eles para garantir que amanhã eles amanheçam domesticados.&lt;br/&gt;Amanda: — Deixa eu ficar com um deles!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Olhando-a com desaprovação Otaviano continua a conversa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Amanda&amp;#8230;&lt;br/&gt;Amanda: — Aí, tá bom então.&lt;br/&gt;Yuri: — Eu já vou amarrar os filhotes, mas preciso dizer mais uma coisa.&lt;br/&gt;Amanda: — Dizer alguma coisa e depois alimentá-los não é?&lt;br/&gt;Yuri: — Sim, alimentá-los também&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Diga o que precisa dizer Yuri.&lt;br/&gt;Yuri: — É o seguinte&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele é interrompido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amanda: — Estou indo, vou pegar comida para os cãezinhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Sim, faça isso Amanda. Faça um bom trabalho, principalmente amanhã.&lt;br/&gt;Amanda: — Sim senhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então ficam no local apenas Yuri e Otaviano conversando:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — O que você queria dizer?&lt;br/&gt;Yuri: — Os filhotes tem grande importância, porque serão nossos primeiros animais domesticados, isso será muito útil para conseguirmos o status de tribo sedentária. Mas eu tenho algo importante para falar sobre nosso território.&lt;br/&gt;Otaviano: — Encontrou vestígios de inimigos?&lt;br/&gt;Yuri: — Não senhor, é algo muito&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ambos param a conversa por alguns segundos. A cigarra está fazendo seu barulho característico. Restam apenas cinco minutos para o fim do dia hoje. Agora já está tudo totalmente escuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Temos pouco tempo, diga logo!&lt;br/&gt;Yuri: — Sim senhor. O que acontece é que encontramos uma área de campo. Uma grande área gramada, onde termina a floresta e se inicia uma imensa vegetação bem rasteira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Interessante&amp;#8230; Se tivéssemos cavalos&amp;#8230;&lt;br/&gt;Yuri: — Cavalos seriam importantes, mas saiba que andamos até um local onde há lagos, enfim&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Está pensando em colonizar a região?&lt;br/&gt;Yuri: — Sim, mas não estou pensando em construir uma aldeia lá. Apenas pequenas cabanas.&lt;br/&gt;Otaviano: — Porque?&lt;br/&gt;Yuri: — Assim, alguns personagens artificiais podem domesticar animais por lá, e então abriríamos uma trilha em meio a floresta para trazer os animais para cá de tempos em tempos.&lt;br/&gt;Otaviano: — Isso seria sensacional para nossa evolução.&lt;br/&gt;Yuri: — Então vou avisar Amanda para separar algumas mulheres, e Leonardo para separar alguns dos homens mais saudáveis para colonizar a região. Tenho um bom guerreiro que é um jogador real, ele poderá comandar a área.&lt;br/&gt;Otaviano: — Confio em você, pode escolher quem você acha que deve.&lt;br/&gt;Yuri: — Obrigado senhor, vou indo falar com eles.&lt;br/&gt;Otaviano: — Seja rápido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano fica pensativo. As coisas estão indo bem, mas no fim do dia algumas tribos já irão ganhar o status de sedentarismo e amanhecerão mais poderosas. A sua tribo só irá ganhar este status no amanhecer do quinto dia. Isso é preocupante. Sobreviver amanhã poderá significar muito. O maior medo é de que alguma tribo sedentária avance. E a tribo que já possui cavalos? Devem ter algumas centenas desses animais já. Muitas tribos pequenas se unem as maiores pacificamente para não serem dizimadas, e seus chefes acabam ganhando cargos de liderança em troca da rendição. Algumas tribos já devem estar enormes e amanhã começarão a construir grandes obras para entrar na idade antiga. Eles provavelmente já dominam um pouco de metalurgia. Isso é um problema sério. Uma ataque seria impossível de se resistir. A tribo de Otaviano tem muitas armas, porém&lt;br/&gt;são armas muito simples. O jogo de hoje termina. Amanhã ele terá que pesquisar muitas tecnologias para se sair bem no jogo. Outra coisa a se fazer será estudar ainda mais para o vestibular durante a próxima tarde, porque pela manhã ele vai a escola. Otaviano está levando a sério seus estudos. Mudar-se de Palmas para Pato Branco é algo que ele deseja muito.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32491044253</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32491044253</guid><pubDate>Fri, 28 Sep 2012 22:21:19 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 4</title><description>&lt;p&gt;Depois de uma manhã de aula e de uma tarde de muito estudo, Otaviano se prepara psicologicamente para um possível confronto. Ele deverá ter uma tribo forte, porque no próximo domingo fará seu vestibular em Pato Branco. Se sua tribo estiver evoluída o suficiente e já na idade das antigas civilizações com governos que cobrem grandes territórios, ou que são cidades estados extremamente fortificadas e muradas, então poderá fazer a prova tranquilo sem pensar na possível morte de seu personagem e na destruição de seu império caso não seja possível jogar durante o dia do vestibular. A prova está marcada para uma hora da tarde e vai até as cinco, então ele provavelmente estará em casa a tempo. Mas e se der sono um dia antes da prova? Certamente ele irá esquecer do jogo e dormir, afinal de contas o vestibular é mais importante. O tempo passa e agora são nove horas. Otaviano está novamente em seu mundo virtual. Tudo corre de forma automática. Sua aldeia está muito bem organizada. Logo de manhã Yuri começa uma grande caçada com seus cães bem treinados. Caçada esta que acaba sendo rápida e cheia de sucesso. O povo tem comida. Não muita, mas ninguém morrerá de fome. Os guerreiros são bem alimentados porque precisam estar fortes para um eventual combate. Agora a população adulta é de cerca de cem pessoas, talvez um pouco mais. Após recolher madeira e construir o forno de cerâmica, a tribo passa a construir as cabanas. Otaviano chama alguns homens ociosos e manda que recolham mais madeira para construir um muro. Eles começam a trabalhar. Depois chama seus principais líderes para uma reunião:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Agora devemos tomar importantes decisões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Senhor, mandei um grupo fazer reconhecimento. Sabe aquele morro que fica próximo daqui? Então&amp;#8230; Eles viram fumaça, acho que podemos atacar. Lá devem existir metais, afinal de contas é um morro com algumas áreas que tem muitas pedras aparentes. Talvez em meio a elas existam metais.&lt;br/&gt;Otaviano: — Que bom. Você está pensando em um ataque muito violento, chefe guerreiro?&lt;br/&gt;Yuri: — Sim. Mas antes devemos colonizar os campos e domesticar mais animais para conseguir pele e carne. Quando o grupo de colonos estiver seguro, poderemos iniciar nossa campanha militar.&lt;br/&gt;Otaviano: — Então ao trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri começa a reunir seus homens para escoltar os civis. Também chama alguns que serão os colonos. Dá armas para todos os homens, inclusive para os colonos e para as mulheres. Enquanto isso, as outras pessoas importantes continuam reunidas com Otaviano:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leonardo: — Senhor, vocês vão precisar de alguém para comandar aquela região não é mesmo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim curandeiro.&lt;br/&gt;Leonardo: — E o Yuri vai se manter como chefe militar não é?&lt;br/&gt;Otaviano: — Lógico que sim.&lt;br/&gt;Leonardo: — Posso construir uma pequena cidade lá? Primeiro vamos eu e mais alguns homens e mulheres colonizar a região, além de levar algumas crianças. Amanhã, além dos pastores de ovelhas, ou seja lá qual for o animal que domesticarem, que estarão vivendo em casas umas distantes das outras no campo, chamarei também alguns para construir nosso segundo núcleo urbano. O que acha?&lt;br/&gt;Otaviano: — E quem será nosso curandeiro?&lt;br/&gt;Amanda: — Eu senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Você Amanda?&lt;br/&gt;Amanda: — Sim senhor, já tenho uma substituta para liderar as mulheres, e sendo curandeira ficarei mais em contato com o senhor, para aprender mais sobre a coordenação de uma cidade. Mais pra frente quero uma cidade para mim também.&lt;br/&gt;Otaviano: — Está bem então.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri retorna próximo aos líderes e entra novamente na conversa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Se tudo der certo vamos invadir pela tarde a cidade inimiga senhor, o que acha?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Pense bem, se não conseguirem conquistar a cidade, ou se acharem que não vale a pena tentar a conquista porque eles são muitos, então vocês terão que dormir na floresta. Isso será complicado. Não tem como vocês construírem cabanas lá, poderão fazer apenas fogueiras. E a fumaça irá atrair a atenção do inimigo. Enfim&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Mas se tomarmos a cidade, dormiremos tranquilamente e talvez consigamos mais tecnologia.&lt;br/&gt;Otaviano: — Se vocês vencerem, quero Amanda comandando o lugar até o fim da tarde de amanhã, porém a cidade ficará sob seu comando até que uma escolta a leve daqui até a aldeia do morro.&lt;br/&gt;Yuri: — Entendido.&lt;br/&gt;Amanda: — Tomara que vocês consigam conquistar o lugar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Só invadiremos se tivermos a certeza de que a vitória é possível.&lt;br/&gt;Otaviano: — Isso mesmo. Yuri, primeiro vocês vão para os campos&amp;#8230; Será que você não estará cansado demais a tarde para prosseguir até a aldeia da morro?&lt;br/&gt;Yuri: — Não senhor. Como comandante militar eu sou mais forte, mas os homens que retornarem comigo estarão cansados. Precisarei de outros pra incursão no morro.&lt;br/&gt;Otaviano: — Você terá. Os homens daqui estarão bem descansados. Agora, Leonardo e Yuri, ao trabalho!&lt;br/&gt;Yuri: — Sim senhor.&lt;br/&gt;Leonardo: — Vamos expandir nossa tribo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles se foram enquanto Otaviano e Amanda ficaram na aldeia trabalhando. Passam-se vinte e quatro minutos e chega a hora do intervalo. Durante a meia hora fora do jogo, Otaviano se enche de expectativa e faz planos, além de beber um pouco de água para aguentar os próximos noventa minutos que serão decisivos para sua tribo. Já de volta a tribo, Otaviano se sente apreensivo. Apenas dez minutos se passam e o pior parece ter acontecido. Eles retornaram rápido demais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Já voltaram? O que houve?&lt;br/&gt;Yuri: — Tudo certo, nenhum problema.&lt;br/&gt;Otaviano: — Como assim?&lt;br/&gt;Yuri: — Tudo certo senhor, eles já estão lá, ninguém morreu na viagem.&lt;br/&gt;Otaviano: — Está faltando gente!&lt;br/&gt;Yuri: — Resolvi deixar alguns guerreiros lá. Percebi que poderia retornar com menos gente em total segurança, porém eles agora tem mais guerreiros por lá. Acho que precisavam&amp;#8230; Algum problema senhor?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não tem problema nenhum, mas como voltaram tão rápido?&lt;br/&gt;Yuri: — Senhor, não é a primeira vez que fazemos este percurso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com um pouco de desconfiança, Otaviano continua a fazer peguntas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — E a aldeia inimiga? Vai invadir?&lt;br/&gt;Yuri: — Sim, o mais rápido possível.&lt;br/&gt;Otaviano: — Nós ainda não organizamos os guerreiros porque achamos que você iria demorar.&lt;br/&gt;Yuri: — Sem problemas. Posso eu mesmo escolher quem fica e quem vai?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, vá logo, bom trabalho pra você.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Poucos minutos depois, Yuri e trinta guerreiros partem em direção ao morro. Eles correm contra o tempo. Se durante a batalha a cigarra cantar então eles deverão retornar a mata e organizar o acampamento. Isso porque passar uma noite dentro da área urbana inimiga significa praticamente acordar morto no dia seguinte, a não ser que a cidade seja muito grande, mas mesmo assim, teriam que dormir dentro das casas inimigas, porque dormir ao livre, fora de veículo blindado, significa exatamente acordar morto no próximo dia, e isso seria acordar na verdade em um novo corpo, em uma outra tribo ou nação. Mas enfim, os blindados estão longe de existirem e as casas de palha quase não oferecem segurança. Quando se dorme na cidade invadida, os inimigos acordam com uma vantagem de trinta segundos antes dos invasores. Isso geralmente é fatal. Após uma viagem cansativa, Yuri e seus trinta homens, além de cinco cães chegam nas proximidades da vila inimiga. Dez guerreiros estão armados com arcos, dez com lanças curtas e escudos leves e dez possuem lanças longas. Yuri possui um escudo maior, que protege quase todo o seu corpo e uma lança enorme. Carrega também um arco amarrado a suas costas com uma bolsa de flechas. Um homem com uma lança curta e escudo avança com os cinco cães para fazer reconhecimento. Os outros vão o seguindo. Chegando mais perto da aldeia, o grupo para. O homem que faz reconhecimento é o único que continua, desta vez apenas com um cão, os outros cães voltam ao grupo comandado por Yuri. Passam-se dez minutos e o reconhecimento está completo. As informações são boas. Yuri é informado de que a invasão será rápida. Eles são cerca de vinte guerreiros. E poucos possuem armas de metal. Yuri fica positivamente espantado:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Metal? Eles tem metal mesmo então&amp;#8230; Isso é ótimo! As outras informações também são interessantes. Eles estão muito desorganizados, porém o líder possui um escudo aparentemente muito resistente de metal, e uma lança toda ornamentada. Tem até um capacete.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri então diz:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Eles são tão desorganizados que foi possível se aproximar da aldeia sem que percebessem. Vamos ao ataque! Os arqueiros vão na frente e ficam escondidos na mata. Logo atrás deles estão os guerreiros com lança longa, a terceira linha de combate é constituída pelos guerreiros de lança curta que estão acompanhados dos cães. Junto aos últimos guerreiros está Yuri, que dá as ordens:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Ao ataque!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os arqueiros possuem dez flechas cada um. Eles começam o ataque e lançam as flechas. Todos os guerreiros inimigos fogem para se abrigar. Os arqueiros não conseguem encontrar o líder inimigo. Alguns combatentes da aldeia que começa a ser invadida caem ao chão. Outros conseguem fugir e se esconder das flechas em meio as cabanas. Yuri, lá atrás, tem uma terrível surpresa. Arqueiros inimigos começam a lançar um ataque. Eles haviam dado a volta. Agora estão todos cercados. Yuri joga fora seu enorme escudo, e começa a correr. Sete de seus homens morrem. Ele, com medo de perder todo o seu trabalho feito com muita dificuldade, manda seus lanceiros prosseguirem:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Lanceiros, invadir! Arqueiros, atrás de nós, vão a mata, lutem contra os arqueiros inimigos. Já!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele é atendido. A decisão rápida parece ter sido uma boa idéia. Agora o combate corpo a corpo será intenso. Os cães fazem a diferença e atrapalham muito o inimigo. Alguns levam mordidas e caem no chão, outros fincam as lanças nos pobres animais. Em maior número na aldeia, Yuri começa a vencer. Mas existe um problema. Não se sabe quantos arqueiros os inimigos tem em meio a floresta. De qualquer forma, seus homens estão conseguindo segurá-los por enquanto. Então Yuri não acredita no som que ouve:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Cavalos?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Três cavaleiros inimigos aparecem, um deles é o líder da tribo. Um de seus lanceiros derruba um dos cavaleiros inimigos e Yuri grita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Deixem os cavalos vivos se possível!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então outro cavaleiro inimigo enfia a lança em um de seus guerreiros de lança curta. Nisso, um dos homens de Yuri enfia sua enorme lança no cavalo que cai. Em seguida o cavaleiro é morto. Sem medo, o líder tribal da aldeia do morro avança com sua lança apontada na direção de Yuri e grita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Você vai morrer!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri se vê no principal momento da batalha e aponta sua lança contra o líder adversário. Yuri está parado, esperando não errar. O chefe inimigo vai se aproximando com velocidade. Essa é a hora da verdade. Ambos tem tudo a perder.&lt;br/&gt;Yuri então faz um movimento inesperado e se coloca a frente do cavalo. Ele crava sua lança no peito do animal, mas é arremessado para longe. Ao cair se machuca muito, mas ainda consegue levantar-se. O líder inimigo está igualmente ferido e atordoado pela queda. Ambos se colocam frente a frente. Yuri está sem seu escudo, ao contrário de seu oponente. Seu inimigo começa a andar de costas, rapidamente. Yuri pensa o seguinte:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Ele deve ter mesmo muitos arqueiros, está os esperando. Tenho que acabar com isso logo, se for pra mim morrer que seja rápido. É tudo ou nada!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então sem pensar duas vezes aponta sua lança para os pés desprotegidos de seu inimigo, corre, e o acerta, mas seu violento oponente o atinge sem dó nem piedade com um golpe no ombro, porém, de raspão. Yuri ignora a imensa dor e parte para o combate manual. Ele solta sua lança e se agarra no pescoço do inimigo. Um escudo está entre eles. Ambos caem desajeitados no chão. Quando uma grande lança surge sem ambos perceberem e atinge o pescoço de um deles:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Isso, morreu! — diz Yuri feliz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri pega sua lança de volta e corre em direção a maior das cabanas. Ele a invade preparado para um combate que não ocorre. Simples assim, a aldeia está agora tomada. Cerca de dois minutos depois muitos guerreiros surgem. São sessenta arqueiros. Nenhum deles era dos seus. Todos saúdam o novo comandante. Dentre seus jogadores reais, nenhum sobrou. Yuri fica com medo de uma possível rebelião&lt;br/&gt;e então grita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Quero um de vocês para comandar os soldados daqui! Quem é o melhor?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dois arqueiros que eram inimigos de Yuri, ao mesmo tempo gritam:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Eu!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri deve tomar um decisão rápida:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Quero que os dois se enfrentem. Com lanças! Vocês não comandarão apenas arqueiros, mas também guerreiros que usam outras armas! Cada um que pegue uma&lt;br/&gt;lança. Quero que se enfrentem, já!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ambos se enfrentam em uma luta muito rápida. Um acerta a perna de outro. Mesmo caído ele não solta sua lança, mas é tarde de mais, um novo golpe acerta seu abdômen. Já há um novo líder e Yuri quer saber como ele se chama:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Qual seu nome guerreiro?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O guerreiro ainda ofegante responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Sou Piedro, el Cruel!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A conversa se estende mais um pouco:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — No mundo real você é de onde Piedro?&lt;br/&gt;Piedro: — Lima, Peru!&lt;br/&gt;Yuri: — Sério mesmo?&lt;br/&gt;Piedro: — Sim senhor.&lt;br/&gt;Yuri: — Que legal! Eu sou do Brasil. Mas mudando de assunto, preciso conversar algo importante com você.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Piedro: — Sim, diga senhor.&lt;br/&gt;Yuri: — Você é o novo líder militar do grupo desta cidade. Amanhã chegará uma mulher, ela comandará a todos. Preciso de seu apoio.&lt;br/&gt;Piedro: — Pode contar comigo.&lt;br/&gt;Yuri: — Saiba que a estratégia de vocês não foi muito boa. Aliás foi quase perfeita. O cerco foi inteligente, porém vocês deveriam ter deixado pelo menos uns quinze arqueiros na aldeia! Teriam vencido sem dúvida nenhuma!&lt;br/&gt;Piedro: — Concordo senhor, foi péssima a idéia de enviar todos os arqueiros para o cerco, mas quem mandou foi nosso chefe tribal, um de nós descordou e foi morto&amp;#8230;&lt;br/&gt;Yuri: — Bom saber que a idéia não veio de vocês. Por hoje e até amanhã de manhã eu comando a cidade. Me apresente o curandeiro e a líder feminina.&lt;br/&gt;Piedro: — Não temos líder feminina senhor.&lt;br/&gt;Yuri: — Como não?&lt;br/&gt;Piedro: — Nosso antigo líder não queria mulheres em nenhuma forma de comando.&lt;br/&gt;Yuri: — Bom, te dou o poder de escolher uma mulher inteligente para comandar os trabalhos femininos. E lembre-se: amanhã uma mulher governará essa cidade. Algum problema com isso?&lt;br/&gt;Piedro: — Não senhor. Sem problemas.&lt;br/&gt;Yuri: — Ótimo. Então encontre-a agora.&lt;br/&gt;Piedro: — Senhor. Antes quero te avisar que temos mais três cavalos, além do que sobreviveu. Nossos cavaleiros protegem o forno juntamente com outros dez arqueiros.&lt;br/&gt;Yuri: — Sério? Onde estão?&lt;br/&gt;Piedro: — Bem perto senhor.&lt;br/&gt;Yuri: — O forno onde vocês derretem os metais, certo?&lt;br/&gt;Piedro: — Exato senhor!&lt;br/&gt;Yuri: — Ótimo. Que tipo de metais temos por aqui?&lt;br/&gt;Piedro: — Cobre senhor, não é grande coisa.&lt;br/&gt;Yuri: — Não faz mal, melhor que nossas pedras!&lt;br/&gt;Piedro: — Nossas flechas tem ponta de pedra senhor, extraímos pouco metal.&lt;br/&gt;Yuri: — Isso vai mudar. Quero muito metal sendo extraído!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a voz bem alta Yuri grita para todos ouvirem:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Atenção, quero quinze pessoas trabalhando na extração de metal!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então continua a conversa com Piedro:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Piedro, estude sobre técnicas de combate durante o dia de amanhã, antes do jogo. Isso se você tiver tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Está entardecendo e a nova aldeia está bem organizada. Yuri então reúne todos no meio da tribo e grita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Atenção novamente, quem quer ser promovido?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns homens gritam descontroladamente. Yuri olha na direção dos seus novos guerreiros e escolhe um dos arqueiros de forma aleatória.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vá a nossa aldeia. Tome este capacete que foi de seu antigo líder. Leve também meu escudo. Vou te explicar o caminho. Levante meu escudo que tem este desenho, eles reconhecerão. Então jogue minha lança no chão para que vejam que você foi em paz. Assim não te atacarão. Em seguida avise que minha invasão foi um sucesso. Então fale com nosso líder. Diga que temos metal. Dê o capacete a ele. Retorne com outros guerreiros e com Amanda:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Sim senhor. Estou indo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O arqueiro, que agora é um cavaleiro, parte em direção a aldeia principal. Ele deve correr para não passar a noite na floresta. Chegando próximo a aldeia, guerreiros aparecem em sua frente. Por um lado, o cavaleiro tem um pouco de medo e muita pressa, mas por outro, está aliviado de tê-los encontrado. Por alguns momentos achou que estivesse perdido. O cavaleiro então solta sua lança no chão, se vira de&lt;br/&gt;lado e mostra o escudo. Os arqueiros quase lançaram suas rústicas flechas em sua direção, mas por sorte, isso não aconteceu. A cigarra começa a cantar e a noite chega, restam poucos minutos agora. Otaviano ouve o cavalo e os gritos dos arqueiros que o acompanha. O ex-arqueiro desce do cavalo e corre em direção ao chefe, passa todas as informações, entrega seu capacete de metal e diz:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Esse era o capacete de meu antigo chefe, e é seu agora, meu novo líder!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano fica orgulhoso e manda todos se abrigarem. A noite chegou e amanhã eles serão uma tribo sedentária, com cavalos, e armas de metal. Haviam agora abandonado a idade da pedra e chegado a era dos metais. Amanhã de manhã, com o status de sedentários, terão chegado ao ultimo estágio da pré-história. A partir de agora, é só descobrir a escrita, construir uma grande obra e se tornar uma verdadeira civilização antiga. Otaviano retira seu VJ13 da cabeça e o guarda. Esta noite ele vai dormir totalmente satisfeito.