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O lado perverso da força aliada na guerra civil da Líbia

Mais uma guerra, como tantas outras. O mundo está em guerra, como sempre. O Brasil está em paz, como quase sempre.

É engraçado como vários países europeus, ao menor sinal de “necessidade”, fazem guerras por aí, onde claro, existe petróleo. Os rebeldes iniciaram um levante contra o terrível ditador líbio, conseguiram apoio de parte das forças armadas, então estavam quase vencendo, quando em uma manobra militar, as forças armadas líbias viraram o jogo. Ora, se existia uma força aliada pronta para agir, porque não conter o ditador? Claro, os americanos, franceses, italianos e ingleses esperaram o ditador sanguinário recuperar quase todas as cidades, aniquilar boa parte dos rebeldes, para então, quando faltava apenas uma cidade pra ser recuperada, o ultimo refúgio dos rebeldes, eles contra-atacaram. Esses rebeldes querem apenas democracia e liberdade.

As forças alidadas esperaram o país se autodestruir, para depois “ajudar”.

Fica mais fácil dominar uma nação destruída para sugar o petróleo conquistado militarmente, em uma estratégia que eu classifico como no mínimo desumana.

O povo muçulmano que sofre a tanto tempo com ditaduras, muitas vezes financiadas por nações europeias e norte-americanas (EUA e Canadá), agora que consegue mudar as coisas, acaba ficando de certo modo nas mãos de seus reais inimigos. O ditador é o cachorro malvado, mas e quem são os donos do cachorro? Não são eles os mesmos que agora estão tentando matar o cachorro? Enquanto isso os rebeldes líbios ficam levando mordidas, de todos os lados, hora perdendo pedaços de liberdade, hora perdendo pedaços de suas riquezas naturais.

Se a guerra é por democracia, porque os aliados não atacam um país que não respeita a liberdade de seus cidadãos como Cuba?

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