Os Livros do Odenir

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May 2011

5 posts

IHGB e sua revista histórica

O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro surgiu em 21 de outubro de 1838, com o objetivo de “coligir, metodizar, publicar ou arquivar os documentos necessários para a História e a Geografia do Brasil”. Sinceramente, eu acredito que o IHGB é um dos maiores orgulhos nacionais. Descobrir a existência desta revista, foi para mim, uma grande e ótima surpresa. O melhor de tudo é que ela é publicada continuamente desde 1839! Sim, é isso mesmo que você leu!

Imagina só você poder ler coisas escritas por pesquisadores brasileiros em 1839? Sim, isso é possível!

No link a seguir você encontra os arquivos da revista nos três séculos:

»> 19, 20 e 21 «<

Dica: O IHGB oferece duas possibilidades, uma é a de clicar no “conteúdo” onde está APENAS O ÍNDICE de assuntos tratados na edição, e outra é de clicar no “PDF” onde está a edição da revista COMPLETA. Portanto, se você quer ler a edição completa clique no PDF.

Olhem o antigo estatuto do IHGB:

O Art. 1º estabelece os objetivos da instituição, que são:

1º Coligir, metodizar, publicar ou arquivar os documentos necessários para a História e Geografia do Brasil e assim também promover os conhecimentos destes dois ramos científicos, por meio do ensino público, logo que os cofres sociais o permitissem.

2º Corresponder-se com as associações congêneres do Velho e Novo Mundo.

3º Ramificar-se nas províncias do Império, para mais fácil desempenho dos fins a que se propunha.

4º Publicar a Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

5º Promover os conhecimentos destes dois ramos filológicos por meio do ensino público, logo que seu cofre proporcionar esta despesa.

Ou seja, já em 1838, aqui no Brasil, já tratavam da história e geografia como ciência e pesquisavam e arquivavam os conhecimentos. Isso é muito interessante. Eu li alguns trechos relatando uma expedição feita entre 1875 e 1876 (relato impresso em uma edição de 1898) rumo as Sete Quedas. Eles já falavam sobre o pontecial turístico por exemplo. Estavam a frente de seu tempo!

Estas revistas do IHGB constituem uma ótima fonte de pesquisa que podem servir para os mais variados fins. Eu por exemplo estou lendo as edições mais antigas para conseguir informações do estilo de vida e da ciência da época, para com estes dados escrever bons contos steampunk ambientados aqui no Brasil.

May 21, 20111 note
#Brasil
Ministério da Educação ensina francês de graça

Descobri que existe um curso de francês básico chamado Reflets-Brésil. Parece ser bem básico mesmo, mas tem alguns vídeos por lição e apostilas no formato PDF. Só vi um vídeo inteiro até agora porque minha internet é lentíssima (bem que o governo poderia dar um jeito de baratear a internet banda larga, porque a maior parte do conhecimento que o governo federal nos dá de graça está na própria internet).

O curso parece ser bem interessante, porque o método de ensino é assim: Primeiro os sons e imagens e depois a leitura da apostila.

O site do Ministério da Educação em que está o curso é este aqui:

http://francoclic.mec.gov.br/

No site, pelo menos agora em Maio de 2011 (digo isso porque esses sites sempre tendem a evoluir e se modificar com o tempo), na parte de baixo, tem vários quadrados. Cada quadrado é um tipo de curso. O Reflets-Brésil está no primeiro, em cima de cada quadrado tem uma explicação de cada conteúdo, porque além do Reflets-Brésil, tem também o Br@ché, Le monde fracophone, Agriscola e Images de France.

Então, se você quer aprender a língua francesa, aproveite! O MEC nos oferece gratuitamente o curso básico de francês!

May 15, 20111 note
#internet #Brasil #Curso de francês
A apresentação da Esquadrilha da Fumaça em Maringá foi excelente!

Hoje foi realizado um show aéreo pela Esquadrilha da Fumaça aqui em Maringá-PR, em cima do Parque de Exposições. A beleza das manobras impressionam. Infelizmente eu estava sem câmera para registrar as lindas imagens. E que lindas!

Pra realizar aquele tipo de manobra deve-se ter mais do que apenas muito treinamento, deve-se ter também muita coragem! Só quem já viu uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça sabe do que estou falando. Os aviões passam muito próximos uns dos outros, às vezes em direção contrária. As milhares de pessoas que assistem a apresentação se assustam nesta hora. Parece que vão bater, mas claro, devido a habilidade e intenso treinamento, não batem!

Vendo a página de manobras da Esquadrilha, reconheço várias que foram feitas aqui em Maringá, como:

Cruzamento Duplo

Coração

Looping com desfolhado

Break

Looping coincidente com cruzamento lento

e minha manobra preferida: o DNA com duas voltas

A missão destes pilotos de elite é “Contribuir para a difusão da imagem da Força Aérea Brasileira junto aos públicos interno e externo” e digo que eles fazem isso muito bem!

Se algum dia este grupo de elite se apresentar em sua cidade ou em sua região vá ver, porque é um espetáculo muito interessante. Todo mundo para pra admirar cada segundo, cada minuto, enfim, toda a uma hora que dura o show.