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32490558392</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32490558392</guid><pubDate>Fri, 28 Sep 2012 22:14:05 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 5</title><description>&lt;p&gt;É noite de terça-feira e Otaviano está acordando no novo dia que começa em sua tribo. Ele passou pelos períodos pré-históricos do Paleolítico, Mesolítico e Neolítico que juntos compõe a Idade da Pedra. Agora, já na Idade dos Metais sua civilização avançava rumo ao progresso, com a domesticação de animais cada vez mais intensa. Porém existe um problema: a aldeia principal está crescendo muito e eles&lt;br/&gt;precisam de um lugar melhor para sua futura capital pra quando entrarem de fato na Idade Antiga. A capital deveria ficar próxima a um rio de médio porte. Vinte e cinco soldados partiram escoltando Amanda até a aldeia do morro, agora chamada de Aldeia dos Metais. Enquanto isso, na Aldeia Principal, tijolos são fabricados. Apesar de Otaviano não querer que esta seja a capital, ele quer sim que a cidade&lt;br/&gt;se desenvolva. Quanto mais cidades poderosas e resistentes, melhor. Durante a tarde eles terão tijolos suficientes para iniciar a construção de um grande sobrado que substituirá a cabana que o abriga. Algumas ovelhas chegam da Aldeia dos Campos a Aldeia Principal. Um homem chamado Felipe lidera o grupo de dez pessoas vindos dos campos e começa a conversar com Otaviano:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Felipe: — Veja grande líder. São vinte e cinco ovelhas. Leonardo as mandou e não exige nada em troca, é um sinal de agradecimento.&lt;br/&gt;Otaviano: — Que bom, fico muito feliz, diga a ele que é eu que agradeço.&lt;br/&gt;Felipe: — Senhor, nós já vamos então, precisamos voltar para continuar nosso trabalho.&lt;br/&gt;Otaviano: — Não, vocês vão esperar mais um pouco.&lt;br/&gt;Felipe: — Quer informações de como estamos progredindo por lá?&lt;br/&gt;Otaviano: — De forma alguma&amp;#8230; Na verdade quero conversar sobre outra coisa, mas já que você tocou no assunto, como estão as coisas por lá?&lt;br/&gt;Felipe: — Capturamos muitos animais. Construímos muitas cercas. No outro dia o que acontece é incrível. Não só eles amanhecem domesticados, como o número deles aumenta de forma impressionante. Amanhã teremos ainda mais animais. Acho que vocês precisarão de muitos não é mesmo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, mas vou explicar então o porque de eu querer que vocês esperem um pouco mais. Vocês não tem nada de metal ainda não é mesmo?&lt;br/&gt;Felipe: — Nada senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Já fabricam tijolos?&lt;br/&gt;Felipe: — Não senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Então vocês vão partir com alguns de meus construtores. Eles sabem fabricar tijolos e ensinarão sua aldeia e seus fazendeiros.&lt;br/&gt;Felipe: — Isso será ótimo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mas eu poderia mandá-los junto a vocês agora mesmo. Porém, quero que esperem, porque como vê, uso um capacete de metal. Quero que vocês tenham equipamentos como este também.&lt;br/&gt;Felipe: — Não há sinal de perigo por enquanto por lá, mas sempre é bom estar bem equipado.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, certamente. Mas o que eu quero dizer é que o metal vem de outra aldeia. Acredito que eles trarão alguma coisa, e quero que vocês levem esses artefatos para proteger sua aldeia e suas fazendas.&lt;br/&gt;Felipe: — Esperaremos então senhor. Quer que ajudemos em algo até que eles cheguem?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Não, apenas descansem. Quero vocês com energia para fazer uma viagem de volta rápida. Vocês capturaram cavalos?&lt;br/&gt;Felipe: — Sim senhor, antes de partir alguns de nossos homens capturaram cinco cavalos selvagens. Não duvido que até o fim da noite tenhamos até uns quinze capturados. Quem sabe não é?&lt;br/&gt;Otaviano: — Tomara que consigam mais.&lt;br/&gt;Felipe: — Quer cavalos?&lt;br/&gt;Otaviano: — Vocês estão em uma área de campo aberto, precisam mais de cavalos do que nós.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Felipe: — Mas amanhã teremos dezenas, eles procriarão durante a noite.&lt;br/&gt;Otaviano: — Só tragam cavalos se realmente sobrarem muitos. Tragam o excesso. Amanhã partiremos na direção do córrego para construir outra cidade próxima a um rio maior que este pequeno córrego.&lt;br/&gt;Felipe: — Então amanhã traremos os cavalos, caso tenhamos deles em excesso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O tempo passa, o primeiro turno termina, e após dez minutos do recomeço do jogo, Yuri chega montado em seu cavalo juntamente com seu enorme grupo. São cinquenta arqueiros, todos portando flechas com ponta de metal, cinquenta&lt;br/&gt;lanceiros, todos com lanças curtas, capacetes e escudos de bronze. Mais dez cavaleiros com lanças longas estão entre eles. Otaviano sente um pouco de medo. Se Yuri quiser pode tranquilamente tomar-lhe o poder. Não seria nada difícil. Yuri com muita alegria começa a dar muitas notícias a Otaviano:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Veja só! Bronze!&lt;br/&gt;Otaviano: — Incrível.&lt;br/&gt;Yuri: — Sim, tome, esta é sua nova armadura senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Muito obrigado. Parece que vocês se saíram muito melhor do que eu esperava.&lt;br/&gt;Yuri: — Foi muito mais complicado do que eu pensava. Quase perdemos, estávamos em um número bem menor! Mas mesmo assim vencemos. Eles não foram muito competentes na estratégia de defesa.&lt;br/&gt;Otaviano: — Será que Amanda vai conseguir comandar a aldeia?&lt;br/&gt;Yuri: — As aldeias você quer dizer não é?&lt;br/&gt;Otaviano: — Como assim?&lt;br/&gt;Yuri: — Antes de ela chegar, nós conquistamos pacificamente outras três aldeias que estavam ainda na Idade da Pedra. Em troca da lealdade nós entregamos alguns animais e armas de metal. Acredito que ela vai se sair bem.&lt;br/&gt;Otaviano: — Tem certeza?&lt;br/&gt;Yuri: — Absoluta. Ela já chegou botando ordem e mandando eles construírem uma muralha de pedra ao redor da aldeia. Como o morro impede a chegada dos inimigos por um dos lados, o muro não precisará ser muito grande.&lt;br/&gt;Otaviano: — Que bom. A Aldeia dos Campos nos trouxe vinte e cinco ovelhas em troca de nada, mas eu queria mandar alguns militares com armas melhores para protegê-los de possíveis ataques. Assim, além de demonstrar meu agradecimento,&lt;br/&gt;isso garantirá que eles tragam muitas ovelhas amanhã. E nós realmente precisaremos de mais ovelhas. O que acha?&lt;br/&gt;Yuri: — Tem razão. Mandaremos um cavaleiro e dez arqueiros. Isso se o senhor concordar.&lt;br/&gt;Otaviano: — Está ótimo, é um número bem escolhido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri dá as ordens, e os escolhidos partem junto com os pastores rumo a simples Aldeia dos Campos. Os pastores partem felizes. Se sentiram recompensados. Juntamente com os novos guerreiros, levam também um capacete de bronze a Leonardo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Yuri, preciso te contar uma coisa. Amanhã teremos comida se eles trouxerem uma quantidade boa de ovelhas, mas depois de amanhã teremos problemas sérios.&lt;br/&gt;Yuri: — Entendo&amp;#8230; Continue.&lt;br/&gt;Otaviano: — Vou deixar nossa aldeia com uma construção de tijolos hoje, e amanhã construiremos ainda mais casas bem resistentes.&lt;br/&gt;Yuri: — Sim&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Bom, então&amp;#8230; É o seguinte: Estou pensando em seguirmos o córrego e começar a construção da capital próximo ao rio. O que acha?&lt;br/&gt;Yuri: — É inevitável.&lt;br/&gt;Otaviano: — Penso que você poderia mandar um cavaleiro para a aldeia das montanhas, ou como vocês a chamam agora, Aldeia dos Metais&amp;#8230;&lt;br/&gt;Yuri: — Sim. Para mandar trazer mais soldados bem equipados amanhã, certo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Exatamente.&lt;br/&gt;Yuri: — Concordo com sua estratégia. Acredito que teremos cerca de duzentos homens bem equipados amanhã de manhã.&lt;br/&gt;Otaviano: — Temos que partir antes do meio dia.&lt;br/&gt;Yuri: — Sim, sem sombra de dúvidas. Mas ainda assim partiremos em um número pequeno.&lt;br/&gt;Otaviano: — Não. Metade dos homens bem equipados ficarão aqui, defendendo esta aldeia. E a outra metade irá conosco. Mas também vou chamar cerca de duzentos guerreiros daqui. Mesmo equipados com armas inferiores, ajudarão&lt;br/&gt;a fazer número. Isso será importante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Senhor, acredito que agora a nossa aldeia mais importante seja a Aldeia dos Metais&amp;#8230; Ou como você gosta de dizer, a aldeia das montanhas&amp;#8230; Na verdade são pequenos morros por lá, e o maior fica atrás de nossa aldeia. Lá é o único lugar onde podemos encontrar metal por enquanto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Acho que você tem razão, a aldeia dos morros é de onde vem nossos metais e sendo assim é a mais importante. Sem aquela aldeia voltaríamos a Idade da Pedra.&lt;br/&gt;Yuri: — Exato senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Faça o seguinte então&amp;#8230;&lt;br/&gt;Yuri: — Estou as ordens senhor!&lt;br/&gt;Otaviano: — Quero vinte arqueiros montados bem equipados e cinco cavaleiros com lanças de alta qualidade para auxiliar a proteção de nossos campos.&lt;br/&gt;Yuri: — Leonardo agradecerá!&lt;br/&gt;Otaviano: — Certamente! Também quero trinta lanceiros e dez arqueiros para proteger esta aldeia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — No total sessenta e cinco homens e alguns cavalos para essas duas aldeias.&lt;br/&gt;Otaviano: — Não, apenas homens, nada de cavalos, os cavalos serão cedidos aos cavaleiros pelos homens dos campos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Melhor ainda!&lt;br/&gt;Otaviano: — Bom&amp;#8230; Então vamos nos decidir quantos guerreiros partirão junto conosco rumo ao rio.&lt;br/&gt;Yuri: — Sugiro vinte lanceiros montados, vinte arqueiros também sobre cavalos, cinquenta arqueiros e vinte e cinco lanceiros vindos da Aldeia dos Metais.&lt;br/&gt;Otaviano: — Todos eles com armas de metal.&lt;br/&gt;Yuri: — E armadura também! Todos bem protegidos!&lt;br/&gt;Otaviano: — Ótimo.&lt;br/&gt;Yuri: — Quanto aos guerreiros mal equipados daqui, acredito que seria melhor mais lanceiros do que arqueiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Sim, nossas armas são piores, nossas flechas muito inferiores. Os guerreiros daqui formarão a linha de frente.&lt;br/&gt;Yuri: — Com lanças não é mesmo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, como quiser.&lt;br/&gt;Yuri: — Atrás deles então vou colocar mais vinte homens com espadas e escudos vindos dos morros.&lt;br/&gt;Otaviano: — Você que sabe, confio na sua estratégia. Agora de as ordens ao cavaleiro para que leve as informações. Partiremos rumo ao desconhecido amanhã de manhã, não temos tempo a perder. Certamente existem tribos já terminando a construção de suas capitais e descobrindo a escrita!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Poucos minutos depois um cavaleiro retorna à aldeia onde são extraídos os metais. Ele leva ordens avisando que uma grande operação militar está prestes a acontecer e informações de que em alguns dias eles enfim formarão uma civilização e que militares devem se voluntariar para a defesa da futura capital. Na Aldeia Principal, Yuri começa a discursar para os soldados com armamento obsoleto que o acompanharão amanhã. Após o discurso, vai até Otaviano, que está próximo de&lt;br/&gt;seu novo sobrado:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Preocupado senhor?&lt;br/&gt;Otaviano: — Muito.&lt;br/&gt;Yuri: — Teremos muitos homens ao nosso lado. Algumas mulheres nos acompanharão também para povoarmos nossa futura capital.&lt;br/&gt;Otaviano: — Não sabemos o que vamos encontrar pelo caminho&amp;#8230;&lt;br/&gt;Yuri: — Não adianta ficarmos aqui, a construção de uma nova capital é essencial. Esse lugar, os campos e as proximidades dos morros não suportam uma população muito grande. Temos que encontrar não apenas uma região para a nova capital, mas sim uma região para uma nova grande capital! Muitos habitantes de nossas três aldeias atuais terão que migrar para conseguir comida. Eles irão para a nova&lt;br/&gt;grande capital. Teremos muita mão de obra e poderemos construir grandes muralhas e torres lá. Estaremos muito seguros se conseguirmos fundar nossa grande capital.&lt;br/&gt;Otaviano: — Na manhã seguinte ao fim da construção de um grande palácio surgirá então a escrita e seremos uma civilização da Idade Antiga. Finalmente sairemos da&lt;br/&gt;pré-história&amp;#8230; Espero que tudo dê certo&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Dará Otaviano, seja otimista. E se tudo der errado, que seja agora também, pelo menos teremos como recomeçar durante os primeiros dias de jogo. Ainda temos muitos dias pela frente.&lt;br/&gt;Otaviano: — Tem razão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A noite está muito próxima, quando um cavaleiro dos campos chega a toda velocidade. Ele quer falar com Otaviano:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Carlos: — Olá, sou Carlos, mensageiro oficial da Aldeia dos Campos.&lt;br/&gt;Com um sorriso, Otaviano responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Interessante, então Leonardo está muito sofisticado&amp;#8230; Tem até &amp;#8220;mensageiros oficiais&amp;#8221;&amp;#8230; De onde você é na vida real Carlos, de que país? É do Brasil? Eu gosto de saber de onde são meus comandados. Se você não quiser não precisa dizer de onde é.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Carlos: — Quero dizer sim. Sou argentino!&lt;br/&gt;Otaviano: — Sério mesmo? Buenos Aires?&lt;br/&gt;Carlos: — Não senhor, San Carlos de Bariloche!&lt;br/&gt;Otaviano: — San Carlos de Bariloche?&lt;br/&gt;Carlos: — Sim, Bariloche senhor. Acredito que já tenha ouvido falar algo sobre minha cidade senhor, já ouviu?&lt;br/&gt;Otaviano: — Claro que sim! Nossa! Fui pra lá cinco anos atrás quando eu tinha uns doze anos mais ou menos. Esquiei muito na neve aí em Bariloche! Amo a cidade! Acho que é frio demais para se morar, mas para passar as férias é fantástico!&lt;br/&gt;Carlos: — Obrigado senhor, fico feliz de ter gostado de nossa cidade, venha sempre fazer turismo por aqui e de preferência traga muito dinheiro para gastar!&lt;br/&gt;Otaviano e Carlos soltam gargalhadas e continuam a conversa.&lt;br/&gt;Carlos: — Sabe como é&amp;#8230; Sou dono de uma loja de doces. Abri a loja fazem dois anos, servimos os melhores e mais deliciosos doces da cidade. Dulces &amp;amp; Montañas é minha loja.&lt;br/&gt;Otaviano: — Dulces &amp;amp; Montañas. Não vou me esquecer. Na próxima vez em que visitar Bariloche vou até sua loja, tenha certeza!&lt;br/&gt;Carlos: — Ficarei feliz em recebê-lo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então os dois voltam a conversar sobre o jogo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Bom, e que mensagem você me traz Carlos?&lt;br/&gt;Carlos: — Senhor, nós atravessamos os campos a cavalo e tomamos uma aldeia bem distante!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem muito entusiasmo Otaviano responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Muito bom, fico feliz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Carlos: — Mas isso não é o mais importante senhor. Temos uma grande novidade.&lt;br/&gt;Otaviano: — Então diga.&lt;br/&gt;Carlos: — A aldeia que tomamos já estava na Idade dos Metais, porém eles eram poucos. Não tinha muita comida lá. Não haviam conseguido domesticar cavalos ainda, apenas cães. Aquela aldeia&amp;#8230; Ela fica em meio a uma grande formação rochosa! Teremos muito metal agora. Ouro senhor. Ouro!&lt;br/&gt;Otaviano: — Ouro?&lt;br/&gt;Carlos: — Sim. Ouro e ferro! Temos capacidade de proteger o local senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Existem grandes rios por perto?&lt;br/&gt;Carlos: — Infelizmente não. Pouca comida e pouca água. Poderemos mandar todos os dias muitas ovelhas para a região a fim de alimentar os moradores. Amanhã iremos construir uma pequena aldeia lá, no lugar da que existia, porque aquela estava tão degradada que vale a pena reconstruir outra, do zero.&lt;br/&gt;Otaviano: — Construam uma aldeia com um número alto de soldados para defendê-la. Cada localização onde houver metais é muito importante para nós. Defendam a região a todo custo! Se equipem com espadas de ferro e evoluam&lt;br/&gt;no que for possível!&lt;br/&gt;Carlos: — Sim senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Fique conosco por enquanto, amanhã retorne logo pela amanhã a sua aldeia.&lt;br/&gt;Carlos: — Sim senhor, entendido!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Está escuro, a cigarra já começou a cantar, e em poucos minutos o dia de jogo terá acabado. Otaviano chama Yuri para uma ultima conversar antes do fim do dia:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Os homens dos campos tem muito metal. Eles encontraram ouro e ferro além dos campos. Vão construir uma aldeia pequena!&lt;br/&gt;Yuri: — Pequena?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não há muita água por lá. Pouca comida também.&lt;br/&gt;Yuri: — Mas senhor, eles acharam ouro!&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. A aldeia será pequena, mas terá muitos soldados acampados em seu entorno. Dei essas ordens. Eles fabricarão nossos melhores equipamentos. Vamos manter nosso plano de seguir o córrego, ou vamos a nova aldeia proteger o ouro e o ferro? Por mim nós seguimos o córrego, o que você me diz?&lt;br/&gt;Yuri: — Vamos torcer para que eles consigam se proteger. Aliás, vamos torcer para que eles não sofram ataques&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Mantemos nossos planos anteriores então?&lt;br/&gt;Yuri: — Sim senhor!&lt;br/&gt;Otaviano: — Ótimo Yuri. Amanhã será um longo dia&amp;#8230; A noite chega. Por hoje o jogo termina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano está com uma poderosa tribo agora. Se tudo correr como o planejado, em breve terá sua civilização dentro da história, com escrita e tudo mais. Até agora existem poucas civilizações no mundo virtual. Otaviano vê sua classificação. Ele é o jogador número 275.126 entre 16.359.207 jogadores reais. Já sua nação é a número 122.356 dentre 935.489 tribos e civilizações existentes que se encontram na zona de classificação. Por causa da viagem rumo ao encontro de um&lt;br/&gt;possível rio, é certo que amanhã será um dia de muitas descobertas, e talvez também seja um dia de muitas batalhas. Não há como saber. Ele se deita em sua cama. Está muito contente com sua classificação. Com muito sono dorme.&lt;br/&gt;Amanhã é quarta-feira. Estudará durante quase todo o dia. O vestibular está chegando, falta pouco tempo&amp;#8230;&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32489967224</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32489967224</guid><pubDate>Fri, 28 Sep 2012 22:05:09 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 6</title><description>&lt;p&gt;Otaviano tem um dia um pouco diferente na quarta-feira. Após o meio dia desiste de estudar e joga boliche com os amigos. Depois vai ao único cinema da cidade e joga futebol no final da tarde. Ele realmente merece relaxar. Estudou muito ultimamente e precisa descansar a cabeça e exercitar o corpo. Às oito horas da noite chega em casa muito cansado, se alimenta, toma um banho e assiste um pouco de TV. Como de costume, nove horas da noite começa o seu dia no jogo. Seu exército está preparado para marchar em direção ao desconhecido. Eles irão tentar evitar as praias onde provavelmente já existem poderosas civilizações, e se concentrarão na dominação do interior. Meia hora após o início do sexto dia, já estava tudo preparado. Faltava uma hora para o fim do primeiro turno e eles deveriam marchar o quanto antes. Yuri havia treinado seus guerreiros para as formações de ataque e defesa. Após uma reorganização nos primeiros minutos devido a chegada de muitos soldados das outras aldeias, o número de guerreiros e ajudantes que seguiriam rumo ao desconhecido estava confirmado. Eram exatamente vinte lanceiros, vinte arqueiros montados e também estavam sobre cavalos outros cinco homens que chegaram pouco antes da partida, esses homens tinham pequenos escudos de bronze além de espadas longas. Cinquenta&lt;br/&gt;arqueiros a pé e vinte e cinco lanceiros vindos da aldeia do morro também estavam preparados pra combate. Essa era a unidade de elite. Eles possuíam as melhores armas e as mais resistentes armaduras. Já entre os soldados com equipamentos mais simples, haviam cento e cinquenta homens com lanças longas e cinquenta arqueiros com arcos pouco efetivos e de curto alcance. A diferença entre os arqueiros de elite que possuíam flechas com ponta de metal e os arqueiros com equipamento antigo não se resumia apenas a qualidade dos arcos e das flechas. Os arqueiros de elite carregavam adagas preparados para a possibilidade de um combate corpo a corpo. Os arqueiros da Aldeia Principal que possuíam os arcos e flechas ainda da idade da pedra tinham apenas lanças curtas de madeira ao seu dispor. Cinquenta mulheres e cem crianças faziam parte do grupo. Otaviano e Yuri tinham dez bons curandeiros entre eles. Finalmente além de alguns cães, vinte homens carregariam cinco longas escadas para uma eventual invasão de alguma&lt;br/&gt;cidade murada que se encontre pelo caminho. Otaviano, como líder que é, faz um ultimo discurso. Ele sabia que entre os personagens de inteligência artificial, haviam também jogadores reais, então animar o grupo era essencial:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Somos cerca de quinhentas pessoas. Guerreiros, mulheres, curandeiros, dentre muitas outros com variadas funções. Somos muitos! Não sabemos o que encontraremos pelo caminho, mas sabemos o que nossos inimigos encontrarão!&lt;br/&gt;Eles encontrarão loucos destemidos, que tem ordem de não parar enquanto não encontrar um local adequado para a construção da grande capital de uma bela e forte civilização antiga! Nós não iremos descansar. Iremos enfrentar o que aparecer pela frente. Não iremos ter medo. Nem um pouco de medo! Somos corajosos! Se necessário for, lutaremos até a morte! Não sei se passaremos de hoje ou amanhã, mas ao ver um grupo deste tamanho em minha frente, posso dizer a vocês o seguinte: Valeu a pena! Vencendo ou perdendo, já valeu a pena chegar onde chegamos. Espero que cheguemos ainda mais longe. Precisamos urgentemente&lt;br/&gt;de uma capital. Marchem!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos começam a seguir pela esquerda do córrego em fila. Andam durante quase uma hora, quando avistam uma pequena cidade. Não é uma simples aldeia. É uma cidade murada. Os muros de tijolo não são muito altos, porém eles cercam toda a cidade. A área que eles se encontram tem uma vegetação muito árida. As florestas ficaram para trás. O ambiente é semidesértico. O córrego deságua em um rio&lt;br/&gt;muito próximo a pequena área urbana. Yuri e Otaviano começam a conversar lado a lado:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — É muito estranho.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, é bem esquisito&amp;#8230;&lt;br/&gt;Yuri: — Não entendo o que vejo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Muito menos eu.&lt;br/&gt;Yuri: — Aparentemente eles estão com um status melhor&lt;br/&gt;que o nosso, mas&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — A cidade parece abandonada!&lt;br/&gt;Yuri: — Será que eles tem arqueiros lá dentro?&lt;br/&gt;Otaviano: — Possivelmente!&lt;br/&gt;Yuri: — Eles podem fazer chover flechas em nossas cabeças caso se aproximemos.&lt;br/&gt;Otaviano: — Bom, talvez a capital deles esteja sendo invadida por outra civilização.&lt;br/&gt;Yuri: — Neste caso eles talvez tenham mandado todos os seus guerreiros para defender a capital.&lt;br/&gt;Otaviano: — Seria uma possibilidade muito interessante.&lt;br/&gt;Yuri: — Se eles abandonaram essa cidade para defender a capital, então estão desesperados.&lt;br/&gt;Otaviano: — Vamos invadir esse lugar logo, e depois, caso não soframos grandes perdas, continuaremos em frente. Quem sabe não consigamos outras cidade, e talvez até a capital. Já pensou? Não precisaríamos construir castelos nem nada do tipo para melhorar nosso status.&lt;br/&gt;Yuri: — Pouparíamos muito tempo. Tomara que eles realmente estejam fragilizados, e que não existam arqueiros dentro desta cidadezinha.&lt;br/&gt;Otaviano: — Que a sorte esteja ao nosso lado! Atacar!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os cavaleiros partem em direção a cidade e começam a lançar flechas dentro da área murada. Não há nenhuma espécie de contra-ataque . Os arqueiros de elite lançam então uma saraivada dentro dos muros e novamente não há reação. Yuri manda colocarem as escadas nos muros se iniciar a invasão, quando então algumas flechas são lançadas de dentro dos muros. São poucas, apenas alguns homens de&lt;br/&gt;Otaviano são atingidos. Então os arqueiros de elite lançam uma segunda e uma terceira saraivada. Se não bastasse os cento e cinquenta arqueiros de segunda linha se aproximam dos muros e lançam uma enorme chuva de flechas. São três&lt;br/&gt;ataque seguidos. Os portões são abertos pelos habitantes locais e Yuri ordena uma retirada. Ninguém entende a estratégia, mas todos obedecem a ordem. Então a cavalo, sai um homem. É o rei daquele lugar. Ele cavalga lentamente, indo para frente, com seu rosto triste. Yuri, alguns cavaleiros e Otaviano se aproximam. O rei se apresenta como Eduardo, o Forte. Em seguida, após se apresentar, começa a conversar diretamente com Otaviano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Eduardo, espero uma rendição tranquila.