O EPUB, um formato não tão simples assim
Depois de muito trabalho, consegui terminar de passar meu livro, Governo Solar, pra versão EPUB. Não foi lá muito fácil. O programa que utilizei foi o Sigil. A tarefa mais complicada era colocar um sumário. Diferentemente da versão com extensão PDF, a versão EPUB permite colocar uma tabela separada do texto. Mas como fazer isso? Eu não estava obtendo sucesso. Então descobri, depois de muito pesquisar, que eu deveria selecionar os títulos dos capítulos, um de cada vez, e com cada um selecionado, ir até a barra superior, próximo de onde se coloca o texto em negrito, itálico ou sublinhado, em uma janelinha em que está escrito “Normal”, e trocar de “Normal” para “Heading 1”. Após os títulos de todos os capítulos estarem como “Heading 1”, fui até o canto direito da tela na “Table of Contents” e, lá embaixo, cliquei no botão “Generate TOC from headings”. Apareceu então uma janela com a lista de capítulos, e confirmei, apertando “Ok”. Pronto, meu EPUB estava com um sumário.
Mas acham que acabou? Não, o site de vendas de e-books não aceitou minha versão, por, provavelmente ter ficado incompatível com algum tablet.
Desisti e acabei mandando um texto em um arquivo com outro formato que foi convertido pelo próprio site pra EPUB automaticamente, sem capa (diferentemente do PDF, que tem imagem de capa).
Enfim, fazer um texto em EPUB com qualidade, pareceu-me mais difícil do que eu pensava incialmente. Consegui? Sim. Tanto o arquivo de texto que foi convertido automaticamente como o arquivo criado manualmente por mim ficaram bons o suficiente pra que pudessem ser lidos nos programas leitores de EPUB que tenho. Porém, por algum motivo, o EPUB que fiz por conta própria ficou com algum problema, ao contrário da versão convertida pelo próprio site. Essa última sim ficou perfeita, possível de ser lida em qualquer tablet que abra arquivos EPUB.
Resumindo, o EPUB pode até ser bom por se adaptar à tela de qualquer tablet, entretanto, pra quem cria o arquivo, salvar ou exportar para o formato PDF é bem mais simples.
Porém, como os tablets estão se popularizando, acredito que não há forma de escapar da criação de EPUBs.
