Obama, uma visitinha sem muitos resultados
A visita do presidente dos Estados Unidos da América no Brasil trouxe poucas expectativas e foi ofuscada pela guerra na Líbia e pelos desastres no Japão. Os economistas parecem não ter se animado com a vinda de Obama. Todos sabem que quem pode tirar as barreiras protecionistas é o congresso americano. Dizem por aí que politicamente Obama não está muito forte internamente, e fica complicado para ele exercer sua liderança junto ao congresso para que os senadores dos EUA diminuam o protecionismo.
A postura das lideranças econômicas nacional foi muito profissional e positiva. Gente daqui do Brasil que conversou diretamente com o presidente americano pediu para que ele tente ajudar reduzir as barreiras que sacrificam principalmente nossos produtos agrícolas.
Foram muitos os elogios de Obama ao nosso país, mas sinceramente, ele apenas disse o que já sabíamos, ou seja, não houve novidades, que era o que os brasileiros queriam. Ele demonstrou apreço ao fato do Brasil querer uma cadeira no conselho de segurança da ONU, mas apoiar formal ou publicamente que é bom… Nada!
Estrategicamente nossas nações não parecem estar do mesmo lado. O lado bom dos elogios foi que ele reconheceu nossa nação como uma potência econômica, porém agora isso já não surte tanto efeito. Os grandes investidores já perceberam isso faz tempo.
A China superou há algum tempo atrás os EUA como nosso maior parceiro comercial. Acredito que os chineses irão se consolidar ainda mais nesta liderança. Isso para os EUA é péssimo, principalmente por causa da real possibilidade da China superá-los economicamente, se tornando a maior economia do mundo.
O governo americano, faz muito tempo, só tem dado “bola fora”, e parece que ainda não encontraram o óbvio caminho da recuperação, por falta de vontade mesmo, ou por falta de reconhecer que o mundo mudou.
Eles deixarão a ONU perder toda a sua importância para de pois reformá-la? Só acabarão com suas barreiras econômicas depois da China superá-los economicamente? Investirão menos em guerras e mais em tecnologia para descobrir mais petróleo ou inventar novas fontes energéticas?
Um país que, como o próprio Obama falou, é muito parecido com o Brasil, inclusive nos valores de liberdade e democracia, e próximo geograficamente, infelizmente está longe, muito longe de nós na prática. E a China, está longe geograficamente, porém bem perto economicamente.
E isso é ruim? Acho que não. Só quando a China superá-los é que a águia descerá de sua montanha de poder, e cairá na real, ao observar de perto o que acontece a sua volta.