&lt;br/&gt;Eduardo: — Não há outra alternativa. De qualquer forma, sou o rei apenas desta cidade, e devo obediência a Leandro, o Violento. Ele é o rei supremo. Ou era&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Porque “era”?&lt;br/&gt;Eduardo: — Os cavaleiros das praias. Eles são loucos&amp;#8230; Não evoluíram em quase nada&amp;#8230; Talvez por isso ninguém os enfrentava. Não faziam diferença.&lt;br/&gt;Otaviano: — Não?&lt;br/&gt;Eduardo: — Viviam como nômades, a cavalo. Fizeram um grande exército montado com armas obsoletas. Subestimávamos eles.&lt;br/&gt;Otaviano: — Grande exército? São quantos homens?&lt;br/&gt;Eduardo: — Ao que se sabe, aproximadamente cinco mil homens, ou talvez até mais.&lt;br/&gt;Otaviano: — Continue falando&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro turno termina interrompendo a conversa. Otaviano vai como sempre à cozinha. Come alguma coisa, bebe água e fica pensando em tudo isso. Cinco mil homens, por mais que possuíssem armas obsoletas, seriam poderosos. O número é muito alto, e ainda por cima a cavalo! Após meia hora, de volta ao mundo virtual, eles continuam conversando do ponto onde pararam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eduardo: — Como eu estava dizendo, são cinco mil homens&amp;#8230; Eles partiram em direção a grande capital.&lt;br/&gt;Otaviano: — Grande e murada certo?&lt;br/&gt;Eduardo: — Não. Os nossos tijolos foram todos para o enorme palácio. Por isso somos uma civilização antiga e não mais apenas homens pré-históricos. Mas Otaviano, sob seu domínio voltaremos ao estágio anterior. Porém os homens a&lt;br/&gt;cavalo evoluirão amanhã de manhã caso tenham mesmo tomado nossa grande capital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Yuri que estava apenas ouvindo fala:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Esta cidade já está tomada. Vamos manter este rei como líder dela e avançar. Concorda Otaviano?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. Tomara que a batalha tenha sido sangrenta para todos eles! Quem sabe será tudo muito fácil para nós.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eduardo começa a contar sobre os homens que mandou ao campo de batalha:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eduardo: — Mandei cerca de setecentos homens. A grande maioria com lanças compridas e escudos que protegiam quase todo o corpo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — E quanto militares tinha a capital da civilização da qual você fazia parte?&lt;br/&gt;Eduardo: — Cerca de três mil. Mas as outras cidades que fazem parte do reino devem ter mandado homens para lá também.&lt;br/&gt;Otaviano: — Quantas cidades?&lt;br/&gt;Eduardo: — Oito cidades.&lt;br/&gt;Otaviano: — Oito?&lt;br/&gt;Eduardo: — Sim, porém todas pequenas. Menores que a minha. Esta é a segunda maior cidade do reino.&lt;br/&gt;Otaviano: — Nossas mulheres, crianças e curandeiros permanecerão aqui. Nós iremos avançar. Em quanto tempo chego na capital?&lt;br/&gt;Eduardo: — Vinte minutos. É só seguir o rio. Mas antes de ir, equipe melhor seus homens. Temos bons capacetes, alguns arcos, lanças e outros equipamentos aqui. Uma de nossas cidades extrai metal e fabrica tudo isso. Nosso estoque de armaduras seria para equipar nossos novos cidadãos amanhã, mas vocês poderão usá-las. Se os cavaleiros tivessem atacado esta cidade, certamente já teriam me matado. Eles eliminam os líderes das cidades que invadem. Devo dizer mais uma coisa.&lt;br/&gt;Otaviano: — Diga.&lt;br/&gt;Eduardo: — Entre nossa cidade e a capital existe uma outra cidade, cheia de pescadores, muito pequena, e sem muros. Acredito que vocês não encontrarão resistência. Mas não posso afirmar com toda a certeza.&lt;br/&gt;Otaviano: — Obrigado pelas informações rei Eduardo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano e Yuri preparam seu exército e seguem rumo a capital. O ambiente semiárido vai ficando com um aspecto quase totalmente desértico. A pequena vegetação cobre principalmente a beira do rio. Eles avistam a pequena cidade&lt;br/&gt;de pescadores, que continua sua vida normal. Em seguida entram lá, sem encontrar resistência alguma, como fora previsto. É possível ver fumaça na capital inimiga. O rei da cidade dos pescadores continua sendo o rei. Otaviano o poupa. O rei agradece e diz que a capital, que se avista ao longe, foi tomada:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Hoje os cavaleiros tem sob domínio uma capital. Amanhã eles comandarão esta região inteira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano retruca:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Não comandarão nada. Não se depender de mim!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então ele olha para seus homens e grita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Atenção guerreiros! Temos uma capital a tomar! Avançar!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos o seguem prontamente. Uma grande batalha está prestes a acontecer. Yuri grita a seus guerreiros:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Formação anti cavalaria!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As centenas de guerreiros avançam sem parar, marchando rapidamente. Teriam certamente vantagem contra os cavaleiros inimigos se entrassem na cidade, mas isso provavelmente não ocorrerá. Todos torcem para que a batalha entre os guerreiros da capital contra os milhares de cavaleiros tenha sido de igual para a igual, para que, seja qual for a força que tenha vencido, ela esteja totalmente debilitada e em pequeno número. Já não tão distantes da cidade, um cavaleiro solitário sem espadas ou lanças corre em direção a formação militar de Otaviano. Esta formação é composta por uma primeira linha de cento e cinquenta lanceiros, uma segunda linha de arqueiros, e depois um terceira linha de arqueiros de elite. Ao fundo estão todos os quase cinquenta cavaleiros. Otaviano se posiciona a frente para conversar e negociar com o inimigo que diz chamar-se Guilherme. Guilherme&lt;br/&gt;carrega em seu semblante um ar de superioridade, porém também demonstra calma, enquanto Otaviano se mostra desafiador:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Olá Guilherme. Então vamos negociar sua rendição?&lt;br/&gt;Guilherme: — Nossa rendição? Não me faça rir!&lt;br/&gt;Otaviano: — Vocês enfrentaram uma dura batalha para conquistar a capital, não são muitos, ou são?&lt;br/&gt;Guilherme: — Somos mais de três mil.&lt;br/&gt;Otaviano: — Duvido muito.&lt;br/&gt;Guilherme: — Quer pagar pra ver?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com um pouco de medo, Otaviano resolve tentar mentir:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Dois mil homens estão vindo e chegarão aqui amanhã, vocês não sobreviverão.&lt;br/&gt;Guilherme: — Não seja tolo&amp;#8230; Você é muito burro não é mesmo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Você vem sozinho, fica frente a frente com centenas de guerreiros inimigos e me chama de burro? De burro!&lt;br/&gt;Guilherme: — Vim negociar sua rendição. Não parece ser inteligente de sua parte tentar tomar nossa capital. Nós acabamos de conquistá-la e nosso inimigo não resistiu, mesmo chamando reforços de várias outras cidades!&lt;br/&gt;Otaviano: — Cidades estas que serão minhas em breve!&lt;br/&gt;Guilherme: — E sua tribo tem muitas cidades?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, temos muitas, duas conquistei hoje mesmo!&lt;br/&gt;Guilherme: — Acredito que sejam as mesmas cidades que mandaram todos os seus guerreiros para nos combater na capital&amp;#8230; Você se vangloria de invadir cidades sem exército?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim me vanglorio. E não tenho tempo a perder.&lt;br/&gt;Guilherme: — Está bem, vou retornar a capital. Se vemos em combate. Espero que tenha dignidade e não me mate durante o meu retorno. Ou são covardes pra matar&lt;br/&gt;um homem desarmado?&lt;br/&gt;Otaviano: — Se existem covardes por aqui são vocês.&lt;br/&gt;Guilherme: — Veremos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Guilherme retorna para dar o aviso ao seu líder. Minutos depois, cerca de mil e trezentos cavaleiros surgem no horizonte, lado a lado, saídos das ruas da capital recém tomada. Eles são muitos. Yuri e Otaviano, já um pouco distantes da cidade dos pescadores, passam a ter um conversa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Poderia ser pior.&lt;br/&gt;Yuri: — Mesmo assim, não é uma boa situação para nós.&lt;br/&gt;Otaviano: — São mais de mil.&lt;br/&gt;Yuri: — Sim. Nós somos cerca de trezentos mais ou menos. Não há como vencer. Se fosse em uma floresta densa pelo menos poderíamos tentar.&lt;br/&gt;Otaviano: — Talvez não consigamos vencer, mas se perdermos será de forma divertida.&lt;br/&gt;Yuri: — Eles estão se aproximando&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Faremos o seguinte. Os homens a pé ficarão aqui. Preparados para o enfrentamento. Nós a cavalo partiremos pelo lado, daremos a volta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Eles se dividirão em dois grupos. Isso facilitará para nossos lanceiros a pé que ficarão e para os cavaleiros que estarão conosco. Mas mesmo assim&amp;#8230; o que será de nós?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não sei. Vamos invadir a cidade a cavalo. Lá teremos mais chances.&lt;br/&gt;Yuri: — Tomar o palácio?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, aquele lugar deve estar muito desprotegido. Eles são especialistas em cavalos, não devem ter homens dentro do palácio, apenas a sua volta.&lt;br/&gt;Yuri: — Então vamos tentar!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após a curta conversa, Yuri dá as ordens a seus homens. Os cavaleiros inimigos se aproximam. Os quase cinquenta cavaleiros de Otaviano partem em grupo pelas laterais, e se distanciam dos guerreiros a pé. Os cavaleiros inimigos se dividem.&lt;br/&gt;Eles mandam apenas duzentos cavaleiros armados com lanças perseguirem Otaviano, Yuri e seus cavaleiros. Acreditam que vão tentar cercá-los, mas se surpreendem ao ver que Otaviano ruma a capital. Mesmo assim, são duzentos&lt;br/&gt;contra cinquenta. Os milhares de cavaleiros inimigos vão se aproximando dos homens a pé. O único som no ambiente é o das patas dos cavalos. Quando então a primeira chuva de flechas é lançada. Os arqueiros de elite derrubam alguns&lt;br/&gt;cavaleiros e preparam para lançar a segunda chuva de flechais mortais. É o que acontece. Desta vez ainda mais cavaleiros são derrubados. Enquanto isso Otaviano e Yuri continuam rumo a capital, perseguidos pelos duzentos lanceiros.&lt;br/&gt;Agora, os cerca de mil cavaleiros que se aproximam dos homens a pé, e já estão muito próximos da formação. Todos os arqueiros, tanto os de elite quanto os que possuem equipamentos mais simples lançam sua penúltima saraivada. Em seguida lançam a ultima, jogam seus arcos no chão, pegam suas armas curtas e se preparam para o confronto corpo a corpo. Atingiram um bom número de cavaleiros,&lt;br/&gt;mas eles ainda são a maioria. Não há como vencê-los. Eles sabem disso. Os lanceiros a pé que estão lado a lado correm em direção aos cavaleiros. Então de ambos os lados, todos começam a gritar. É o grito de guerra. O som é impressionante. Os cavaleiros começam a atropelar uns lanceiros, e atingir alguns outros com suas próprias lanças. Por sua vez, os lanceiros da tribo de Otaviano, mesmo a pé, também acertam alguns cavaleiros e até cavalos. Os arqueiros partem&lt;br/&gt;com suas adagas lutando sem chances de vitória. Em poucos minutos tudo acaba. Sobram aproximadamente seiscentos e cinquenta cavaleiros inimigos em campo de combate. Os homens treinados por Yuri conseguiram inferir um grande número de baixas ao inimigo, mas mesmo assim, foram derrotados. Eram muitos e violentos inimigos. Já próximos a cidade, Yuri manda os cavaleiros com arco se espalharem&lt;br/&gt;pela ruas. Os cavaleiros com lanças de Yuri recebem ordens de avançar rumo ao palácio. Assim o fazem. Para sua sorte, não há resistência. Os inimigos partiram todos rumos ao ambiente semidesértico, onde quase não há árvores. Eles pensaram que esmagariam o grupo de Otaviano facilmente. Isso de fato aconteceu, porém eles não imaginavam o tamanho da ousadia de Otaviano e Yuri. A cigarra começa&lt;br/&gt;a cantar. Faltam cinco minutos. Os cerca de seiscentos e cinquenta cavaleiros não chegaram a tempo para defender a capital e começam a montar acampamento próximo as margens do rio. Os duzentos cavaleiros inimigos entram na cidade. Os arqueiros montados de Otaviano atingem muitos lanceiros. Suas lanças não são armas tão eficazes dentro da cidade. Otaviano encontra trinta cavaleiros defendendo o palácio. Esses tem espadas curtas. A luta é terrível, mas Otaviano e Yuri são vitoriosos. Restam além deles, apenas outros seis cavaleiros que ficam do lado de fora do palácio. Otaviano desce de seu cavalo que está dentro da sala real e senta-se no trono do rei. Ele agora é o rei. Faltam vinte segundos para o fim do dia. Os lanceiros de Otaviano entram no palácio. Não há mais o que se fazer hoje. Eles dormem. Acaba o dia. Otaviano retira da cabeça seu VJ13 sem nem olhar sua classificação. Está feliz por ter chegado a Idade Antiga. Amanhã, com a capital em mãos, terá a escrita e um império com várias cidades. Porém ele sabe que não poderá desfrutar de tudo isso. Os inimigos são muitos. Os seiscentos cavaleiros irão dizimá-lo. Ele tem certeza disso. Amanhã de manhã, dentro do jogo, a primeira coisa a se fazer será tentar matar os cavaleiros inimigos que acordarão algum tempo depois, em desvantagem. Após isso, caso consigam acabar com todos, terão que fugir dali e tentar retornar a antiga Aldeia Principal ou escolher resistir com poucas chances de vitória. O confronto entre os cavaleiros inimigos e os antigos habitantes da capital foi terrível. Mataram todas as mulheres e também muitas crianças. Otaviano não sabe ao certo quantas crianças serão adultas amanhã, mas após exterminar os cavaleiros invasores, se possível, ele e Yuri irão tentar armar os novos habitantes, e se não der certo e forem poucos os habitantes adultos, então fugirão. Todos os novos habitantes deverão pegar os equipamentos dos invasores inimigos e tentar defender a cidade se esta estratégia for escolhida. Otaviano não tem muitas esperanças de que amanhã seja um bom dia no mundo virtual. Ele pega salgadinhos na geladeira, coloca no micro-ondas e posteriormente os come. Muito cansado deita-se em sua cama e dorme. É o fim do sexto dia de jogo.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32415028644</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32415028644</guid><pubDate>Thu, 27 Sep 2012 18:42:00 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 7</title><description>&lt;p&gt;Faltam dez minutos para nove horas da noite e Otaviano entra no mundo virtual. Uma voz pergunta o nome de sua civilização e após pensar um pouco, ele responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Reino da Destruição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A voz continua:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Muito bem Otaviano, o Poderoso, senhor do Reino da Destruição, você agora, como líder máximo de toda uma civilização que faz parte da história da humanidade, tem algumas vantagens. Além de ter mais força, ser mais rápido, tem também algumas capacidades extras, que só os comandantes de civilizações antigas tem. Você pode ver quantas vezes um jogador morreu e quantas vezes ele matou durante o jogo. Isso dificulta a vida de jogadores que nunca morreram, porque a inveja de líderes como você, pode fazer com que esses governantes os matem. Mas também pode facilitar suas escolhas. Para escolher um chefe militar, você&lt;br/&gt;poderá usar estes dados. Um jogador que nunca morreu e que matou muito, certamente é um poderoso guerreiro e poderá ser muito útil nas fileiras de seu exército. Ter o domínio da escrita lhe trará muitas vantagens. Você terá mapas&lt;br/&gt;cada vez mais detalhados a seu dispor. Bom jogo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano está agora em sua cidade. Ele e seus guerreiros se levantam trinta segundos antes de seus inimigos e começam a matar alguns cavaleiros invasores. Os poucos que sobram montam em seus cavalos e fogem. Otaviano e Yuri, lado a lado, perto da saída da capital, no começo da estrada que leva até a cidade dos pescadores, começam a conversar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Eles fugiram, mas retornarão.&lt;br/&gt;Yuri: — Sim. Irão se unir ao grupo de seiscentos cavaleiros que irá avançar em nossa direção.&lt;br/&gt;Otaviano: — É possível vê-los daqui.&lt;br/&gt;Yuri: — É. Não estão muito longe.&lt;br/&gt;Otaviano: — E estão parados.&lt;br/&gt;Yuri: — Não compreendo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu também não. Estão perdendo tempo.&lt;br/&gt;Yuri: — Eles sabem que invadir esta capital será fácil. Devem ter algum motivo para esperar.&lt;br/&gt;Otaviano: — E qual o motivo?&lt;br/&gt;Yuri: — Não sei senhor, mas acho que deveríamos aproveitar o tempo extra e conhecer as vantagens da escrita.&lt;br/&gt;Otaviano: — Tem razão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os dois retornaram ao palácio para conversar com os intelectuais da civilização. Um escriba se apresenta como Paulo e a pedido de Otaviano começa a falar sobre tudo o que ele sabe:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paulo: — Veja, estas são nossas placas de argila. Aqui esta registrada a história de nossa civilização. Vê aqui?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, está escrito que a civilização passa a se chamar Reino da Destruição, comandada por Otaviano, o Poderoso.&lt;br/&gt;Paulo: — Exato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem dar muita atenção as pequenas placas de argila, Otaviano olha para a imensa parede do grande comodo em que estão:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Aquilo&amp;#8230; Aquilo é o que parece ser? É o que eu penso que é?&lt;br/&gt;Paulo: — Se você pensa que aquilo é um mapa, então é.&lt;br/&gt;Otaviano: — Não acredito! É ótimo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Impressionado, Yuri, sendo o chefe militar, vê muita utilidade e começa a fazer perguntas a Paulo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Também não posso acreditar! Isso é muito útil! Nosso mundo conhecido até agora é cercado por águas marítimas! Olha! O rio, a capital, impressionante! Mas o mapa parece incompleto, o que está além dali? Vivemos em uma grande e estreita península? É isso? Ou é uma ilha?&lt;br/&gt;Paulo: — Não sabemos. Este é o nosso mundo conhecido até agora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com um pouco de decepção e muita curiosidade, Yuri continua:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Que pena que não conhecemos muito de nosso mundo.&lt;br/&gt;Paulo: — Infelizmente o mapa representa apenas a extensão de terra conhecida pelos membros da civilização. Estes pontos representam nossas cidades. O mapa muda automaticamente de um dia de jogo para o outro, mostrando a evolução das conquistas, das perdas territoriais e das novas regiões que foram desbravadas.&lt;br/&gt;Yuri: — Interessante&amp;#8230;&lt;br/&gt;Paulo: — Quando perdemos nossa área de domínio, a coloração que representa nosso território no mapa diminui, mas o trecho conhecido por nós continua o mesmo. Quando conhecemos novas regiões, elas aparecem no mapa no outro dia, independente de quem as governe.&lt;br/&gt;Yuri: — Muito bom. O que é esta ilha?&lt;br/&gt;Paulo: — Como vê temos uma cidade aqui, no fim da península, se é que vivemos em uma. Nesta cidade temos barcos. Mandamos um navegar neste rumo, veja. Encontramos este pedaço de terra. Também não sabemos se é uma ilha ou um continente, mas sabemos que lá há uma civilização bem avançada, talvez mais do que nós.&lt;br/&gt;Yuri: — Muito interessante. Como é bom poder localizar onde se vive! Tudo fica mais fácil. Agora é bem mais simples montar novas estratégias. Pena que nosso exército foi aniquilado.&lt;br/&gt;Paulo: — Sim, infelizmente tudo está perdido. A não ser&amp;#8230;&lt;br/&gt;Yuri: — A não ser que ofereçamos uma rendição.&lt;br/&gt;Paulo: — Esta é a única opção agora. Digo isso porque sei que eles são muitos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Otaviano fala:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Acho que me matarão.&lt;br/&gt;Paulo: — Não meu senhor, você pode mandar uma mensagem a eles.&lt;br/&gt;Otaviano: — Uma mensagem escrita?&lt;br/&gt;Paulo: — Não. Temos que deixar por pelo menos trinta minutos secar a argila escrita. O tempo que demora para a mensagem secar é uma forma de representar no jogo o tempo que demorava antigamente para uma tábua ficar pronta. Na vida real, uma tábua de argila demorava cerca de uma semana para secar e&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem paciência e com pressa, Otaviano o interrompe:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Vou mandar um mensageiro avisar nossa rendição. Então vou me exilar na porção de terra onde fica este outro império.&lt;br/&gt;Paulo: — Tudo bem, eu vou ficar aqui. Eles precisarão de mim, eu sou um escriba, serei útil. Posso permanecer por aqui?&lt;br/&gt;Otaviano: — Se eu te matar e destruir esse lugar eu dificultaria o progresso deles. Mas não farei isso. Te deixarei viver.&lt;br/&gt;Paulo: — Obrigado senhor.&lt;br/&gt;Otaviano: — Porém quero algo em troca.&lt;br/&gt;Paulo: — Sim senhor. O que quiser.&lt;br/&gt;Otaviano: — Faça rápido uma tábua com uma miniatura do mapa. Vocês já entraram em contato com a civilização que fica na tal porção de terra além do mar?&lt;br/&gt;Paulo: — Não, nossos barcos avistaram a terra mas não foram até lá.&lt;br/&gt;Otaviano: — E eles já vieram até aqui?&lt;br/&gt;Paulo: — Parece que não são bons navegadores. Acho que concentram seus esforços em outras áreas. Ao que se sabe, o ambiente lá é mais desértico que aqui. Foi o que pareceu segundo nossos navegadores. Então não devem ter muita madeira disponível para construir barcos grandes. Não é tão longe, mas um barco muito pequeno não conseguiria atravessar essas águas.&lt;br/&gt;Otaviano: — Então faça a placa de argila com o mapa. Tomara que sobre tempo para mim fugir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um homem entra no comodo e avisa que os cavaleiros estão ainda parados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Vá logo Paulo.&lt;br/&gt;Paulo: — Sim senhor. Mas preciso falar mais uma coisa.&lt;br/&gt;Otaviano: — Seja rápido!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com muita velocidade, Paulo seleciona um das placas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paulo: — Está vendo esta placa aqui.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. O que é?&lt;br/&gt;Paulo: — Nela estão registrado conhecimentos de navegação.&lt;br/&gt;Otaviano: — Tenho que as ler?&lt;br/&gt;Paulo: — Não. Ao carregá-las você ganha o conhecimento de forma automática.&lt;br/&gt;Otaviano: — Excelente. Agora ao trabalho.&lt;br/&gt;Paulo: — Sim, meu rei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri acha muito estranho que seus inimigos ainda não tenham vindo em direção a capital. Algo fora do normal está acontecendo. Após se passar um bom tempo, é possível se avistar ao longe um cavaleiro vindo da direção inimiga. É um mensageiro que já conhecido&amp;#8230; Guilherme. Desta vez ele não trás consigo seu típico ar de superioridade. Ele entra em uma nova negociação com Otaviano, que agora é senhor do Reino da Destruição. Guilherme olha para Otaviano. Seu rosto está pálido, seus pulmões ofegantes e sua voz tremula. Parece estar com medo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Guilherme: — Não temos muito tempo. Vou falar, e vai ser rápido.&lt;br/&gt;Otaviano: — Diga. O que quer?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar ter como certa, ou uma derrota ou uma rendição, Otaviano mantém uma postura de vencedor. Ele quase se rendeu a tribo de cavaleiros de Guilherme, mas resolveu esperar um pouco. Guilherme aparentava muito medo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Guilherme: — Eles estão vindo. Não temos muito tempo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Eles quem?&lt;br/&gt;Guilherme: — Cavaleiros, como os de minha tribo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Outra tribo?&lt;br/&gt;Guilherme: — Sim, eles estão bem equipados. Fazem parte de uma civilização antiga. É uma nação imensa. Estão tomando várias cidades. Certamente já tomaram as suas antigas aldeias. Eles estão vindo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Que pena. Eu não quero acreditar nisso. Sabe, se tivéssemos vencido iriamos mandar algo bom para aquelas cidades. Amanda e Leonardo estavam nos esperando.&lt;br/&gt;Guilherme: — Não importa mais quem foram Amanda e Leonardo. Eles já devem ter sido mortos e suas cidades destruídas.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mas quantos são? Quantos cavaleiros inimigos?&lt;br/&gt;Guilherme: — Mais de dez mil! Cinco mil se posicionaram na frente. Eles vem destruindo tudo. Atropelam o inimigo sem piedade. Atrás, eles trazem mulheres e crianças além de equipamentos para montar acampamento. Eles vão tomando as cidades que encontram e povoado-as. Assimilam a população local, mas matam seus líderes e seus habitantes que ocupam importantes cargos. Pelo menos foi isso&lt;br/&gt;o que um mensageiro deles que veio a frente falou para nós.