Links da Esquadrilha da Fumaça pra quem curte aviação:

Missão e valores

Manobras

História

Quanto a Expoingá, estava bem organizada e o melhor de tudo, estava muito limpa, tanto pelo bom trabalho da equipe de limpeza, quanto pela boa educação do público aqui da cidade e das várias outras cidades da região. As pessoas que trabalham e visitam o evento estão de parabéns. Não fui aos shows musicais principais, mas vi boas apresentações de música caipira regional, música country, e também de música africana e um outro tipo de dança bem interessante que não sei o nome em que se usam facas.

Devido a tudo isso, vou dizer pra vocês que foi um lindo 9 de Maio de 2011 em Maringá!

May 9, 2011
#Brasil #força aerea
Minhas impressões sobre a obra “Madame Bovary”

Finalmente li todo o romance. Como eu havia dito no post anterior, é uma leitura cansativa, na maior parte do tempo chata mesmo. São descrições em excesso, principalmente dos locais, mas isso pode ser bom, dependendo do gosto de cada leitor. É um livro que te faz sentir-se nos lugares onde cada evento ocorre. Eu praticamente via cada casa, cada vila e cada cidade onde as coisas se passavam.

O psicológico de cada personagem é exposto de tal forma que não só nos sentimos nos lugares, mas também nos sentimos dentro das pessoas, ou até talvez nos sentimos como sendo as próprias pessoas que interagem em cada capítulo… Em cada página…

A sociedade da época é muita bem explicada, e, como diz um trecho da sinopse da versão impressa em 1981, da editora Abril, que tenho em mãos: “a moral burguesa, posta a nu em seu convencionalismo, falsidade e presunção”.

Eu recomendo esta obra. É bem interessante, porém forte, e quando digo “forte” é no sentido mais sombrio e nebuloso desta palavra.

Nesta antiga obra enxerguei, bem no fim, as mudanças que acabaram com a burguesia tal qual existiu, substituindo-a pela sociedade industrial.

Pra finalizar digo a vocês que não senti pena de nenhuma personagem. Do meu ponto de vista, cada homem e cada mulher mostrou o seu lado falso ou perverso, e um em especial se mostrou mole demais diante da vida, sem reagir, o que achei lamentável. Ele (vocês descobrirão de quem estou falando se lerem a obra) deveria ter se imposto diante dos outros, lutado um pouco, reagido frente ao que ocorria diante de seus olhos. Mas não…

Ela… A Ema Bovary, bom… Eu acho que ela era meio doida e até mesmo um pouco má. Mas isso é o que eu acho, você talvez ache algo diferente porque este livro abre espaço pra diferentes interpretações.

May 8, 2011
#literatura #mundo
Madame Bovary, de Gustave Flaubert, e suas descrições intermináveis

Madame Bovary é um livro muito reconhecido, que faz parte da história da literatura. Não vou fazer um resumo deste livro, nem nada do tipo, afinal de contas já existem milhares de resumos desta obra. Apenas irei falar sobre minhas primeiras impressões do estilo de Gustave Flaubert, o autor. Li por enquanto a primeira de três partes. Percebi que é uma obra grande, de leitura muito cansativa.

Começar falando da juventude de Carlos Bovary, pra depois passar a se focar em Ema, é interessante demais. O fato dessa focalização se alterar de um para a outra, faz com que nosso juízo de valor seja diferente do que se a estória começasse já falando apenas de Ema.

O que gostei, e ao mesmo tempo odiei mais, foi a capacidade descritiva de Gustave. As excessivas e prolongadas descrições dos locais, das roupas, dos gestos e das atitudes de cada lugar e de cada pessoa fazem o romance adquirir vida, mas ao mesmo tempo, fazem o leitor ficar com sono. A falta de velocidade e de grandes acontecimentos me fez sentir o mesmo tédio de Bovary, esposa de Carlos. Acredito que talvez esta foi a intenção do autor. Já sinto também dó do pobre Carlos que faz tudo por sua mulher, que não reconhece isso.

Talvez, nesta primeira parte, Gustave nos quis mostrar que mulher gosta é de ser tratada mau, ou na verdade gosta de viver muitas aventuras, ou que Ema, na sua realidade particular tinha uma vontade tão grande de subir socialmente, que um simples médico era pouco pra ela, por mais que ele a proporcionasse uma vida razoavelmente boa. Talvez Flaubert nos quis mostrar que um homem deve controlar sua companheira com mãos de ferro, desde o começo, sem muito mimo, pra depois não perder o controle sobre a mesma. Talvez ainda sua intenção foi, pelo contrário, mostrar nesta primeira parte que uma mulher pode ter vontades e sonhos de liberdade, para viver a vida como bem quiser, algo comum hoje, mas não tão comum naquela época.

Até agora percebi um fiel retrato da sociedade daquele período. Um retrato muito bem pintado. Não posso recomendar o livro sem ainda ter o lido totalmente. Não sei se farei um post sobre toda a obra, mas pelo Twitter direi o que achei, quando eu terminar de ler.

Pra finalizar, acredito que quando o escritor descreve exageradamente um local, faz com que nossa imaginação nos coloque dentro do mundo do texto, mas também corre o risco de fazer agente adormecer dentro deste universo, intensamente descritivo e às vezes, chato.

Pra quem, como eu, tem a paciência de saborear a descrição de cada casa, de cada móvel, de cada árvore, posso dizer que certamente, é um bom livro.

May 5, 2011
#literatura #mundo #França
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