&lt;br/&gt;Otaviano: — E como vocês acreditaram no mensageiro?&lt;br/&gt;Guilherme: — Inicialmente não acreditamos. Porém&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acaba o primeiro turno. Otaviano não entende o que está acontecendo. De uma hora pra outra suas esperanças retornam. Sozinho dentro de seu quarto, começa a pensar se não seria possível vencer seus novos oponentes. Daria tempo para construir muralhas? Elas bastariam para protegê-los dos dez mil cavaleiros? Seria melhor construir torres? Após a meia hora de descanso passar, ele retorna ao jogo cheio de dúvidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Como vocês acreditaram neles?&lt;br/&gt;Guilherme: — Mandamos dez cavaleiros acompanhar o mensageiro inimigo. Nossos cavaleiros mataram o mensageiro durante a jornada de volta e tomaram outro caminho. Subiram em um morro não muito alto e puderam ver&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Eram muitos de fato?&lt;br/&gt;Guilherme: — Se não fossem, já teríamos tomado sua capital. Não tenha dúvidas.&lt;br/&gt;Otaviano: — Vamos negociar então.&lt;br/&gt;Guilherme: — É simples. Nosso líder quer um cargo importante. Ele quer ser o líder militar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Yuri, que está junto a eles responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Por mim tudo bem.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mas você tem certeza? Quer perder seu grande cargo? Você é um bom líder militar!&lt;br/&gt;Yuri: — O governante desses cavaleiros desesperados deve ser também. Eles estão se agarrando na única chance que tem de vencer.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mas você continuará sendo meu braço direito. Tenha certeza disso. Admiro sua atitude Yuri.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Guilherme ousa discordar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Guilherme: — Acho que seu braço direito será o nosso grande líder agora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano então retruca:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Eu sou seu grande líder a partir deste momento! Mas tudo bem&amp;#8230; Meu braço direito é&amp;#8230; Qual o nome de meu novo braço direito? Qual o nome dele?&lt;br/&gt;Guilherme: — Você não irá acreditar&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Como assim?&lt;br/&gt;Guilherme: — “Ele”&amp;#8230; Se chama&amp;#8230; Roxane.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora Otaviano e Yuri estão perplexos e a conversa entre os três homens continua:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Roxane?&lt;br/&gt;Otaviano: — Uma mulher?&lt;br/&gt;Guilherme: — Exatamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com tristeza Yuri lamenta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Que ótimo&amp;#8230; Vou perder meu cargo para uma mulher&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Pois é Yuri. Você é uma decepção sabe. Se tivesse sido um líder militar melhor&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Yuri interrompe-o:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Como assim um melhor líder militar? Você está brincando comigo? Eu fiz o melhor possível até agora! Duvido que outra pessoa no meu lugar&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desta vez, Yuri é interrompido por Guilherme:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Guilherme: — Acredito que Otaviano esteja brincando Yuri&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano começa a gargalhar e acalma Yuri:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Sabe Yuri, é muito complicado perder um cargo que se gosta&amp;#8230; Mas saiba que eu estou brincando! Você é ótimo, por isso continuará ao meu lado me auxiliando. Vamos lutar lado a lado até a morte!&lt;br/&gt;Yuri: — Está bem senhor.&lt;br/&gt;Guilherme: — Esta conversa está se estendendo demais. Vou avisar Roxane e seu exército pra que venham até aqui.&lt;br/&gt;Otaviano: — Vá Guilherme, estaremos esperando. Vamos todos lutar dentro da cidade. A cavalaria inimiga estará em desvantagem aqui. Se der tempo construiremos torres e talvez até muros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Guilherme corre com seu cavalo em direção a Roxane e Yuri continua a conversa com Otaviano:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Eu gostava da liderança militar.&lt;br/&gt;Otaviano: — Não se preocupe. Acho que não há como vencermos nossos invasores se eles são tantos quanto dizem. Mas mesmo assim eu tenho um plano.&lt;br/&gt;Yuri: — Qual plano senhor?&lt;br/&gt;Otaviano: — Vamos fugir.&lt;br/&gt;Yuri: — Pra onde? Pra porção de terra que fica além do mar?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. Mas antes vamos convidar Guilherme e Roxane para nos acompanhar.&lt;br/&gt;Yuri: — E quanto aos outros?&lt;br/&gt;Otaviano: — Vamos entregar a liderança para alguém que esteja disposto a lutar até a morte. Em troca receberemos o exílio&amp;#8230; Sei lá&amp;#8230; Eu estou muito confuso.&lt;br/&gt;Yuri: — Eu também. Vamos esperar Roxane.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, vamos tomar nossa decisão depois de conversar com ela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após pensar por alguns segundos, Otaviano dá ordens a Yuri:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Tenho ordens para você.&lt;br/&gt;Yuri: — E quais são?&lt;br/&gt;Otaviano: — Coloque nosso plano de fuga em prática. Vá até a cidade onde fabricaram o barco que descobriu as terras além do mar.&lt;br/&gt;Yuri: — Já sei qual será o aviso a eles&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Para que construam um barco.&lt;br/&gt;Yuri: — Como eu imaginava. Já estou indo!&lt;br/&gt;Otaviano: — Espere.&lt;br/&gt;Yuri: — O que senhor?&lt;br/&gt;Otaviano: — Quero que construam o maior barco que já fizeram até agora. Vamos levar nossos cavalos conosco e muito mais.&lt;br/&gt;Yuri: — Sim senhor. Estou indo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano fica sozinho, pensando sobre seu futuro. Ele olha as torres que mandou construir em meio a este dia confuso. Elas estão crescendo e até o fim do dia estarão prontas. Após alguns minutos olha pra frente e vê centenas de cavaleiros vindo em sua direção. Os cavaleiros chegam na cidade e passam por ele ignorando-o. É uma cena inacreditável. Eles ocupam todas as ruas. Roxane então agora está na sua frente:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Roxane: — Então você é meu líder agora?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, sou eu. Mas não entendo o que está acontecendo. Eu estava dando como perdida a batalha que teria contra teu exército.&lt;br/&gt;Roxane: — Você reconhece que não teria nenhuma chance contra mim não é mesmo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu realmente não teria chance. Mas de qualquer forma algo terrível caminha em nossa direção&amp;#8230;&lt;br/&gt;Roxane: — Acho que não há como vencê-los.&lt;br/&gt;Otaviano: — Veja as torres. Elas estarão prontas até pouco antes do anoitecer, não sei se nossos inimigos chegarão aqui antes de elas ficarem prontas.&lt;br/&gt;Roxane: — Não chegarão. Eles estão acampados na cidade dos pescadores. Atacarão na próxima manhã.&lt;br/&gt;Otaviano: — Tenho um plano de fuga. Poderemos levar nosso mapa para uma civilização que fica além de nosso mar e entregá-lo de presente a esta civilização que encontrarmos.&lt;br/&gt;Roxane: — Existe mesmo uma outra civilização naquela direção?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. Mandei construírem um grande barco. Eu, você e Yuri poderemos ir. Talvez nos aceitem lá.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Roxane: — É um bom plano. Mas quero levar mais gente comigo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu também quero. Vai ter espaço para bastante gente. Paulo nosso escriba está pensando em ficar. Ele acredita que nossos inimigos precisarão dele. Mas eu queria levá-lo comigo. Vou tentar convencê-lo a ir.&lt;br/&gt;Roxane: — Talvez ele fique. Soube que nossos inimigos, assim como eu, matam os líderes das cidades que conquistam, mas os escribas eles certamente poupariam.&lt;br/&gt;Otaviano: — Então iremos eu, você, Yuri, talvez o escriba Paulo e quem mais?&lt;br/&gt;Roxane: — Guilherme, Márcio e Iago.&lt;br/&gt;Otaviano: — Márcio e Iago?&lt;br/&gt;Roxane: — Márcio era nosso curandeiro, mas agora é mais líder religioso, já que somos parte de uma verdadeira civilização, e Iago assim como Guilherme é um bom mensageiro. A população não irá se rebelar diante de nossa fuga? Iremos abandoná-los a própria sorte&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Tem razão. Então vamos partir dando a desculpa de que o motivo da viagem é fazer aliança com o povo desconhecido.&lt;br/&gt;Roxane: — Não é má idéia!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O tempo passa e está quase acabando o dia. Otaviano chama Paulo para uma ultima conversa antes de acabar o dia:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Você então quer fazer parte do povo inimigo Paulo?&lt;br/&gt;Paulo: — Não resta outra opção não é mesmo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não quer fugir conosco?&lt;br/&gt;Paulo: — Vai ter espaço para mim?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. Se você quiser se juntar a nós, será bem vindo. Acho que não haverá como vencer. Yuri observará a batalha a distancia enquanto nós estivermos na cidade portuária.&lt;br/&gt;Paulo: — Entendo. E ele irá até o navio avisar o resultado, que provavelmente será negativo&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Exatamente!&lt;br/&gt;Paulo: — Bom&amp;#8230; Então&amp;#8230; Eu vou com vocês! Quero viajar e conhecer novas culturas! Vou sobreviver, e é o que importa!&lt;br/&gt;Otaviano: — Mais calma. Não sabemos qual será a reação do povo que encontrarmos.&lt;br/&gt;Paulo: — De qualquer forma está decidido! Eu vou!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos os escolhidos então viajam a cidade portuária. O tempo passa, está quase anoitecendo, mas eles chegam lá antes de acabar o dia de jogo. Otaviano se mantém por mais um dia como líder de uma o civilização antiga. Mas amanhã provavelmente não terá tanta sorte quanto hoje. Dúvidas passam por sua cabeça misturadas aos seus pensamentos sobre sua prova de domingo. Amanhã é sexta-feira e em poucos dias ele fará uma importante prova. Seu vestibular se aproxima muito. Seus próximos anos serão decididos em breve. Além da prova em Pato Branco no domingo, ele também fará provas para tentar entrar em outras universidades. No final do mês de novembro fará prova em Palmas mesmo, e no começo de dezembro fará provas em Chapecó, no estado vizinho de Santa Catarina. Também fará um vestibular em Maringá, no norte do Paraná. Maringá é&lt;br/&gt;uma enorme cidade, a terceira maior do Paraná, com uma região metropolitana de aproximadamente dois milhões e meio de habitantes. Fica próxima de Londrina, outra importante cidade paranaense, porém um pouco maior, com uma região metropolitana de cerca de três milhões de habitantes. O ano de 2097, que está em seus últimos meses, é muito importante para Otaviano. Ele se deita e dorme pensando em que cidade viverá ano que vem&amp;#8230;&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32414397576</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32414397576</guid><pubDate>Thu, 27 Sep 2012 18:33:11 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 8</title><description>&lt;p&gt;É sexta-feira. Otaviano já está jogando &amp;#8220;Governo Solar: Evolução &amp;amp; Poder&amp;#8221;. Yuri parte em direção a capital. Cavalga rapidamente. Otaviano e os outros se mantém próximos do grande barco que está quase pronto. Uma hora depois Yuri está de volta e grita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vamos! É hora de partir! Eles chegarão amanhã. Devemos fazer alianças!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com voz baixa e bem próximo a Yuri, Otaviano pergunta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Yuri, e então?&lt;br/&gt;Yuri: — Eles são muitos, milhares mesmo. Estão vindo em nossa direção e chegarão em alguns minutos. Temos que partir logo. Roxane dá ordens aos poucos guerreiros que protegem a cidade:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Retornaremos até amanhã, lembrem-se de lutar sem medo! Não se rendam! Nunca!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os coitados nem imaginam que na verdade estão sendo abandonados a própria sorte. O barco parte em direção a civilização desconhecida. Consigo levam apenas um cavalo. Resolveram abandonar os outros animais para levar mais comida. A viagem será muito longa. Otaviano, Yuri, Paulo, Roxane, Guilherme, Márcio e Iago. Todos eles estão agora literalmente no mesmo barco, e Otaviano e Roxane estão&lt;br/&gt;totalmente insatisfeitos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — O que vai ser de nós?&lt;br/&gt;Roxane: — Não sei&amp;#8230; Sabe de uma coisa, pelo menos você conseguiu liderar uma civilização por algum tempo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. Pena que não foi por muito&amp;#8230;&lt;br/&gt;Roxane: — Não reclame, você fez o que pode.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano olha para a magra loira de olhos verdes claros e melancolicamente responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Sim, eu fiz o que pude. Pena que eu não pude muito.&lt;br/&gt;Roxane: — Você acha que vão afundar nosso barco?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não, claro que não. Nosso barco é de transporte, eles não nos afundariam.&lt;br/&gt;Roxane: — Seria bom se eles nos dessem cargos elevados.&lt;br/&gt;Otaviano: — Acho que as tábuas de argila vão nos garantir alguma coisa.&lt;br/&gt;Roxane: — Espero que sim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A conversa é interrompida por um grito de dor. Guilherme, Márcio e Iago retiraram de dentro de suas roupas pequenas adagas. Paulo estava morto. Eles partiram na direção de Yuri. São agora três contra três. Mas Guilherme e seus parceiros estão em vantagem porque tem adagas nas mãos. Otaviano pega um barril vazio, que por sorte estava próximo e arremessa em Iago. Yuri retira de dentro de um barril de tomates uma espada que havia deixado escondida para alguma emergência. Ele ataca Márcio que cai no chão sem vida. Roxane pega uma faca que havia deixado amarrada em sua perna e a joga em direção a Iago que cai no chão. Agora só falta acabar com Guilherme. Yuri se aproxima dele:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Então vocês queriam nos matar&amp;#8230;&lt;br/&gt;Guilherme: — Bom, quanto menos gente melhor não é?&lt;br/&gt;Yuri: — Sim, melhor&amp;#8230; Afinal dividir os nossos conhecimentos com o líder da nação que encontrarmos poderia nos trazer benefícios&amp;#8230;&lt;br/&gt;Guilherme: — Sim&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano não acredita no que vê. Yuri aponta sua espada para ele. Todos ficam em silêncio. Yuri então, sem desviar seus olhos de Roxane e Otaviano fala para Guilherme:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Acho que somos aliados agora.&lt;br/&gt;Guilherme: — Parece que sim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri então olha para Otaviano e começa a discursar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Desculpe Otaviano. Você já se posicionou bem demais na classificação sabe&amp;#8230; agora é minha vez!&lt;br/&gt;Guilherme: — Nossa vez.&lt;br/&gt;Yuri: — Sim Guilherme, nossa vez.&lt;br/&gt;Guilherme: — Esse barco só precisa de duas pessoas para seguir seu curso. Apenas duas pessoas são suficientes para comandar esta embarcação.&lt;br/&gt;Yuri: — Afinal de contas, o maior barco construído pelo frágil Reino da Destruição, até que não é tão grande assim&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Guilherme e Yuri riem descontroladamente. Roxane parece conformada com o que vê. Ela nunca confiou em ninguém no jogo, mas Otaviano pelo contrário, confiava em Yuri:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Você está maluco? Tá doido é?&lt;br/&gt;Yuri: — Sim, mas eu não “estou” doido. Eu sou doido!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Guilherme e Yuri continuam rindo sem parar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Qual é cara? Todos nós tínhamos combinado que não era para trazer armas a bordo.&lt;br/&gt;Yuri: — Parece que o único que cumpriu o trato foi você!&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu sou um bom jogador.&lt;br/&gt;Yuri: — Que bonzinho. Acho que talvez você vá para o paraíso dos jogadores digitais quando morrer!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então, com ainda mais risadas, Guilherme entra na conversa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Guilherme: — Essa foi muito boa Yuri.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda decepcionado Otaviano continua:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Você deveria jogar com um mínimo princípios&amp;#8230;&lt;br/&gt;Yuri: — Ninguém aqui é tão bom assim. Esqueceu das centenas de jogadores que ficaram para trás? Lutando sem chance alguma!&lt;br/&gt;Otaviano: — Está bem. Mas nós não tínhamos escolha. Agora temos. Podemos os quatro chegar em segurança e entregar nosso conhecimento ao líder da civilização que encontrarmos.&lt;br/&gt;Yuri: — Estou cansado de conversar, hora de brincar.&lt;br/&gt;Otaviano: — Então vamos brincar&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de parecer muito confiante, Otaviano corre para a proa do barco. Roxane não fica pra trás e o segue. Mas não há para onde fugir. Não há o que fazer. Então Otaviano pede para que o deixem falar antes de morrer e é atendido:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Guilherme: — Isso está cada vez melhor!&lt;br/&gt;Yuri: — Sim, está ótimo! Agora eles querem conversar, veja só&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Bom&amp;#8230; Roxane. O que você faz na vida real?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes de Roxane responder, Yuri interrompe a conversa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Esse papinho de querer saber o que a pessoa é na vida real de novo Otaviano?&lt;br/&gt;Otaviano: — Espera um pouco, qual é? Em nome das batalhas que lutamos juntos, vamos pelo menos conversar um pouco!&lt;br/&gt;Yuri: — Está bem&amp;#8230; Temos muito tempo até chegarmos lá mesmo e vocês não tem nenhuma chance contra nós.&lt;br/&gt;Otaviano: — E então Roxane?&lt;br/&gt;Roxane: — Eu curso medicina.&lt;br/&gt;Otaviano: — E quantos anos você tem? Mora aonde?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Achando ser uma estratégia de Otaviano para ganhar tempo, Roxane responde de forma insinuante:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Roxane: — Eu moro no Rio Grande dos Sul. Tenho vinte e dois aninhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano então a empurra. Ela cai de cara no chão. Guilherme e Yuri riem muito. Não conseguem parar de gargalhar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Roxane: — Que dor! Você é louco Otaviano?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sabe, você é muito bonitinha, mas mora em outro estado e também é muito mais velha que eu. Eu só tenho dezessete. Isso não teria chances de se tornar nada na vida real. Nem vou pegar seu endereço eletrônico&amp;#8230; Mata ela Yuri!&lt;br/&gt;Yuri então com um movimento brusco e inesperado atinge o pescoço de Guilherme e depois rapidamente afunda a espada no corpo de Roxane. Agora estavam apenas Otaviano e Yuri:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Bom, pelo que parece só restaram nós dois. Acho que continuaremos juntos nessa jornada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele olha para frente e vê Otaviano correr em direção a popa do barco. Otaviano pega uma das adagas de um dos jogadores mortos e encara Yuri.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Mesmo que você me mate, o que vai fazer? Navegar sem rumo é?&lt;br/&gt;Otaviano: — Acho que não estamos muito longe.&lt;br/&gt;Yuri: — Mas ainda não podemos ver terra nenhuma.&lt;br/&gt;Otaviano: — Dane-se.&lt;br/&gt;Yuri: — Você quer acabar comigo? Poderíamos nós dois continuarmos trabalhando juntos como era antes.&lt;br/&gt;Otaviano: — Não posso mais confiar em você.&lt;br/&gt;Yuri: — Isso de honra novamente?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. Vamos lutar.&lt;br/&gt;Yuri: — Eu prefiro você vivo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Olhe para trás. Terra á vista!&lt;br/&gt;Yuri: — Eu não vou cair nessa. Você está blefando. E se fosse verdade, seria um motivo para mim te matar.&lt;br/&gt;Otaviano: — É isso que você vai fazer então quando avistar terra?&lt;br/&gt;Yuri: — Bom, você me pegou&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Vem cá. vem? Vem cá! Não foi você que disse que era hora de brincar?&lt;br/&gt;Yuri: — Meu brinquedo é maior que o seu Otaviano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri exibe sua espada. Otaviano então se prepara e arremessa sua adaga. Ela está no ar, indo na direção de Yuri. Se acertá-lo Otaviano continua no jogo, se errar, seria um desastre. Otaviano não terá chances de lutar só com seus punhos contra Yuri, que carrega uma espada não muito longa, mas mesmo assim, suficiente para vencer sem muito esforço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Caramba!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri larga sua espada. Foi atingido exatamente no braço da mão que a carregava. Mas então a pega com a outra mão e se prepara para o combate.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Agora não está com seu melhor braço para lutar não é mesmo?&lt;br/&gt;Yuri: — Você não tem chance!&lt;br/&gt;Otaviano: — Minha chance está aumentando a cada segundo. Eu vou chegar em terra vivo!&lt;br/&gt;Yuri: — Duvido!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Yuri avança com ferocidade. Otaviano corre pelas laterais do grande barco e pega um rolo de corda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Vai fazer o que com isso? Se enforcar?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano então arremessa o rolo em direção a Yuri que facilmente se desvia. Otaviano corre pela outra lateral do barco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Volte aqui. — diz Yuri com muito rancor no coração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Tente me alcançar.&lt;br/&gt;Yuri: — Qual é o seu problema cara? Não brincou de pega-pega quando era criança?&lt;br/&gt;Otaviano: — E o seu problema, qual é? Seu braço está sangrando muito?&lt;br/&gt;Yuri: — Venha cá!&lt;br/&gt;Otaviano: — Veja só que cena ridícula. É tudo culpa sua!&lt;br/&gt;Yuri: — Cale a boca. Você matou a única mulher do grupo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Quem matou foi você.&lt;br/&gt;Yuri: — Você a empurrou para a morte. Não tive opção.&lt;br/&gt;Otaviano: — Gata ela não é mesmo? Seria bom se ela estivesse viva aqui no jogo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quanto mais o tempo passava, mais sangue escorria pelo braço de Yuri. A estratégia de Otaviano, por mais bizarra que fosse, estava dando certo. Yuri se cansou disso, respirou fundo, e partiu para sua ultima corrida com todas as&lt;br/&gt;forças que ainda tinha. Otaviano foge para a proa novamente, e depois retorna, correndo em direção a uma das adagas. Ele agora está armado. Sua curta adaga não é boa o bastante para lutar contra Yuri, principalmente sem um escudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri: — Acho que agente tem que parar com isso.&lt;br/&gt;Otaviano: — Cansado? Está doendo? Está fraco?&lt;br/&gt;Yuri: — Sim. Não vou aguentar muito. Não consigo correr.&lt;br/&gt;Otaviano: — Jogue sua espada no chão meu caro amigo&amp;#8230;&lt;br/&gt;Yuri: — Não!&lt;br/&gt;Otaviano: — Acho que vou ter que arremessar minha adaga em seu outro braço. Quem sabe eu até tenha sorte e acerte seu pescoço não é mesmo?&lt;br/&gt;Yuri: — Quem sabe você&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Yuri não consegue completar a frase e desmaia. Ele é morto e em seguida jogado ao mar assim como todos os outros corpos. Otaviano olha para os lados e só vê água. Agora o barco não pode ser controlado. Está sem rumo. Talvez até retorne de onde partiu. Não há como saber. O tempo passa. Acaba a primeira metade. Otaviano não está nem com fome, nem com sede. Ele se deita em sua cama e&lt;br/&gt;olhando para seu videogame começa a pensar no que irá acontecer. Sabe que passará muito tempo dentro do barco. Talvez não sobreviva. O seu descanso acaba e ele volta ao mundo virtual. Olha novamente para os lados e começa a&lt;br/&gt;pensar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Isso parece a vida real. Não dá para confiar em ninguém. De qualquer forma, melhor assim. Acho que ganharei a confiança do rei que encontrar pela frente. Isso se chegarem a me colocar frente a frente com o governante máximo de onde eu chegar. Mas eles terão curiosidade. Eu espero&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O tempo passa, Otaviano come e bebe o que há a bordo. Ele foi inteligente e trouxe no barco muitas variedades de sementes. Irá presentear quem encontrar pelo caminho. Talvez a vegetação de onde ele chegue seja bem diferente e eles gostem das plantas que carrega consigo. Talvez essas plantas não se adaptem ao clima local, ou talvez se adaptem. Quanto maior a diversidade de alimentos plantados mais forte é o povo de uma nação. Plantar muito em quantidade é essencial, mas plantar em variedade acaba sendo importante também, e não apenas para a saúde dos habitantes, mas inclusive para o comércio. Otaviano se senta e os minutos passam. A noite vai chegando. Ele se alimenta, e acaba o dia de jogo. Otaviano retira seu capacete e começa a pensar em voz alta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Mas que absurdo! Já poderíamos ter chegado lá. Sorte que nunca mais vou ver Yuri! O cara não tem inteligência nenhuma. Pra que ele foi fazer aquilo? Não consigo entender nenhum pouco o que se passava pela cabeça daquele cara&amp;#8230; Era um bom líder militar! Era confiável! Agora já era. Amanhã acho que vou acordar ainda vivo no barco. Mas não vou conseguir passar da metade do dia&amp;#8230; Ah, é melhor eu nem pensar nisso. Amanhã é outro dia, e quem sabe eu amanheça com o meu barco no litoral da civilização para a qual eu e aqueles estúpidos havíamos partido.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32271781434</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32271781434</guid><pubDate>Tue, 25 Sep 2012 15:12:05 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 9</title><description>&lt;p&gt;Amanhã será o grande dia para Otaviano. Ele revisa todo o conteúdo. Está preparado para a primeira prova de vestibular do ano. Mas ele agora não quer pensar em nenhuma prova. Tem que relaxar. O que quer que era para ter aprendido&lt;br/&gt;já aprendeu. Às nove horas da noite, sem sono e um pouco tenso, Otaviano começa a jogar. O totalmente ridículo dia de ontem parece não ter muito lugar em seus pensamentos. Otaviano nem se preocupa mais se vai ou não se posicionar bem na classificação. Perdeu seu império, seus aliados, mas nada disso importa. Tudo no que ele pensa é na prova de domingo. Após a habitual propaganda do refrigerante que patrocina o jogo, ele abre seus olhos, olha a sua volta, e percebe que está dentro do barco. Nota que o barco não balança. Está em terra! Ele se levanta e parece não acreditar no que vê. Índios se aproximam de seu barco.&lt;br/&gt;Eles correm em sua direção. Estão a uns quinhentos metros, correndo, com suas lanças e flechas em posição de combate. A morte parece certa. Mas Otaviano nem se preocupa com isso. Apesar de que sempre esperou que caso perdesse durante o jogo, fosse de forma mais interessante, em uma grande batalha e não desta forma. Mas o que ele pode fazer? A derrota se aproxima, os índios estão a duzentos e cinquenta metros e cada vez mais próximos. Otaviano sobe na proa de seu barco, ergue os braços fazendo sinal de que não quer lutar. Agora os índios apontam suas flechas em sua direção. Se quiserem podem terminar com isso já, seja com as lanças, seja com as flechas. Os guerreiros apontam suas lanças para ele, que não oferece resistência. Quando acha que seu fim chegou, é pego pelos braços e arrastado para fora do barco. Os índios começam a falar em uma língua que ele não entende e o levam para uma trilha em meio a floresta. Quando percebe já está dentro de uma aldeia. É uma tribo sedentária pouquíssimo evoluída. Mas são muitos índios. Centenas, talvez milhares. É uma enorme aldeia. A maior que já viu. Ele é levado próximo ao chefe da tribo e é jogado em sua frente. Os guerreiros aproximam suas lanças de seu pescoço. O chefe grita. Todos estavam festejando e cantando, mas repentinamente ficam calados. O chefe começa a falar. Otaviano não entende uma só palavra, mas mesmo assim tenta se apresentar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Eu sou Otaviano, o Poderoso! Vim de longe, meu barco&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então suas palavras são interrompidas pelo chefe. Os homens a sua volta o amarram e o jogam dentro de uma cabana de couro. Otaviano então desliga seu VJ13 e deixa seu personagem em modo de inteligência artificial. Então pega um livro e começa a estudar. Revisa o conteúdo, vai a cozinha, come qualquer coisa, bebe refrigerante. Inquieto com a prova de amanhã, começa a olhar para os lados. Seu pai, Alencar, se aproxima para conversar. Ele fala para que Otaviano não se preocupe com o dia de amanhã. Diz que serão várias provas até o fim do ano e que em uma delas Otaviano passará. E de qualquer forma mesmo que não passe,&lt;br/&gt;terá só meio ano para o vestibular de inverno. Poderá estudar muito. Otaviano concorda, diz boa noite e volta para seu quarto. São quase onze horas. Ele coloca de novo seu VJ13 na cabeça e quando acorda está desamarrado. Ele fica quieto&lt;br/&gt;e começa a ouvir o chefe, que está em sua frente:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Então, você veio em um grande barco não é mesmo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano fica perplexo, está compreendendo tudo! Por ter evoluído sua tribo para uma civilização antiga e por ter liderado uma nação, ele consegue aprender a falar línguas mais facilmente. Otaviano se lembra de Guilherme, o mensageiro e começa a pensar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Como Guilherme conversou comigo aquele dia? Mensageiros sabem as línguas das nações próximas automaticamente? Os meus mensageiros eram assim também?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então o chefe da tribo fala novamente e interrompe os pensamentos de Otaviano:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Você veio do grande barco não é mesmo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Otaviano pergunta o nome do chefe, que responde se chamar Grande Tigre Assassino:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Sim, eu vim do barco.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Fale mais sobre você.&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu&amp;#8230; Eu&amp;#8230; Eu liderava uma nação antiga. Tenho o conhecimento da escrita. Eu trouxe tábuas de argila. Lá trago algum conhecimento.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Eu domino toda esta ilha, mas não consegui evoluir minha tribo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Isso é um sério problema. As civilizações estão já bem evoluídas. Temos que construir casas melhores. Estas tendas são muito frágeis.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Concordo, mas não sabemos como.&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu sei meu senhor.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Fale mais sobre seu barco e sobre como veio parar aqui.&lt;br/&gt;Otaviano: — Minha civilização estava sendo destruída e atacada por um grande exército de cavaleiros. A derrota era certa, então eu reuni as pessoas que eu mais confiava e&amp;#8230;&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Fugiram de barco?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. Abandonamos nossa civilização a própria sorte.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Diga mais.&lt;br/&gt;Otaviano: — As pessoas que eu confiava&amp;#8230; Me traíram no meu barco. Nós estávamos em uma tripulação&amp;#8230; Senhor, antes de continuar a estória. Tenho sementes no barco, e um cavalo.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Pena que só trouxe um. É meu agora, mas vou dá-lo ao meu mensageiro. Você só trouxe um, não irá procriar&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Infelizmente não.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Em quantos vocês estavam no barco?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sete.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Sete! E como só sobrou você?&lt;br/&gt;Otaviano: — Começaram uns a matarem os outros. Só restou eu. Por mim nós iriamos chegar a nosso destino, uma porção de terra onde havia uma civilização bem avançada, aparentemente comparável a nossa ou até melhor. Mas eles acharam que quanto menos pessoas sobrevivessem, mais seriam elevados de cargo pelo rei que encontrassem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Entendo. Lutou muito bem então?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não. Tive mais sorte do que qualquer outra coisa. Tínhamos combinado de subir no barco sem armas, mas eu fui o único que cumpri o acordo. Mesmo assim eu sobrevivi. Sabe&amp;#8230; Eu poderia ficar horas contando como foi a luta no mar.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Acredito que não temos tempo a perder não é mesmo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Exatamente senhor. Eu suplico que não me mate.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Você é o novo líder de serviços. Comandará nossos trabalhadores. Acha que amanhã amanheceremos como civilização já?&lt;br/&gt;Otaviano: — Talvez. Somos muitos. Temos que construir um palácio. Não precisa ser muito grande.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Então ao trabalho!&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim senhor!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após a conversa, Otaviano pega suas placas de argila e as guarda na cabana do Grande Tigre Assassino. Começa então a construção do forno. Logo estará pronto. São muitos trabalhadores. A tribo tem guerreiros, que na prática não lutam mais. Toda a ilha é ocupada por eles e não há mais guerra por lá. São poucas aldeias. Após pronto o forno, então a olaria começa a funcionar. Os tijolos são feitos aos montes. O chefe da tribo fica espantado com a evolução. Otaviano pergunta se eles tem metais. Ele diz que não. Não conseguiram encontrar metais. Otaviano então chama alguns homens e os manda procurar em um determinado tipo de terreno. Pergunta se existe este tipo de lugar na ilha. Eles dizem que sim. Então partem em um grande grupo rumo as possíveis futuras minas. Eles vão, mas Otaviano fica. O Chefe da tribo o chama:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Estou satisfeito com seu trabalho. Amanhã teremos uma quantidade absurda de tijolos!&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, certamente. Construiremos um grande palácio! Acredito que deveríamos construir ali.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano aponta para um grande morro. É um lugar ideal. Além de todo cercado de formações rochosas, é também muito alto. Só existe um caminho para chegar no topo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Parece ser um bom lugar.&lt;br/&gt;Otaviano: — Vou mandar alguns homens irem até lá. Mas durante a construção, muitos irão morrer.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Isso não é problema. A população da tribo está crescendo demais. Somos muitas aldeias. Podemos mandar os personagens de inteligência artificial fazer o trabalho.&lt;br/&gt;Otaviano: — Ótimo. O transporte dos tijolos será difícil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vamos fazer uma grande muralha com muitas torres de pedra cercando a única parte do morro onde é possível chegar ao topo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Estou gostando disso.&lt;br/&gt;Otaviano: — Vamos fazer também alguns pedaços do palácio de pedra.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Sim, com uma grande torre certo? De pedra?&lt;br/&gt;Otaviano: — Exatamente. As bases da torre serão de pedra, mas a parte mais acima será de tijolos. A torre será do maior tamanho possível.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Excelente.&lt;br/&gt;Otaviano: — Amanhã o palácio estará pronto, e depois de amanhã o senhor será rei de uma civilização antiga.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Muito bom.&lt;br/&gt;Após se certificar de que a quantidade de tijolos é muito grande, Otaviano fala para o chefe:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Sabe, acredito que poderemos construir um palácio pequeno aqui mesmo. Amanhã, a maior parte dos homens irá construir o castelo no topo da montanha do qual estávamos falando, mas nossos equipamentos são muito ultrapassados. Nada de metal. Os equipamentos de metal só estarão prontos amanhã a tarde. Isso é um problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Que decepção, você me disse&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele é interrompido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Senhor, veja só, permita-me interrompê-lo.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Prossiga.&lt;br/&gt;Otaviano: — Pense bem. Com um palácio pequeno pronto, depois de amanhã o senhor será já líder de uma civilização e não mais de uma tribo.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Compreendo. E se só trabalharmos no grande castelo e ele não ficar pronto até o anoitecer de amanhã&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Então demorará mais um dia para o senhor passar a ser rei de uma civilização.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Tem razão.&lt;br/&gt;Otaviano: — E digo mais, o palácio nesta aldeia não será inútil.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Porque não?&lt;br/&gt;Otaviano: — Porque você deixará seus outros líderes satisfeitos, afinal eles terão seus próprios palácios. E digo mais. Quanto mais desenvolvidas as cidades de uma civilização, mais rápido esta civilização evolui. Temos que construir grandes palácios em todas as aldeias. E as que não forem a beira mar, deverão ser cercadas por muralhas.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Uma hora o inimigo chegará&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — E não demorarão muito. Acredito que não estamos longe, em distancia, das outras nações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Temos que evoluir nossas cidades costeiras certo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, precisamos construir barcos grandes.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Nosso trabalho será bem coordenado por você.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sua tribo é bem obediente, tudo está sendo fácil.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Sim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É noite, eles dormem. Otaviano está feliz. Não morreu e ainda tem um novo desafio nas mãos. Construir uma nova civilização será interessante. Amanhã de manhã pegará um ônibus em direção a Pato Branco. Será uma longa prova.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32271358795</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32271358795</guid><pubDate>Tue, 25 Sep 2012 15:02:28 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 10</title><description>&lt;p&gt;São oito horas e quarenta e cinco minutos da manhã. Otaviano acorda. Seu despertador está no volume máximo. O vestibular acontecerá em algumas horas. Otaviano prepara um café instantâneo e pega um pedaço de pão. Passa a manteiga e toma o café da manhã. Seus pais ainda estão dormindo. Alguns minutos depois Alencar seu pai, e Thaisa sua mãe acordam. Juntos os três conversam na cozinha:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Thaisa: — Está preocupado filho?&lt;br/&gt;Otaviano: — Muito!&lt;br/&gt;Alencar: — Não se preocupe meu filho, este não será o único vestibular do ano.&lt;br/&gt;Thaisa: — Você estudou muito, agente sabe disso.&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu sei, mas é difícil de mais passar.&lt;br/&gt;Alencar: — Mas não é impossível.&lt;br/&gt;Thaisa: — Você está tentando um curso concorrido. Mas tem a segunda opção. É boa também!&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu sei mãe.&lt;br/&gt;Alencar: — Outra coisa filho, se você não passar no curso de Administração de Empresas e passar na segunda opção de Tecnologia em Gestão de Micro e Pequenas Empresas, você se dará bem também!&lt;br/&gt;Thaisa: — Ouça seu pai Otaviano, é um curso bom, não é tão diferente de Administração. Esta faculdade é só de dois anos. A vantagem de cursar Administração é que, se por uma lado são quatro anos, por outro você se emprega&lt;br/&gt;bem rápido durante o estágio. Mas com Tecnologia em Gestão de Micro e Pequenas Empresas você termina antes e consegue fácil financiamento para abrir seu negócio.&lt;br/&gt;Otaviano: — Isso é verdade, os bancos priorizam quem tem conhecimento teórico, mas&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O pai de Otaviano nota o nervosismo contido de Otaviano e continua a tentar acalmá-lo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alencar: — Então? Tá assim por que? Está com dúvidas com relação ao curso escolhido?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não. Eu quero abrir minha empresa, mas e se eu não passar?&lt;br/&gt;Alencar: — Não se esqueça que estando em uma graduação da área empresarial, você, independente de qual dos dois cursos esteja matriculado, acaba tendo mais facilidade em conseguir o seu financiamento. Então apenas fique tranquilo. Você vai passar. Não são tão poucas vagas assim. Todo mundo faz um curso superior. Com você não será diferente.&lt;br/&gt;Thaisa: — É meu filho. Não se estresse.&lt;br/&gt;Otaviano: — Está bem.&lt;br/&gt;Alencar: — Você mora no Brasil poxa! É a terra da oportunidade!&lt;br/&gt;Thaisa: — Seu pai tem razão Otaviano. Você sabe quantas pessoas se mudam aqui pro Brasil todos os anos? Há várias décadas atrás, quando a imigração aumentou drasticamente, bom&amp;#8230; Você estudou história não é mesmo, então&amp;#8230; As cidades migratórias, elas cresceram muito. Sabe quantas novas cidades planejadas surgiram nas ultimas décadas? Dezenas!&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, lógico que eu sei disso mãe.&lt;br/&gt;Alencar: — E sabe quanto milhões de novos habitantes ganhamos nos últimos cinquenta anos?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, sim, milhões.&lt;br/&gt;Alencar: — Mais de cento e cinquenta milhões de habitantes se somaram aos duzentos e cinquenta milhões de habitantes que já haviam aqui! Somos quatrocentos milhões de brasileiros!&lt;br/&gt;Thaisa: — Filho, somos a terceira maior economia do mundo!&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, sim&amp;#8230;&lt;br/&gt;Alencar: — E mais, estamos muito próximos de ultrapassar os Estados Unidos! Só a China vai estar a nossa frente! Os analistas financeiros dizem que se continuarmos&lt;br/&gt;neste ritmo, até 2105 nós seremos a segunda maior economia do mundo. Do mundo!&lt;br/&gt;Otaviano: — É eu sei&amp;#8230; Eu sei&amp;#8230; Mas também&amp;#8230; Com a quantidade de imigrantes vindo pra cá&amp;#8230;&lt;br/&gt;Alencar: — Sim, graças a eles nossa economia está crescendo neste ritmo a tantos anos. Mas então meu filho!&lt;br/&gt;Otaviano: — Mas&amp;#8230;&lt;br/&gt;Alencar: — Não tem essa de &amp;#8220;Mas&amp;#8230;&amp;#8221;. Você sabe que com um bom plano de negócios não será complicado conseguir o empréstimo para abrir sua empresa. Se você se arriscar e ir para as cidades migratórias depois de formado, irá conseguir tudo ainda mais facilmente. O governo quer empregar os imigrantes. Quer crescimento econômico. Você sabe como é, todos estão ansiosos para nos tornarmos a segunda potência econômica do mundo! O país está crescendo.&lt;br/&gt;Você sabe disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mãe de Otaviano então tenta mudar um pouco de assunto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Thaisa: — Filho, tudo está dando tão certo que a nossa colônia marciana vai ser expandida. Vão ampliar de cinquenta para cem o número de habitantes permanentes! Você viu no jornal?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sério?&lt;br/&gt;Thaisa: — Sim. Nossa população em Marte vai dobrar!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Eu tinha lido bastante sobre a possível expansão, mas não tinha visto essa notícia.&lt;br/&gt;Thaisa: — Sabe de uma coisa? Na prova de redação, se for tema livre você poderia escrever algo sobre isso.&lt;br/&gt;Otaviano: — Vou dar uma olhada na notícia.&lt;br/&gt;Thaisa: — Não se esqueça de entrar no site da agencia espacial. Eles tem uma maquete virtual. Você pode entrar dentro dos novos centros de pequisas que ficarão na expansão da nossa colonia.&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu acho que agente deveria aumentar ainda mais a população, os chineses tem quinhentos habitantes lá, os americanos tem trezentos e a União Europeia tem duzentos e cinquenta!&lt;br/&gt;Thaisa: — Mas é que a nossa agencia espacial está fazendo aos poucos. E o governo está mais focado na colonização submarina.&lt;br/&gt;Otaviano: — Com todo o respeito, eu acho uma loucura a colonização submarina mãe. Colonizar Marte é mais importante&amp;#8230;&lt;br/&gt;Thaisa: — Não é não! É a coisa mais bonita de se ver. Você não tem idéia do que é viver dentro de uma. É tudo tão perfeito.&lt;br/&gt;Otaviano: — Falou a engenheira especialista em construções submarinas&amp;#8230; Se dependesse de você agente estaria morando dentro de uma dessas! Mas eu estou brincando com você mãe, os dois tipos de colonização são importantes. Só acho que o governo deveria focar e incentivar mais a colonização espacial.&lt;br/&gt;Thaisa: — Sim, eu entendo sua preferência.&lt;br/&gt;Alencar: — Se não fosse por mim Otaviano, sua mãe ia estar dentro de uma daquelas colonias mesmo! Pra ela não basta ter trabalhado no projeto de umas das colonias&amp;#8230; Ela quer morar lá no fundo do mar!&lt;br/&gt;Otaviano: — Porque você gosta tanto da colonização submarina mãe? Só porque trabalhou no projeto de uma delas?&lt;br/&gt;Thaisa: — Ah&amp;#8230; Você sabe que eu trabalhei no projeto de uma colônia&amp;#8230; E foi uma época muito boa de minha vida.&lt;br/&gt;Alencar: — Depois você se casou comigo e virou uma época ruim não é?&lt;br/&gt;Thaisa: — Não meu amor. Alencar eu amo você de paixão, você sabe disso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então vendo que a conversa ficou nublada e que seus pais estavam prestes a brigar, Otaviano vai ler a tal notícia sobre a expansão da colonia brasileira em Marte:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Estou indo ler, não briguem! Mas antes&amp;#8230;&lt;br/&gt;Mãe, e o projeto da colonia Atlântida Turística II? Você vai enviar para o banco público o novo projeto?&lt;br/&gt;Thaisa: — Sim, claro! Acho que demorarei seis meses para finalizar o projeto. A gigantesca colonia turística em águas de baixa profundidade seria um sucesso. Se eu não conseguir financiamento com o banco público, vou tentar vender o projeto para alguma empresa. Claro que é só um estudo inicial, e que uma grande equipe teria que trabalhar para deixar o projeto em perfeito estado antes de colocá-lo&lt;br/&gt;em execução. De qualquer forma, mesmo que eu não consiga dinheiro para executar a obra, isso vai servir para minhas pesquisas. Eu acho que o turismo submarino poderia ser melhor explorado!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após a conversa, Otaviano fica mais calmo e vai finalmente ler a notícia. Sua mãe e seu pai continuam conversando agora sozinhos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Thaisa: — E então, ele se acalmou não é?&lt;br/&gt;Alencar: — Sim, pelo menos está distraído. Conseguimos.&lt;br/&gt;Thaisa: — Ele tem mais chance de passar se não ficar preocupado.&lt;br/&gt;Alencar: — Sim eu sei. Ele vai passar. Amor, mudando de assunto&amp;#8230;&lt;br/&gt;Thaisa: — O quê?&lt;br/&gt;Alencar: — Porque você não se especializa em construção de colonias marcianas ou algo do tipo?&lt;br/&gt;Thaisa: — Você está brincando comigo?&lt;br/&gt;Alencar: — Não, não. Marte seria um absurdo mesmo, não é isso que eu quero dizer. Digo, a lua Europa, lá tem água não é&amp;#8230;&lt;br/&gt;Thaisa: — Amor, você sabe como é difícil entrar para a agência espacial! Eu gosto do que faço.&lt;br/&gt;Alencar: — Está bem, está bem&amp;#8230;&lt;br/&gt;Thaisa: — E mais, o turismo submarino&amp;#8230;&lt;br/&gt;Alencar: — Sim, sim, são projetos de curto prazo, você tem experiência&amp;#8230; Tudo bem. Mas você deveria gostar mais da colonização espacial.&lt;br/&gt;Thaisa: — Eu amo! Mas prefiro a submarina! São milhões de quilômetros quadrados desabitados aqui em nosso próprio planeta! Sabe quantas pessoas sonham em trabalhar nisso? Durante o início da colonização submarina eu ganhei tanto dinheiro, que hoje continuo vivendo dos frutos colhidos naquela época, e olha que eu estava longe de ter um cargo de chefia!&lt;br/&gt;Alencar: — Está bem&amp;#8230; Está bem. Quem está agitada agora é você. Vem aqui, me de um abraço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alencar e Thaisa terminam de tomar seu café da manhã e após isso vão caminhar um pouco. Otaviano lê as notícias, vê alguns vídeos e vai se arrumar. O tempo passa rápido. Algumas horas depois ele se despede de seus pais e entra no ônibus. Uma hora antes da prova e ele está em Pato Branco. Faz um lanche rápido, mas come bastante. Recebe as provas e começa a respondê-las. A redação é de tema livre, então ele começa a escrever sobre uma comparação entre a colonização espacial e a colonização submarina. Sua mãe fala tanto da colonização submarina que ele sabe suficientemente sobre o tema para descrevê-lo com perfeição. Além disso, ele e seu pai são muito fãs da colonização espacial. Após algumas horas de prova Otaviano a termina. Ele retorna a Palmas. Chegando em sua casa seus pais começam a lhe bombardear de perguntas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alencar: — Como você foi na prova?&lt;br/&gt;Thaisa: — Foi difícil?&lt;br/&gt;Otaviano: — Foi muito mais difícil do que eu pensava.&lt;br/&gt;Alencar: — Nossa!&lt;br/&gt;Thaisa: — Você acha que passou?&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu? Eu não sei. A redação foi fácil, mas as questões de múltipla escolham estavam complicadas. Não sei se passei.&lt;br/&gt;Alencar: — Como assim não sabe?&lt;br/&gt;Thaisa: — Diga pra gente, qual foi o tema da redação?&lt;br/&gt;Otaviano: — Foi tema livre, escrevi uma comparação entre a colonização espacial e a colonização submarina.&lt;br/&gt;Alencar: — Interessante. E as questões? Como foi nas de múltipla escolha?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Otaviano respira fundo e diz:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Eu já disse. Fui mais ou menos, acho que eu poderia ter ido melhor&amp;#8230;&lt;br/&gt;Alencar: — Não se preocupe filho.&lt;br/&gt;Thaisa: — Lembre-se de que é uma experiência. Nas próximas provas que terá mês que vem, você já saberá como é. Entende o que eu digo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, sim&amp;#8230; Agora vou mais tranquilo nas outras.&lt;br/&gt;Alencar: — Nossa, você parece cansado Otaviano.&lt;br/&gt;Thaisa: — Coitadinho, está destruído. Vai dormir um pouco, quer comer alguma coisa?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não, eu comi lá em Pato Branco antes de voltar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Falando abreviadamente o nome daquela cidade, como de costume na região, a mãe de Otaviano discursa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Thaisa: — Pato é bom para morar. Sabe&amp;#8230; Pato tem um tamanho bom, eu gosto muito de lá. Tem tanto prédio que parece maior do que é. Quase todo mundo mora em prédio lá. Se você passar, talvez eu e seu pai se mudemos também.&lt;br/&gt;Você pode comprar um desses apartamentos pequenos lá. É barato o financiamento. Otaviano mostrando um ar de cansaço extremo responde&lt;br/&gt;desanimado:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Sim&amp;#8230;&lt;br/&gt;Alencar: — Vai dormir filho, você precisa recompor as energias.&lt;br/&gt;Thaisa: — Isso, descanse um pouco, você merece.&lt;br/&gt;Otaviano então entra em seu quarto, tranca a porta, se deita e dorme. Se passam algumas horas, ele acorda e olha para seu VJ13 e pensa desesperado:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Nossa! Que horas são?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano olha o horário, e vê que ainda faltam vinte minutos para o início do jogo. Então come alguma coisa, bebe água, vai ao banheiro, volta a seu quarto e entra no mundo virtual. Após ver a propaganda do refrigerante, ele acorda, olha para os lados e o Grande Tigre Assassino aparece em sua frente:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Vamos ao trabalho Otaviano.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim senhor. Eu estou muito cansado hoje.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Porque?&lt;br/&gt;Otaviano: — Fiz vestibular.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Acha que passou?&lt;br/&gt;Otaviano: — Talvez.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Não se preocupe com o dia que teve hoje. Só se preocupe em construir meu grande palácio!&lt;br/&gt;Otaviano: — Está certo senhor.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Até hoje a tarde teremos nossos primeiros equipamentos de bronze e de ferro.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. Sem dúvida nenhuma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano então vai acompanhar o andamento das obras do palácio de seu chefe. São muitas pessoas trabalhando. E isto é só uma pequena parte dos trabalhadores. Outros trabalham levando os tijolos até o topo da pequena montanha. Eles já tem carroças manuais. É uma tarefa muito difícil. São quatro homens puxando as carroças com pouco tijolo. O caminho é inclinado, nada tão absurdo, porém o suficiente para deixar o trabalho muito cansativo. O grande palácio só estará pronto amanhã, porém o menor, que será a sede da capital temporariamente, já estará pronto muito antes do esperado:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Está tudo dando certo. Acho que ficará pronto em breve. Talvez já na segunda metade do jogo hoje.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Isso é bom. E meu grande castelo na montanha ficará pronto amanhã a tarde?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Quer me dizer alguma coisa?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim senhor.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Vá em frente.&lt;br/&gt;Otaviano: — Qual será meu destino?&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Você será escriba. É o melhor cargo que posso te dar. Não vou tirar meus aliados de seus cargos para dar a um desconhecido.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mas&amp;#8230; Um escriba? Eu não poderia me manter como chefe dos trabalhadores?&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Não. Infelizmente é impossível.&lt;br/&gt;Mas você irá me ajudar muito. Na prática será um de meus concelheiros.&lt;br/&gt;Otaviano: — Vou ocupar o cargo de conselheiro se tudo der certo?&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Apenas escriba, mas ouvirei sempre sua opinião. Porém, se o palácio aqui da aldeia e o castelo da montanha ficarem excepcionalmente bons, então você será elevado sim a concelheiro de forma oficial. É o máximo onde você vai poder chegar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Otaviano finge satisfação:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Está ótimo! Melhor do que escriba.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Agora volte ao seu trabalho e fiscalize a obra.&lt;br/&gt;Otaviano: — Senhor, mais uma coisa. Quando este grupo terminar este palácio, vou mandá-los imediatamente a outra aldeia construir outro palácio. Posso?&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Sim, como você disse, as cidades com palácios são mais fortes. Mas quero que alguns fiquem para construir casas mais resistentes e também quartéis!&lt;br/&gt;Otaviano: — É uma decisão muito sábia meu senhor. Agora, com licença.&lt;br/&gt;Triste&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano está muito triste! É deprimente estar em meio a uma tribo tão ultrapassada. Ele tem certeza que muitas outras civilização estão bem mais avançadas. Poderia estar comandando uma civilização melhor, ou pelo menos&lt;br/&gt;vivendo em alguma mais evoluída. Mas estando nesta ilha no meio do oceano, sabe-se lá a que distância de onde veio&amp;#8230; Tudo parece complicado de mais. Otaviano então verifica se estão construindo um estaleiro com Viviane, uma mulher negra, alta, com cabelos cacheados e longos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — E o estaleiro? Precisamos de navios bons o mais rápido possível!&lt;br/&gt;Viviane: — Sim Otaviano. Na construção estamos usando tijolos. Está ficando bom. Não se preocupe.&lt;br/&gt;Otaviano: — Está bem.&lt;br/&gt;Viviane: — Amanhã de manhã vamos usar seu barco para navegar em volta da ilha. Acredito que nosso mapa que teremos em breve ficará mais preciso.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, ficará, eu acho&amp;#8230;&lt;br/&gt;Viviane: — Porque está triste?&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu comandava uma civilização&amp;#8230;&lt;br/&gt;Viviane: — Não fique triste. É só um jogo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Verdade, mas&amp;#8230;&lt;br/&gt;Viviane: — Sem essa de “mas&amp;#8230;”. É melhor você subir até a montanha e verificar de perto a construção!&lt;br/&gt;Otaviano: — Ou chefe me mata&amp;#8230;&lt;br/&gt;Viviane: — Ele mata mesmo, alguns de nosso líderes em alguns setores foram mortos por incompetência! E eu não estou brincando!&lt;br/&gt;Otaviano: — Está bem, você tem razão. Vou ir até lá.&lt;br/&gt;Viviane: — Vá, sem moleza!&lt;br/&gt;Otaviano: — Até mais Viviane.&lt;br/&gt;Viviane: — Nos vemos em breve Otaviano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então, pela pacífica ilha, Otaviano caminha sem parar. Ele segue a estrada, e ao pé da montanha conversa com Lucas, um dos muitos que organizam os trabalhadores:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Amanhã estará pronto?&lt;br/&gt;Lucas: — Não tenha dúvida!&lt;br/&gt;Otaviano: — Já carregaram muitos tijolos lá pra cima?&lt;br/&gt;Lucas: — Tijolos e pedras!&lt;br/&gt;Otaviano: — É mesmo?&lt;br/&gt;Lucas: — Sim. Também levamos madeira! Acredito que tudo esteja pronto amanhã, antes mesmo da primeira metade do dia!&lt;br/&gt;Otaviano: — Que bom. Vou avisar o chefe da tribo.&lt;br/&gt;Lucas: — Vá, diga que estamos fazendo um ótimo trabalho!&lt;br/&gt;Otaviano: — Está bem eu aviso.&lt;br/&gt;Lucas: — Sério mesmo, vai dizer isso não é?&lt;br/&gt;Otaviano: — Vou sim.&lt;br/&gt;Lucas: — Nosso chefe matou muitos que trabalharam mal. Ele até acabou com a vida de alguns injustamente. Se alguém com um pouco de poder como você diz que algum de nós trabalhou mal, então o chefe decide imediatamente pela pena de morte para dar o exemplo. É assim que as coisas funcionam!&lt;br/&gt;Otaviano: — Vou dizer que vocês estão trabalhando bem.&lt;br/&gt;Lucas: — Obrigado!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano vai em direção a tenda do chefe, muito pensativo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Então a morte ronda este lugar. Ele provavelmente se livrará de mim quando eu não for mais útil e passar a ser uma ameaça&amp;#8230; Principalmente porque tenho conhecimento de liderança&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano entra na tenda do chefe da tribo e então acaba a primeira metade do jogo. Ele come algumas bolachas, joga laranjas na máquina e bebe um suco natural. Então, alguns minutos depois está de volta a aldeia virtual. O chefe&lt;br/&gt;da tribo começa a conversar com ele:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — E então, como tudo está indo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Tudo está mais que perfeito!&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Tem certeza?&lt;br/&gt;Otaviano: — Claro que sim.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Sabia que eu não gosto que mintam para mim?&lt;br/&gt;Otaviano: — Viviane e Lucas estão fazendo um trabalho inigualável. São extremamente competentes em suas funções.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Espero que sejam mesmo! Você já deve saber o que faço com gente incompetente!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Sim senhor, já ouvi falar.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Lucas ou Viviane?&lt;br/&gt;Otaviano: — O que senhor?&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Que te contou que eu mato quem não trabalha bem e pediu para que você falasse bem deles?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não senhor, foi outra pessoa, nem me lembro quem.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Guardas!!!&lt;br/&gt;Otaviano: — O que senhor?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então chegam os guardas, e o Grande Tigre Assassino dá ordens para que matem Lucas e Viviane.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Mas senhor, porque isso?&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Quem? Eu quero um nome!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com muito medo Otaviano responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Lucas.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Viu, poderia ter poupado Viviane. Agora os guardas já foram&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu posso alcançá-los e mandar matar apenas Lucas!&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Mandar matar?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não senhor, digo, falar que Lucas é culpado e&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano é interrompido:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Quem manda aqui sou eu!&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim senhor, eu não estava&amp;#8230;&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Está desafiando minha autoridade escriba?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não senhor, de forma alguma!&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: Guardas!!!&lt;br/&gt;Otaviano: — Mais guardas? Outros guardas? Porque? Não me mate, eu imploro!&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Não vou te matar, vou mandar cortarem suas mãos, para servir de exemplo! Eu governo com mãos de ferro. E por falar em mãos, você perderá as duas!&lt;br/&gt;Otaviano: — Senhor, eu preciso escrever, será bom para a civilização. Não há como existir um escriba melhor que eu!&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Verdade. Sabia que eu sou muito bondoso? Eles pouparão sua mão direita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contrariado, Otaviano se ajoelha, e agradece:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Obrigado misericordioso líder! Obrigado!&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Se fosse outro em meu lugar já teria te matado!&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim senhor. Obrigado por não me matar. Eu mereço mesmo uma punição.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Que bom que está conformado!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cortarei sua língua se me desafiar novamente!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Sim senhor! Perdão por tudo que fiz de errado.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Confesse na frente dos outros todos os seus erros e coloque sua mão naquele tronco no meio da tribo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim senhor, estou indo.&lt;br/&gt;Otaviano então começa a discursar para a tribo, falando de todos os seus erros. Sua vontade era de convocar uma rebelião, mas não está em condições disso. Otaviano estende seu braço esquerdo, e um machado decepa sua mão. Ele&lt;br/&gt;grita, e em seguida desmaia. Tudo fica escuro, e uma voz começa a falar:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Você sofreu um ferimento grave e desmaiou. Em quinze minutos estará acordado no jogo novamente. Porém sem uma das mãos. Você permanecerá assim. Poderá se&lt;br/&gt;curar ou colocar uma prótese no futuro se sua civilização atingir um nível tecnológico mais evoluído. Se você morrer, ao renascer terá sua mão de volta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora morrer não é mais um problema para Otaviano. A falta de sua mão irá atrapalhá-lo muito no jogo. Talvez morrer seja melhor, mas e se ele aparecer em uma civilização ainda menos evoluída? E se renascer na mesma civilização como um simples cidadão comum? Otaviano pensa um pouco e decide lutar até a morte. Ele pensa em um plano. Sabe que todos estão insatisfeitos com o chefe. Passam-se os&lt;br/&gt;quinze minutos e Otaviano está de volta ao jogo. O líder da tribo conversa com Otaviano:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grande Tigre Assassino: — Aprendeu sua lição?&lt;br/&gt;Otaviano: — Certamente senhor, não tenha dúvidas disso.&lt;br/&gt;Novamente obrigado por me manter vivo. Eu sei que merecia a morte.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Sim, merecia. Tem alguma coisa a me dizer?&lt;br/&gt;Otaviano: — Senhor, como está o seu palácio?&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Está pronto! Faltam quarenta e cinco minutos para o fim do jogo hoje, e está pronto!&lt;br/&gt;Otaviano: — Que bom meu senhor!&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Até que você não fez um trabalho tão ruim!&lt;br/&gt;Otaviano: — Senhor, se quiser, seu castelo estará pronto até amanhã, antes do meio dia!&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Ótimo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mas&amp;#8230;&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Mas o que?&lt;br/&gt;Otaviano: — Precisamos de mais trabalhadores lá senhor! As lanças estão prontas?&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Sim. Algumas com ponta de metal, e outras com ponta de pedra.&lt;br/&gt;Otaviano: — Senhor, as com ponta de metal devem ficar com sua guarda pessoal. Os trabalhadores já colocaram nas carroças as lanças?&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Sim.&lt;br/&gt;Otaviano: — A construção mais importante para nós que vivemos em uma ilha é o estaleiro.&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Vou verificá-lo pessoalmente.&lt;br/&gt;Otaviano: — Posso ir até o castelo?&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: _ Sim, faça trabalharem rápido.&lt;br/&gt;Otaviano: — Senhor, me deixe com o cargo de conselheiro só por hoje! Por favor. Eles me ouvirão com mais respeito. Seu castelo então ficará pronto mais rapidamente!&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Está bem, você é meu concelheiro agora, mas amanhã volta a ser apenas um escriba!&lt;br/&gt;Otaviano: — Obrigado senhor!&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Vá logo!&lt;br/&gt;Otaviano: — Tenha certeza que os lanceiros serão muito importantes na estrada que liga o pé ao topo da montanha. Eles defenderiam um possível ataque, e&amp;#8230;&lt;br/&gt;Grande Tigre Assassino: — Tá, tá, se suma daqui! Vá trabalhar!&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, senhor!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Otaviano segue com os homens que levam as lanças aos outros trabalhadores que se tornarão soldados. Poucos lá estão armados. Os que tem armas são muito leais ao chefe da tribo, que em breve será rei de uma civilização.&lt;br/&gt;Otaviano então chama todos lá. Ele aproveita que é um conselheiro e com o poder que tem convoca os trabalhadores:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Atenção, venham todos aqui! Interrompam seus serviços e venham aqui!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma grande aglomeração se forma. Otaviano está em cima de uma pedra não muito alta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Peguem suas lanças, peguem suas lanças. Preciso ensiná-los como lutar com as técnicas que eu guerreava antes de vir para cá!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os chefes militares a sua volta estão despreocupados. Otaviano então continua:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Muito bem. Quero vocês em formação!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então alguns chefes militares começam a organizar os novos guerreiros. E Otaviano grita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Viu, vocês estão desorganizados! Sabem porque? Porque são incompetentes! Olhem para minha mão? Foi arrancada porque segundo o chefe da tribo, o Grande Tigre Assassino, eu fui incompetente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então cercado de centenas de homens mal treinados, porém muito insatisfeitos, Otaviano coloca em prática sua tentativa de golpe de estado:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Eu não tenho mais minha mão!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O chefes militares agora nem prestam mais atenção no discurso. Pelo que Otaviano falou até agora, parece estar totalmente submisso ao chefe da tribo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vejam só. Eu, Otaviano, o Poderoso, não tenho mais esta mão! E nosso futuro rei&amp;#8230; Ele não tem&amp;#8230; Cérebro!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos ficam perplexos por alguns segundos, e depois começam a rir descontroladamente, Otaviano então continua:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Silêncio, acalmem-se!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O silêncio volta novamente enquanto os líderes militares ficam atentos as próximas palavras de Otaviano:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Eu estava brincando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os líderes guerreiros tinham um motivo para mandar matar Otaviano, mas não sem antes avisar o Grande Tigre Assassino. Por enquanto vão deixar Otaviano falar mais um pouco. Para eles não faz diferença, porque tudo até está sendo divertido. Os líderes dos guerreiros se entreolham rindo do futuro destino de Otaviano que continua seu discurso:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Claro que o nosso chefe tem cérebro, afinal, vocês viviam na pré-história antes de eu chegar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os trabalhadores começam a rir, e os chefes militares começam a andar em direção a Otaviano, que continua seu discurso:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Em breve alguma civilização mais avançada chegará aqui e acabará com todos nós, a não ser que evoluamos! Mas isso depende de um bom líder, não de alguém que mata seus próprios cidadãos sem motivos! Vamos lutem contra os guerreiros a sua volta! Vamos construir uma grande civilização!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os agora guerreiros, concordam com o Otaviano, e começam a lutar contra os poucos guardas a sua volta. A batalha é rápida. Otaviano grita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vamos para aldeia acabar com o maldito Tigre Assassino! Vamos!!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então todos partem correndo. No meio do curto caminho se deparam com a guarda pessoal do Grande Tigre Assassino. É uma guarda pequena, porém bem equipada. O líder da tribo anda na frente de sua guarda. É um alvo fácil. Otaviano dá as ordens:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Atacar!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os guerreiros com suas lanças correm em direção ao Grande Tigre Assassino. Todos querem matá-lo. Eles batalham contra a guarda pessoal. O Grande Tigre Assassino&lt;br/&gt;foge para a retaguarda. Seus homens vão sendo exterminados. São atropelados sem dó. Em alguns minutos o Grande Tigre Assassino é alcançado e morto. Todos querem acertar suas lanças no antigo líder. Mesmo depois de morto os guerreiros&lt;br/&gt;rebelados, que até pouco tempo atrás eram trabalhadores quase escravos, continuam a furá-lo. Otaviano então toma a frente de seu exército e marcha em direção ao palácio em sua aldeia. Sobe no ultimo pavimento e começa um discurso que deve ser breve, afinal o dia de jogo está quase no fim:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Vou ser rápido! Guerreiros e guerreiras, a razão venceu!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A multidão começa a gritar enlouquecida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Acalmem-se. Tenho más notícias. Infelizmente estamos muito atrasados tecnologicamente. Acredito que alguma nação bem mais evoluída que nós, em breve chegará aqui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos fazem um silêncio entristecido, e Otaviano continua:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Mas meus guerreiros, imaginem o que o Grande Tigre Assassino faria caso se deparasse com uma nação mais evoluída e em maior número? Certamente ele mandaria todos vocês para a morte!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos concordam gritando sem parar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Mas meus guerreiros&amp;#8230; Eu&amp;#8230; Eu não! Se isso ocorrer, eu vou pelo menos tentar fazer uma aliança, para evitar uma guerra que dificilmente venceríamos. Em troca de sermos parte de outra civilização, ganharíamos tecnologia, e talvez até bons barcos, melhores armamentos, enfim! Estou dizendo isso, porque eu não posso mentir para vocês. Vocês construíram esta civilização, você são esta civilização!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles agora gritam sem parar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Agora vão se abrigar, a noite chegou. Amanhã será um longo dia de trabalho!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao fim deste dia de jogo, Otaviano fica muito feliz. Novamente é líder de uma civilização. Amanhã de manhã dará um nome ao seu novo império. Já preparou psicologicamente seus cidadão para uma possível troca de poder com outra&lt;br/&gt;civilização mais avançada, tornando uma futura rendição algo simples. Otaviano, após este dia cansativo, tanto no mundo real, como no mundo virtual, deita-se e dorme. Amanhã é segunda-feira, dia de aula.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32270852136</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32270852136</guid><pubDate>Tue, 25 Sep 2012 14:50:58 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 11</title><description>&lt;p&gt;Segunda-feira, 28 de outubro de 2097. Otaviano já está no colégio. O assunto do dia é o vestibular em Pato Branco. Alguns dizem que foram bem, outros que foram muito mal. Todos conversam muito antes da chegada do professor, que está um pouco atrasado. O professor chega explicando seu atraso. Ele estava conversando com outros professores e com a direção sobre o vestibular. Os professores foram orientados pela direção a discutir com os alunos o tema e a identificar os maiores erros de cada aluno nas provas, além de prepará-los para outros vestibulares. Muitos alunos vão também fazer prova na universidade federal local. Durante&lt;br/&gt;toda a aula os alunos conversam com o professor e entre si. Ao fim da primeira aula, antes da troca de professores, o professor avisa para que todos se mantenham calmos, comemorem o resultado caso passem, e não se abatam caso o&lt;br/&gt;resultado seja negativo. O resultado sairá já na próxima sexta-feira. Otaviano retorna a sua casa e estuda ainda mais para os próximos vestibulares do ano. Assim passa toda a tarde, estudando muito. Agora ele já tem experiencia em vestibulares. Nos próximos estará mais tranquilo e confiante. A noite chega e ele entra no mundo virtual para tentar comandar sua civilização rumo ao triunfo. Ele escolhe chamar sua civilização de Novo Reino da Destruição. Seus cidadãos vão com muita felicidade ao trabalho. A pena de morte foi abolida para quem não trabalha bem e mantida apenas para o caso de traição. Todos os personagens com&lt;br/&gt;inteligência artificial foram colocados em cargos de trabalho mais pesado, e os jogadores reais agora ou estão no exército, ou estão em outras funções civis importantes. O estaleiro está pronto e produzindo barcos. O antigo barco de Otaviano é usado para circular e mapear melhor a ilha. Porém, trinta minutos após o início do dia, acontece o esperado. Barcos de alguma outra civilização são avistados se aproximando. Otaviano é avisado e vai a praia recebê-los. Ele fica&lt;br/&gt;esperando, acompanhado de muitos guerreiros. São quatro barcos. Três de guerra, e um de transporte. Parecem barcos Vikings. Chegando bem mais próximos a praia, Otaviano reconhece melhor as embarcações. Os três barcos militares parecem realmente ter o mesmo estilo do barco Viking chamado de Dracar e o de transporte é igual aos barcos que eram conhecidos pelo nome de Knorr. Uma das embarcações&lt;br/&gt;militares desembarca suas tropas na praia. Não há combate. Tudo acontece de forma tranquila. O líder do grupo se apresenta como Flavius Vespasianus:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Seja bem vindo a minha ilha meu caro Flavius Vespasianus.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Fico feliz em ser bem recebido.&lt;br/&gt;Otaviano: — Vejo que vem de uma civilização mais avançada.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Certamente.&lt;br/&gt;Otaviano: — Como pode ver, nossa civilização ainda está muito atrasada.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — É bem claro isso. — diz Flavius com um pouco de desdém.&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu já comandei outra civilização. Venha até meu humilde palácio.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Vamos lá, mas sejamos breves. Nós não temos tempo a perder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chegando ao palácio, Otaviano mostra dois desenhos na parede. Um é o mapa ainda imperfeito da ilha, e outro, é uma ampliação do mapa que trouxe consigo em uma pequena placa de argila.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Vê só?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim, interessante&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Então, eu vim daqui. Comandei uma civilização neste local. Venci uma tribo de cavaleiros que estava em número superior ao nosso, mas infelizmente uma outra tribo ainda maior tomou minhas cidades. Eu fugi com pessoas de confiança. Nós iriamos para cá.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano aponta para a porção de terra para onde deveria ter ido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Infelizmente meus comandados começaram a lutar entre si. É uma longa história sabe&amp;#8230;&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Compreendo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Então acabei tendo que matá-los. Sobrou apenas eu no barco. O barco precisava de pelo menos duas pessoas para comandá-lo. Então eu achei que ia morrer.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — E por sorte acabou chegando nesta ilha certo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim. Infelizmente eles aqui estavam na pré-história.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — E como você se tornou rei?&lt;br/&gt;Otaviano: — Todos odiavam o chefe da tribo. Ele matava seus melhores guerreiros e homens mais sábios e forçava a população a trabalhos que não resultavam em nada de útil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Flavius Vespasianus: — Continue&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Convoquei uma rebelião e matamos o líder antes do palácio que eu projetei ficar pronto. Agora sou o rei. Estamos construindo um castelo em uma pequena montanha aqui perto.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Você evoluiu muito este lugar certo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, mas infelizmente ainda estamos muito atrasados. Quando fui aclamado rei, preparei a população para aceitarem a idéia de no futuro se unirmos a outra civilização mais avançada. Enfim&amp;#8230; Sua vez. Fale um pouco de sua civilização.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O homem de barba e cabelos ruivos começa a falar, deixando Otaviano impressionado:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Flavius Vespasianus: — Somos inspirados no Império Romano. Temos um imperador, Lucius Verus. Somos até agora trinta e sete senadores. Como vê, pareço nórdico certo?&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, seus barcos são Vikings! Três Dracares e um Knorr!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Então entende de Vikings não é mesmo? Fico feliz de saber que você conhece a cultura que eu escolhi neste jogo.&lt;br/&gt;Otaviano: — É uma cultura fascinante!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim, é muito fascinante mesmo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mas me fale mais, você copiaram os romanos. Como assim?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Não completamente. Como eu falei, nos inspiramos neles.&lt;br/&gt;Otaviano: — São uma república certo?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Isso.&lt;br/&gt;Otaviano: — Mas porque apenas trinta e&amp;#8230; quantos senadores mesmo?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Trinta e sete.&lt;br/&gt;Otaviano: — Isso. Porque apenas trinta e sete senadores?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Veja só rei Otaviano, o que acontece é o seguinte. Nós temos duas formas de conquista. Uma é militar, e a outra é diplomática.&lt;br/&gt;Otaviano: — Preferem a diplomática correto?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Exato. O lugar de onde você veio é todo dominado pelo nosso império. Chamamos de Nova República de Roma.&lt;br/&gt;Otaviano: — Os reis de lá são submissos aos senadores e ao império?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Não.&lt;br/&gt;Otaviano: — Como assim?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Os reis de lá são senadores, entende?&lt;br/&gt;Otaviano: — Nossa! Estou compreendendo agora!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Por uma questão de organização, atingiremos o número máximo de trezentos senadores.&lt;br/&gt;Otaviano: — Como no verdadeiro Império Romano!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Na verdade, no verdadeiro Império Romano o número de trezentos senadores existiu por várias vezes, mas este número variou muito, houve épocas com menos e com mais de trezentos.&lt;br/&gt;Otaviano: — Então, os reis são senadores&amp;#8230;&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim. E eu sou um deles!&lt;br/&gt;Otaviano: — Eu nem imaginava excelência!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sem formalidades por aqui. Apenas na capital do império nos tratamos formalmente.&lt;br/&gt;Otaviano: — Entendi Flavius Vespasianus.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Me chame apenas de Flavius.&lt;br/&gt;Otaviano: — Então Flavius. Poderia eu ser um senador?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim, mas nós evitamos tomar o poder do Imperador. Não seria útil.&lt;br/&gt;Otaviano: — Claro, temos que conquistar o mundo. Pela organização de vocês temos tudo para conseguir!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Que bom que você entendeu isso. Já é o primeiro passo para mim te recomendar ao senado, mas tenho que te dar algumas explicações.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, sou todo ouvidos!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Em nosso governo, a força de um senador são suas terras e seu exército.&lt;br/&gt;Otaviano: — Compreendo.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Você tem que ajudar a defender a capital se necessário, mas quanto a suas terras, você mesmo tem que defendê-la.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, sim, e o que mais?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Bom, basicamente é isso. Aliás, me lembrei de mais uma coisa.&lt;br/&gt;Otaviano: — O que?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Se nosso império algum dia chegar a trezentos senadores, os senadores com menores exércitos cairão de nível, ou até serão mortos, caso se rebelem&amp;#8230;&lt;br/&gt;Otaviano: — Bom, o que aconteceu aqui foi totalmente diferente. Veja meu braço esquerdo, me falta uma mão. Uma injustiça!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Você não consideraria uma injustiça perder seu cargo de senador?&lt;br/&gt;Otaviano: — De forma nenhuma.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — E porque não?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então Otaviano se prepara para ser o mais convincente possível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — Você já me explicou tudo. Não é um jogo político sem regras. Muito pelo contrário. Eu sei que sou responsável por manter um grande exército e também por conquistar novas terras, para expandir o império. Então, caso eu não cumpra a meta de expansão, ser rebaixado é o mínimo que deve ocorrer comigo.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Lembre-se que grandes reinos podem se unir a nós.&lt;br/&gt;Otaviano: — Com toda a certeza! Assim aumentam minhas possibilidades de perder meu cargo de senador, mas o que importa é expandir o império a todo custo. De qualquer forma, mesmo perdendo o senado eu continuaria, digamos assim, em um bom cargo, estou correto?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim. Vamos viajar a Roma?&lt;br/&gt;Otaviano: — Vamos!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Você terá que adotar um nome romano.&lt;br/&gt;Otaviano: — Posso mudar meu nome de jogador?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim, pode. Aliás, deve!&lt;br/&gt;Otaviano: — Me chamarei a partir de agora Octavianus!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Calma. Seu novo nome virá com o cargo no senado, caso te aprovem. Além disso já existe um Octavianus no senado.&lt;br/&gt;Otaviano: — Que pena.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Mas você pode se chamar Octavianus, e adicionar sobrenomes.&lt;br/&gt;Otaviano: — Ou talvez posso me chamar Octavius ao invés de Octavianus?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Exatamente, acho inclusive que não existe nenhum Octavius no senado.&lt;br/&gt;Otaviano: — Excelente!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Quem irá te substituir? Digo, quem governará este lugar?&lt;br/&gt;Otaviano: — Não sei.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Como não?&lt;br/&gt;Otaviano: — Tomei o poder ontem, ainda não sei quem escolher.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Ache alguém logo.&lt;br/&gt;Otaviano: — Passarei mais tempo na capital do que em meu império, não é mesmo?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Não. Você passará mais tempo como general. E se morrer, o seu cargo de senador será ocupado por quem governa a maior de suas províncias, caso tenha mais de uma.&lt;br/&gt;Otaviano: — Entendo.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Que bom que entende. Agora vá. Encontre um líder. Precisamos ser rápidos.&lt;br/&gt;Otaviano: — Sim, estou indo. Mas antes, tenho uma pergunta.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Que pergunta?&lt;br/&gt;Otaviano: — A tecnologia de construções e de embarcações são repartidas certo?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Obviamente. Vocês ganharão muito entrando em nossa república! Agora vá. Vamos tentar chegar hoje mesmo a Roma!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O rei Otaviano então reúne alguns líderes de sua civilização. É feita uma espécie de votação. Otaviano tem o resultado em mãos e decide aceitar o resultado. Agora existem líderes militares, líderes dos grupos de trabalho e líderes navais além de Kevin, o novo rei, subordinado ao futuro senador Otaviano e a toda a Nova República de Roma. Otaviano explica a todos o sistema deste império do qual participarão em breve. Fala das vantagens e das tecnologias que serão compartilhadas. Explica tudo para que não reste nenhuma dúvida. Mesmo assim, alguns começam a fazer perguntas. Otaviano não as responde dizendo que precisa chegar rápido a Roma. Ele se despede de sua agora, província romana, chamada de Novo Reino da Destruição. Segundo Flavius Vespasianus, ela só será de fato parte do império quando Otaviano for aceito no senado. Otaviano e Flavius entram na Dracar e começam sua viagem com destino a Roma. Dentro da Dracar ninguém conversa muito. É chegado o meio dia. Otaviano então escreve um discurso. Lê e&lt;br/&gt;relê. Isso para caso seja necessário discursar para ser aceito. Ele decora seu discurso, e de volta ao jogo, se vê dentro da Dracar. Meia hora no mundo virtual e Otaviano vê terra. Os barcos vão chegando a Roma. Otaviano fica impressionado&lt;br/&gt;com a grandeza da capital:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Otaviano: — É Roma?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim, nossa capital.&lt;br/&gt;Otaviano: — Estou impressionado!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Tenho certeza que sim. Ela se expande a cada dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles chegam ao porto, a roupa no estilo Viking de Flavius automaticamente é trocada e espontaneamente se torna um típico traje romano. Sua veste o distingue dos outros habitantes. Visivelmente é um senador. Eles desembarcam e andam&lt;br/&gt;escoltados pelos homens que estavam em duas das três Dracares. Todos caminham para o senado. Chegam lá faltando meia hora para o fim do dia no mundo virtual. Flavius manda Otaviano se juntar a um grupo e entrar na fila.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Chegamos a tempo! Otaviano, você, junto com os outros futuros novos senadores acompanharão uma seção do senado, e após isso, farão um breve discurso de apresentação. Seja breve senão os guardas te tiram a força.&lt;br/&gt;Ninguém aqui gosta de perder tempo. Otaviano entende o recado e acompanha a seção, a qual o imperador Lucius Verus assiste, sem se intrometer. Os senadores&lt;br/&gt;estão discutindo de forma feroz e Marcus, presidente do senado, tenta acalmar os ânimos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nero Germanicus: — Eu estou dizendo pra vocês! Precisamos de um novo Imperador! Somos apenas pouco mais de cento e cinquenta mil jogadores aqui. Vocês entendem o que estou falando? Jogamos no servidor com a maior população&lt;br/&gt;do jogo &amp;#8220;Governo Solar&amp;#8221;! Existem civilizações com mais de quinhentos mil jogadores! Precisamos de um líder melhor! Precisamos de novas regras neste império!&lt;br/&gt;Marcus: — Mais calma Nero.&lt;br/&gt;Tiberius Claudius: — Eu não consigo mais tolerar este Nero! Só porque tem a maior província acha que pode mandar e desmandar em tudo por aqui? Lucius Verus é um ótimo governante!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Isso mesmo! Nero seu porco, porque você não cala essa sua boca suja!&lt;br/&gt;Nero Germanicus: — Olha quem fala, Flavius, o Viking estúpido&amp;#8230; Sua província é tão pequena que meu exército a esmagaria como se ela fosse um pequeno inseto!&lt;br/&gt;Flavius então resolve manter-se silêncio.&lt;br/&gt;Nero Germanicus: — E digo mais! Você me traz aqui um novo senador? Pelo que descobri ele vem de uma ilha pequena, sem nenhuma importância estratégica! Vamos dividir nosso poder de decisão com um Zé Ninguém!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Flavius se mantém em silêncio, temendo muito o poder de Nero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nero Germanicus: — Está quietinho Flavius? Medo de mim? Acho bom mesmo que tenha medo, e mais respeito também!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim, me desculpe vossa excelência. Peço perdão pelas palavras nojentas que saíram de minha boca, grande Nero.&lt;br/&gt;Nero Germanicus: — Acho ótimo! Desta vez eu lhe perdoo.&lt;br/&gt;Marcus: — Esta conversa não irá levar a nada. Acho que cada um já se expressou e falou o que queria falar. Nero, posso chamar os novos senadores?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com um ar de desprezo e com um sorriso irônico, Nero diz:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Está bem, está bem&amp;#8230; Prossiga caro colega Marcus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Marcus então o agradece e posteriormente instrui os novos senadores:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Obrigado Nero. Bom&amp;#8230; Cada senador tem trinta segundos para se apresentar. Acredito que já tenham escolhido seus nomes romanos. Que comecem os discursos dos dezessete novos senadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles vão se apresentando um por um até que chega a vez de Otaviano, que então resolve diante dos fatos ocorridos, que o melhor que tem a fazer é se destacar, usando bem seus poucos segundos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Eu era Otaviano, e agora sou Octavius, senador pela Província Romana do Novo Reino da Destruição. Na história, quando o Império Romano caiu, o mundo entrou em decadência cultural e científica. Estou aqui para vencer. Nosso império deve manter-se firme e unido para não ter o mesmo destino! Viva o Imperador Lucius Verus!!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os senadores favoráveis ao imperador, logo em seguida ao discurso, se levantam, aplaudem e vibram com muito entusiasmo. Lucius Verus, que estava com seu poder ameaçado, olha em direção ao agora senador Octavius, fazendo sinal de aprovação. Flavius fica aliviado. Apesar de controlar apenas uma pequena província, o até pouco tempo atrás, rei Otaviano, que passou a se chamar Octavius, é neste momento um grande aliado.&lt;br/&gt;Após o fim da seção. O imperador manda chamar Flavius Vespasianus e Octavius ao seu palácio. Eles abandonam o senado e correm para o palácio do Imperador. Esta é uma oportunidade rara de conversar reservadamente com Lucius Verus. Eles iniciam a conversa sem formalidades, afinal restam apenas sete minutos para o fim do dia:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Imperador Lucius Verus: — Flavius, gostei do novo senador.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Fico feliz meu imperador.&lt;br/&gt;Imperador Lucius Verus: — Podem me pedir algo que esteja a meu alcance.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Senhor, tenho poucos soldados para proteger minha província.&lt;br/&gt;Imperador Lucius Verus: — Cinco mil homens são suficientes?&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Certamente imperador!&lt;br/&gt;Imperador Lucius Verus: — Está bem senador Flavius. Amanhã pela manhã cinco mil homens marcharão para se posicionar em sua província. Agora quero conversar com&lt;br/&gt;Octavius a sós. Ah, mais uma coisa&amp;#8230;&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim Imperador, diga.&lt;br/&gt;Imperador Lucius Verus: — Amanhã escolte de volta nosso senador Octavius. Lhe darei outros dez barcos, para que Nero não os persiga.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim senhor.&lt;br/&gt;Imperador Lucius Verus: — Será complicado ficar sem vocês dentro do senado, mas é necessário alguns aliados a salvo longe deste barril de pólvora.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim, imperador. Agora vou deixá-los a sós. Com licença meu grande Imperador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Flavius se retira da presença de seu líder e a conversa entre Lucius e Octavius começa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Imperador Lucius Verus: — Agradeço o apoio no senado.&lt;br/&gt;Octavius: — Eu que agradeço a oportunidade de fazer parte deste grande império. Não imaginava que já haviam civilizações com tantas pessoas.&lt;br/&gt;Imperador Lucius Verus: — Certamente você se espantou com os números.&lt;br/&gt;Octavius: — Me espantei sim! E muito!&lt;br/&gt;Imperador Lucius Verus: — Então, o que você quer? Aproveite para pedir.&lt;br/&gt;Octavius: — Quero conhecimento. Preciso construir boas torres, castelos e bons barcos na minha pequena ilha. Isso tornaria uma invasão impossível.&lt;br/&gt;Imperador Lucius Verus: — Continue falando&amp;#8230;&lt;br/&gt;Octavius: — Preciso construir barcos em massa. A população está crescendo e daqui a pouco não caberão tantas pessoas na ilha. Faltarão recursos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Imperador Lucius Verus: — Vou mandar que navios abasteçam com comida regularmente sua província então.&lt;br/&gt;Octavius: — Obrigado senhor. Então, as placas de argila com o conhecimento para construir&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rindo muito o imperador interrompe Octavius.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Imperador Lucius Verus: — Placas de argila? Ainda existem?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após alguns segundos de silêncio ele continua:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Imperador Lucius Verus: — Mandarei pergaminhos, bons engenheiros, e tudo o que precisar.&lt;br/&gt;Octavius: — Tenho um estaleiro, posso construir vários barcos senhor!&lt;br/&gt;Imperador Lucius Verus: — Sim. E me faça o favor de mandar navios com tropas regularmente. Um povo muito forte, com cultura semelhante aos povos Mongóis&amp;#8230; Eles ameaçam nossa grande república!&lt;br/&gt;Octavius: — Eu não acredito&amp;#8230; de novo cavaleiros!&lt;br/&gt;Imperador Lucius Verus: — Sim. Você parece ter trauma de cavaleiros&amp;#8230; Sabe, você deve ser um bom líder e um bom guerreiro. Apesar de ter perdido uma mão, ainda não morreu no jogo. O mais interessante é que quando perdeu a mão poderia ter acabado com a própria vida para recomeçar com uma nova mão, mas escolheu continuar a viver! Valorizo isso!&lt;br/&gt;Octavius: — Obrigado Imperador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então o imperador pede para que ele se retire. Amanhã aparentemente será um bom dia e Octavius está muito contente em saber que terá muita tecnologia e bons profissionais a sua disposição. O jogo termina por hoje. Agora ele volta a ser Otaviano, um simples estudante do terceiro ano do ensino médio, ansioso pelo resultado de seu vestibular.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32269984310</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32269984310</guid><pubDate>Tue, 25 Sep 2012 14:31:00 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 12</title><description>&lt;p&gt;Otaviano está muito entediado. Passou o dia sem fazer nada de interessante. Mas isso não importa muito agora, porque ele está em Roma. Agora ele é o senador Octavius e deve fazer de tudo para manter seu cargo.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Vamos Octavius?&lt;br/&gt;Octavius: — Sim.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Chegaremos em breve. Ganhei novos barcos, eles são mais rápidos!&lt;br/&gt;Octavius: — Que bom&amp;#8230;&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Parece não estar animado?&lt;br/&gt;Octavius: — Não tive um dia muito bom hoje.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Porque?&lt;br/&gt;Octavius: — Tédio.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Esqueça o tédio! Vamos a sua província!&lt;br/&gt;Octavius: — Tem razão!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles então partem rumo a ilha e após alguns minutos de viagem chegam ao destino. Octavius distribui os engenheiros em alguns grupos. Manda construir mais cinco estaleiros que terão capacidade de produzir até dez barcos por dia. O estaleiro antigo servirá apenas para produzir barcos de pesca. Outros engenheiros vão coordenar a construção de algumas torres ao longo da ilha. Octavius então tem uma ultima conversa com Flavius, antes deste partir em direção a sua própria província:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Amanhã faremos cinquenta Dracares por dia!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Só não se esqueça que estamos no décimo segundo dia de jogo. Em mais ou menos dez dias teremos porta-aviões neste mundo.&lt;br/&gt;Octavius: — Nossos estaleiros tem uma grande área livre a sua volta. Poderemos ampliá-los.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Sim, mas novos estaleiros mais modernos deverão ser construídos em alguns dias.&lt;br/&gt;Octavius: — E serão!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Muito bom.&lt;br/&gt;Octavius: — Depois de amanhã retornarei a Roma para exercer minha função no senado. E junto comigo, cem dracares!&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Espero que cem dracares sejam&lt;br/&gt;suficientes&amp;#8230;&lt;br/&gt;Octavius: — Vou treinar soldados com as novas táticas militares também.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Os cavalos que trouxemos serão de grande utilidade na ilha.&lt;br/&gt;Octavius: — Sim, são poucos cavalos, mas depois de amanhã eles serão muitos. Serão o bastante para a ilha. Cumprirão uma importante função na agricultura e na comunicação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Flavius Vespasianus: — As tábuas de argila agora são passado por aqui.&lt;br/&gt;Octavius: — Sim! Foi bom ter trazido pergaminhos de Roma! Produziremos muitos deles.&lt;br/&gt;Flavius Vespasianus: — Até mais senador Octavius.&lt;br/&gt;Octavius: — Nos veremos em breve grande senador Flavius. Veja esta ilha! Depois de amanhã estará completamente diferente! Graças a você! Muito obrigado!&lt;br/&gt;Flavius inicia a viagem de volta a sua província, mas não sem antes levar consigo muitos metais precisos. Foi uma recompensa dada por Octavius. Kevin então chama Octavius para uma conversa no palácio.&lt;br/&gt;Kevin: — E então senador Octavius? Poderoso agora não&lt;br/&gt;é mesmo?&lt;br/&gt;Octavius: — E muito! Sabe nem olhei o ranking, mas devo estar muito bem posicionado.&lt;br/&gt;Kevin: — Que bom. Depois de amanhã teremos mesmo cem Dracares?&lt;br/&gt;Octavius: — Sim! Seremos uma poderosa nação marítima!&lt;br/&gt;Kevin: — Estou impressionado.&lt;br/&gt;Octavius: — Tudo anda muito tranquilo por aqui?&lt;br/&gt;Kevin: — Tudo estava tranquilo antes de você chegar aqui. Agora a população está agitada, e isso é bom. Imagine se ainda estivéssemos nas mãos do Grande Tigre Assassino&amp;#8230; Estaríamos derrotados!&lt;br/&gt;Octavius: — Sim, mas agora esta província está em nossas mãos!&lt;br/&gt;Kevin: — Mãos muito boas, modéstia a parte.&lt;br/&gt;Octavius: — Não tenho dúvidas disso.&lt;br/&gt;Kevin: — Temos algumas catapultas capazes de arremessar pedras a mais ou menos cento e cinquenta metros de distância.&lt;br/&gt;Octavius: — Que bom que as construíram. Elas deixarão de ser úteis em breve, mas quem é capacitado para construí-las será útil para fazer outros tipos de armas.&lt;br/&gt;Kevin: — Exato!&lt;br/&gt;Octavius: — Veja isso Kevin. Um vexillum. É a &amp;#8220;bandeira&amp;#8221; romana. Quero que sejam confeccionadas várias delas e que sejam colocadas nas principais construções da província.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kevin: — Sim senador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O jogo chega a sua metade. Otaviano senta-se a mesa da cozinha de sua casa. Está meio triste. Não há muito o que se fazer hoje e amanhã no jogo. Depois de amanhã pela tarde é que viajará, com sua centena de barcos até a capital do império. Só então terá divertimento. De volta ao jogo, se passam quinze minutos, quando ele é alertado por Kevin:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Kevin: — Uma galera! Uma galera enorme!&lt;br/&gt;Octavius: — Como? Muita gente?&lt;br/&gt;Kevin: — Hã?&lt;br/&gt;Octavius: — Uma galera?&lt;br/&gt;Kevin: — Estou falando do barco homem! Não conhece os barcos que são chamados de Galera?&lt;br/&gt;Octavius: — Ah sim! Uma galera!&lt;br/&gt;Kevin: — Parece ser bem avançada!&lt;br/&gt;Octavius: — Vou abordá-la eu mesmo!&lt;br/&gt;Kevin: — Não é uma galera comum. Parece ser aproximadamente do décimo terceiro século!&lt;br/&gt;Octavius: — Você tem certeza?&lt;br/&gt;Kevin: — Sim!&lt;br/&gt;Octavius: — Vou mesmo assim.&lt;br/&gt;Kevin: — Eles podem ter até canhões!&lt;br/&gt;Octavius: — Não importa, eu vou!&lt;br/&gt;Kevin: — Tenha cuidado!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius entra em uma Dracar e segue em direção a grande galera. Ele logo percebe que aquela galera não é um barco comum. A aproximação é cordial e ele é convidado a entrar. O senador Octavius embarca acompanhado de um cidadão tradutor. O tradutor dá a habilidade de quem o acompanha de conseguir em cinco minutos falar a língua de outro povo. É oferecida comida e bebida a Octavius, mas ele recusa. Cinco minutos depois já esta falando a língua do povo que encontrou e o capitão se apresenta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Capitão Pedro: — Eu sou Pedro, capitão desta galera. Somos da nação do Grande Porto.&lt;br/&gt;Octavius: — Inspirados nos portugueses?&lt;br/&gt;Capitão Pedro: — Sim. E você parece até um imperador romano&amp;#8230;&lt;br/&gt;Octavius: — Sou senador da Nova República de Roma pela província do Novo Reino da Destruição.&lt;br/&gt;Capitão Pedro: — Interessante.&lt;br/&gt;Octavius: — Qual o tamanho de seu império?&lt;br/&gt;Capitão Pedro: — Relativamente pequeno. Dominamos uma ilha muito vasta. Aliás, um arquipélago. Mas as outras ilhas são pequenas. Vou explicar de uma forma para que você entenda mais facilmente. É uma grande ilha muito habitada e várias ilhas menores, algumas habitadas, outras não.&lt;br/&gt;Octavius: — Vejo que estão avançados com seus barcos.&lt;br/&gt;Capitão Pedro: — Sim, amanhã teremos uma caravela!&lt;br/&gt;Octavius: — Uma caravela! Com canhões?&lt;br/&gt;Capitão Pedro: — Não, infelizmente não dominamos esta tecnologia. E vocês?&lt;br/&gt;Octavius: — Nosso império é enorme, mas não temos esta tecnologia. Depois de amanhã terei cem barcos como este. Cem Dracares! Iremos a capital. Vocês poderiam se unir a nós.&lt;br/&gt;Capitão Pedro: — Talvez. Veja só, nossa ilha fica muito longe do continente. Não temos meios de invadir terras continentais. Até já tentamos, mas sem sucesso. Somos bons no mar, mas tivemos poucas guerras. Em nossa ilha as tribos&lt;br/&gt;evoluíram muito na base da diplomacia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Vocês não sabem fazer guerra na terra direito e não possuem armas muito boas nos seus barcos.&lt;br/&gt;Capitão Pedro: — Sim. Basicamente é isso. Queremos então nos unificar a alguma nação, mas até agora não encontramos nenhuma em que poderíamos manter certa autonomia.&lt;br/&gt;Octavius: — Em nossa civilização, o rei vira senador. No meu caso, eu virei senador. Depois tive que indicar um rei para governar enquanto eu estivesse em viagem. Nossas regras são um pouco complexas. Tenho que explicar tudo.&lt;br/&gt;Capitão Pedro: — Bom&amp;#8230; Quer vir conosco a nossa capital que chamamos de Torre do Porto?&lt;br/&gt;Octavius: — Quem é o rei de vocês?&lt;br/&gt;Capitão Pedro: — Luíz II&lt;br/&gt;Octavius: — Vou com vocês. Hoje é o décimo segundo dia de jogo, no décimo quarto, estaremos aqui a tempo?&lt;br/&gt;Capitão Pedro: — Sim. Hoje mesmo chegaremos a nossa capital. Nossa galera é um barco muito rápido. Não ficamos tão longe de sua ilha, mas ficamos longe do continente.&lt;br/&gt;Octavius: — Bom, então é isso, não vamos perder tempo! Estou ansioso para conhecer o rei de sua civilização.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eles partem rumando para a cidade de Torre do Porto, capital da nação do Grande Porto. Restam quinze minutos antes do dia terminar e eles chegam lá. Octavius então percebe o porque do nome da capital. Lá existe uma torre enorme, provavelmente a torre que deu nome a cidade. A maioria dos jogadores que formam aquela nação são de fato portugueses, ou são pessoas apaixonadas pela cultura portuguesa. Dentro de um enorme castelo, diante de Luíz II, Octavius explica as regras da Nova República de Roma. Luíz fica surpreso em saber que terá que abandonar seu nome original para poder se tornar um senador, mas sua decisão é&lt;br/&gt;rápida:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luiz II: — Está decidido. Já tenho um sucessor.&lt;br/&gt;Octavius: — Quem é?&lt;br/&gt;Luiz II: — Isso não importa, você não o conhece. Mas se quer saber, ele se chamará Luíz III.&lt;br/&gt;Octavius: — O que houve com Luíz I?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com muito sarcasmo o rei responde:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luiz II: — É uma longa estória meu caro&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius entende muito bem&amp;#8230; Provavelmente Luíz I foi destronado por Luíz II&amp;#8230; Talvez de forma cruel&amp;#8230; Aparentemente não poderá confiar nem um pouco em Luíz II. Mas em quem confiar neste jogo afinal de contas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Então amanhã vocês terão uma caravela?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luiz II: — Sim. E depois de amanhã pelo menos umas dez até antes do meio dia!&lt;br/&gt;Octavius: — Ótimo. O que pensa de irmos com todas elas a Roma?&lt;br/&gt;Luiz II: — Seriam necessárias todas?&lt;br/&gt;Octavius: — Sim. Para mostrar poder!&lt;br/&gt;Luiz II: — Bom, eu tenho trinta galeras em meu poder naval. Teremos além das dez caravelas outras cinquenta galeras até depois de amanhã, mas vamos com trinta, quero deixar algumas por aqui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Seria ótimo. O senhor com dez caravelas, trinta galeras, e eu com cem dracares! O imperador ficará impressionado!&lt;br/&gt;Luiz II: — Então você ficará por aqui até partirmos?&lt;br/&gt;Octavius: — Sou bem vindo?&lt;br/&gt;Luiz II: — Com toda a certeza caro senador Octavius.&lt;br/&gt;Octavius: — Então ficarei.&lt;br/&gt;Luiz II: — Se quiser posso lhe disponibilizar uma galera para seu retorno.&lt;br/&gt;Octavius: — Não, muito obrigado, vou ficar por aqui mesmo. Minha província está em boas mãos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Poucos segundos depois, acaba-se o dia de jogo. Otaviano está satisfeito. O jogo tomou um bom rumo. Ele levará um grande aliado ao senado de Roma. Mas tem um pouco de medo. Ao contrário do bondoso capitão Pedro, Luíz II não lhe pareceu nada honesto&amp;#8230;&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32216977282</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32216977282</guid><pubDate>Mon, 24 Sep 2012 18:14:48 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item><item><title>Dia 13</title><description>&lt;p&gt;É quarta-feira, 30 de outubro de 2097. Faltam apenas dois dias para o resultado do vestibular. Otaviano acorda impaciente. Passa o dia muito agitado. Não consegue parar de pensar em seu futuro. Ele tenta mas não consegue tirar de sua cabeça os pensamentos que lhe atormentam. Ele quer tanto se mudar e não sabe se conseguirá. Fica pensando no fato de que se não passar no vestibular em Pato&lt;br/&gt;Branco ou em outra cidade e terminar passando apenas em Palmas, ele não irá conseguir se mudar que é o que ele mais quer. Sua mãe, nascida em Chapecó, no estado de Santa Catarina, já morou quando era mais jovem em Florianópolis para fazer seu curso universitário de engenharia e sua especialização em construções submarinas. Depois ela se mudou da capital de Santa Catarina para a cidade do Rio&lt;br/&gt;de Janeiro onde começou a trabalhar nos projetos de colonização do fundo mar. Seu pai nasceu em Rio Branco, capital do Acre. Ele era militar e fez o curso de engenharia elétrica durante o tempo em que serviu o Exército. Depois de alguns&lt;br/&gt;anos abandonou a carreira militar e foi para o Rio de Janeiro se especializar em usinas eólicas. Foi lá no Rio que seus pais se conheceram. Então Alencar recebeu uma proposta de emprego com ótimo salário na central eólica de Palmas. Foi aí que se mudaram para o sul do Paraná. Otaviano, nasceu nesta pequena cidade e sempre quis se mudar para um lugar maior. Sua mãe sempre conta suas histórias do Rio de Janeiro e Florianópolis, cidades que ela ainda ama. Seu pai conta com muitas saudades sobre o tempo de Exército. Ele gostava muito da profissão militar mas acabou resolvendo não viver toda a sua vida nesta carreira que tinha sempre&lt;br/&gt;muitos desafios e era bem difícil. Sua mãe fez mestrado e doutorado em engenharia hidráulica e hoje é professora da universidade federal que existe em Palmas. Mesmo tendo um conhecimento muito elevado, ela vive estudando mais e mais. Eles vivem bem nesta cidade. Seus pais tem um ótimo salário. Mas Otaviano quer uma vida diferente da que está acostumado. Palmas tem algumas características muito&lt;br/&gt;interessantes, apesar de ser uma cidade pequena. A mais interessante delas é exatamente o parque eólico. São mais de cinco mil enormes torres de ultima geração que somadas tem capacidade de abastecer uma região com dez milhões&lt;br/&gt;de habitantes. O parque eólico no qual Alencar, pai de Otaviano trabalha, é impressionante de se ver. É um belo lugar. São nove horas. Otaviano entra no jogo se transformando no senador Octavius. Ele anda pela capital, e vai até o estaleiro conversar com Marcos Pereira, chefe daquela indústria naval. Eles se cumprimentam, se apresentam e continuam a conversa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — E então Marcos, teremos dez caravelas amanhã?&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Sim, creio que amanhã a tarde vocês chegarão a Roma com as dez caravelas. Talvez até mais!&lt;br/&gt;Octavius: — Isso é muito bom.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Então é verdade que você não morreu nenhuma vez ainda?&lt;br/&gt;Octavius: — Nunca morri, tive bastante sorte até agora.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Eu já morri três vezes.&lt;br/&gt;Octavius: — Como que é?&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — É muito ruim a primeira vez, mas depois agente se acostuma sabe&amp;#8230;&lt;br/&gt;Octavius: — Se perde muita posição não é mesmo?&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Bastante, mas todas as minhas três&lt;br/&gt;mortes foram na pré-história, então acabou não sendo algo tão ruim. Tanto que aqui estou eu, comandando o estaleiro!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Marcos diz isso cheio de orgulho e Octavius pergunta:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Como foram as mortes?&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — A primeira foi de fome, a segunda morri por causa de uma cobra, e a terceira vez foi uma morte mais divertida.&lt;br/&gt;Octavius: — Em combate?&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Não, eu estava subindo uma montanha, estava chovendo, escorreguei e cai.&lt;br/&gt;Octavius: — Muito alto?&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Uns duzentos metros de altura.&lt;br/&gt;Octavius: — Nossa&amp;#8230;&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Acredite, foi divertido!&lt;br/&gt;Marcos e Octavius começam a rir e continuam conversando.&lt;br/&gt;Octavius: — Impressionante como vocês evoluíram seus barcos.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Sim, mas não foi tão complicado. Temos muita madeira e ouro na ilha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Mas mesmo assim está sendo um bom trabalho.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Pena que não temos canhões.&lt;br/&gt;Octavius: — Verdade, canhões seriam de grande utilidade.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Outra coisa que me incomoda é que a primeira caravela demora muito para ser construída.&lt;br/&gt;Octavius: — Como qualquer primeiro equipamento ou máquina.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Mas temos muitos recursos.&lt;br/&gt;Octavius: — Terminando as caravelas vocês já vão evoluir para outro tipo de barco?&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Sim, mas nem posso pensar nisso. O rei me falou pessoalmente que as caravelas são de grande importância agora.&lt;br/&gt;Octavius: — E ele tem razão. É a garantia de que seu reino seja parte forte do grande império do qual irão participar em breve.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Sabe o que me empolga mais?&lt;br/&gt;Octavius: — Nem imagino.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Em breve mandaremos uma das caravelas para lugares desconhecidos, talvez descubramos novas terras.&lt;br/&gt;Octavius: — Isso seria muito importante.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Sem dúvida!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius então faz uma pergunta sobre algo que lhe intriga:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Vocês é português também?&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Sim, porque?&lt;br/&gt;Octavius: — É que estou te ouvindo com o mesmo sotaque que o meu. Aliás, estou ouvindo todos que falam português com o mesmo sotaque que o meu. No Brasil existem vários sotaques em cada região do país, e mesmo assim ouço os outros jogadores falando com meu sotaque.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — É o sistema de tradução de fala.&lt;br/&gt;Octavius: — Mas ele modifica até o sotaque?&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Sim. Mas você pode configurar isso e ouvir o sotaque natural de cada pessoa que fala a mesma língua que você. E quando um jogador russo por exemplo aprende a mesma língua de sua civilização, o jogo traduz a fala para nossa língua portuguesa, mas com o sotaque de um russo falando o português, entende?&lt;br/&gt;Octavius: — Sim, consegui entender. É um sistema bastante complexo.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — São décadas de evolução deste sistema de tradução né&amp;#8230;&lt;br/&gt;Octavius: — Eu vou manter como está porque me acostumei com este jogo assim, mas prefiro geralmente que os sotaques sejam os originais.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Cada um tem um gosto. Eu mesmo prefiro que os sotaques sejam parecidos com o meu. Fica mais fácil entender o que o outro fala.&lt;br/&gt;Octavius: — É&amp;#8230; Você tem razão. Torna tudo mais prático. Mas&amp;#8230; Então quer dizer&amp;#8230; Que você me ouve como se eu estivesse falando com o sotaque português de Portugal?&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Exatamente!&lt;br/&gt;Octavius: — Que engraçado isso.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Muito! Eu fico imaginando como você deve estar me ouvindo&amp;#8230;&lt;br/&gt;Octavius: — Estou te ouvindo como se você falasse praticamente igual a mim. Até as mesmas expressões que eu uso.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Seria ainda mais engraçado gravarmos nossas vozes modificadas pelo sistema. Riríamos muito um do outro. Deve ser estranho eu falando com o sotaque de sua região, e vice e versa!&lt;br/&gt;Octavius: — Com certeza!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ambos riem e Octavius se despede:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Marcos, eu vou indo conhecer mais sua capital. Você tem muito trabalho não é mesmo.&lt;br/&gt;Marcos Pereira: — Sim, bastante, mas foi muito bom conversar com você. Até mais, e não se apresse, as caravelas estarão prontas em um curto tempo!&lt;br/&gt;Octavius: — Então tchau Marcos, confio no seu trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de fazer um novo amigo, Octavius vai conhecer outras regiões da capital. Já o simpático Marcos Pereira continua no estaleiro, coordenando os trabalhos de suas várias dezenas de funcionários. Após andar pela cidade e conversar com alguns habitantes, Otaviano vai até a biblioteca. Eles estão em festa. Octavius&lt;br/&gt;vê a gritaria e se espanta. Então ele começa a conversar com Vasco Tavares, perguntando o motivo da festa:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Então seu nome é Vasco Tavares&amp;#8230; Eu me chamo Octavius!&lt;br/&gt;Vasco Tavares: — O tal senador. Já ouvi falar!&lt;br/&gt;Octavius: — Você trabalha aqui?&lt;br/&gt;Vasco Tavares: — Sim!&lt;br/&gt;Octavius: — Qual o motivo da festa?&lt;br/&gt;Vasco Tavares: — A prensa! A prensa!&lt;br/&gt;Octavius: — Prensa?&lt;br/&gt;Vasco Tavares: — A prensa de tipos móveis!&lt;br/&gt;Octavius: — Vocês tem uma prensa?&lt;br/&gt;Vasco Tavares: — Sim! Pode acreditar nisso?&lt;br/&gt;Octavius: — Isso é impressionante.&lt;br/&gt;Vasco Tavares: — Vai acelerar toda a evolução tecnológica do reino.&lt;br/&gt;Octavius: — Caso Roma ainda não tenha a prensa, então o rei daqui vai ser um senador muito forte.&lt;br/&gt;Vasco Tavares: — Sem dúvidas!&lt;br/&gt;Octavius: — Temos que chamar o rei!&lt;br/&gt;Vasco Tavares: — Ele já está aqui.&lt;br/&gt;Octavius: — Mais tarde vou conversar com ele então&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sua frase é interrompida por trombetas. O rei vai fazer um pronunciamento:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vasco Tavares: — Silêncio agora Octavius, vamos ouvir o rei.&lt;br/&gt;Octavius: — Sim, vamos ouvi-lo.&lt;br/&gt;O rei Luíz II então começa seu discurso para os cidadãos que estão dentro da biblioteca:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Cidadãos do Grande Porto, hoje é um dia histórico para nosso reino! Temos uma prensa, e em breve teremos muitos livros, como este!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Luíz II exibe o livro e continua:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Este é um livro que ensina a construir prensas. Estão sendo impressos vários destes! Levaremos apenas uma prensa nas caravelas até a Nova República de Roma, porém, levaremos também centenas de livros como estes para que sejam distribuídos entre as províncias. Levaremos também livros que servirão de manual de como construir caravelas. Os dias estão passando, e talvez até amanhã eles&lt;br/&gt;já tenham estas tecnologias lá. Não há como saber. Mas a única coisa que eu sei, é que no mínimo, isto servirá para mostrar que não estamos atrasados em relação a eles! Viva o Grande Porto!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos comemoram. O rei então sai da biblioteca e vai em direção a seu palácio. Mas um pouco antes de sair da biblioteca vê Octavius que o parabeniza:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Ótimo trabalho!&lt;br/&gt;Luíz II: — Muito obrigado.&lt;br/&gt;Octavius: — Você chegará a Roma com muito poder.&lt;br/&gt;Luíz II: — Sim. Espero poder contribuir com o império.&lt;br/&gt;Octavius: — Acredito que eles ficarão impressionados tanto quanto eu.&lt;br/&gt;Luíz II: — Sabe o que é melhor caro Octavius?&lt;br/&gt;Octavius: — Não sei, rei Luíz II. O que?&lt;br/&gt;Luíz II: — Estes livros serão uteis a partir de agora.&lt;br/&gt;Octavius: — Como assim?&lt;br/&gt;Luíz II: — A velocidade de construção das caravelas vai aumentar!&lt;br/&gt;Octavius: — Alguns livros serão distribuídos entre os cidadãos que trabalham no estaleiro?&lt;br/&gt;Luíz: — Isso mesmo. É isso que aumentará a velocidade da construção. Os livros são impressos da seguinte forma: Primeiro, nós levamos alguém que tenha o conhecimento prático junto aos escritores, que são nada mais, nada a menos&lt;br/&gt;do que os escribas antigos. Então os escritores escrevem apenas o título da obra. Claro que não é necessário escrever o livro inteiro. Isso é um jogo afinal de contas.&lt;br/&gt;Octavius: — Sim, eu sei disso. Continue.&lt;br/&gt;Luíz: — Quando um cidadão toca o livro, e o abre, e permanece alguns minutos com ele aberto, então esta pessoa aprende todo conteúdo.&lt;br/&gt;Octavius: — Automaticamente.&lt;br/&gt;Luíz: — Isso mesmo.&lt;br/&gt;Octavius: — E as universidades? Seria importante termos algumas não é mesmo?&lt;br/&gt;Luíz: — Sim. Mandei construir uma grande universidade. Lá existirão vários livros. Os cidadão entram nelas, e terão a disposição muitos livros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Qual a diferença da universidade para a biblioteca&lt;br/&gt;no jogo?&lt;br/&gt;Luíz: — É simples. Fora da biblioteca, o cidadão demora cerca de dez minutos para aprender o conteúdo, caso o livro seja grande. Na biblioteca, o tempo cai para cinco minutos. Na universidade, onde existem também professores, o tempo&lt;br/&gt;é de apenas um minuto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A conversa é interrompida com a chegada do meio dia. Após comer um pedaço de pizza e beber um suco natural de laranja, Otaviano retorna para seu quarto. Ele coloca em sua cabeça o VJ13 e então está novamente em frente ao rei. A conversa não se estende muito. Então, o senador Octavius vai até o estaleiro e fica observando a caravela em construção. Meia hora antes do fim do dia de jogo, ela já está pronta. O rei logo vai até lá, parabenizando o chefe do estaleiro, Marcos Pereira. Octavius não se aproxima. Este é o momento de glória de Marcos. O rei logo retorna a seu palácio e então Octavius vai até Marcos Pereira e em tom&lt;br/&gt;formal, exalta o bom trabalho de Marcos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Octavius: — Em nome da Nova República de Roma, e da província do Novo Reino da Destruição, eu, senador Octavius, lhe parabenizo pelo ótimo trabalho. Minhas congratulações também a todos os seus funcionários.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Marcos Pereira: — Obrigado senador. Creio que vocês partirão com mais caravelas do que imaginavam!&lt;br/&gt;Octavius: — Isso será de extrema importância.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após uma rápida conversa, Octavius se despede e vai até o palácio onde está hospedado. Ele então apenas espera o fim do dia de jogo. Parece que tudo caminha bem. Tudo está dando certo. Octavius está satisfeito.&lt;/p&gt;</description><link>http://odenir.tumblr.com/post/32216506643</link><guid>http://odenir.tumblr.com/post/32216506643</guid><pubDate>Mon, 24 Sep 2012 18:07:50 -0300</pubDate><category>Governo Solar</category></item></channel></rss>
